Robson Bonin
Veja online
Presidente não liderou ações de governo na pandemia e em quase nenhuma área da administração; como prometer algo ao país na campanha?
Bolsonaro está de folga no Guarujá, enquanto Congresso decidia Orçamento de 2022.
Em três anos de governo, Jair Bolsonaro correu da cadeira presidencial sempre que o país precisou encontrar naquele cobiçado lugar do Planalto um gestor de crises. Ele não estava presente em boa parte dos momentos cruciais da pandemia, trabalhou contra a única reforma aprovada em seu governo, a da Previdência. Fez o mesmo atrasando a compra da vacina para adultos da Pfizer. Fez de novo agora com as crianças… E viajou para a praia enquanto cidades baianas sofrem com enchentes e falta de assistência. Isso para não lembrar das seguidas tentações autoritárias alimentadas por ele na rampa do palácio.
No único momento em que o país assistiu a Bolsonaro pilotando uma reunião de trabalho com seus ministros, o que saiu da boca do presidente foi uma ordem para blindar familiares e amigos da ação da Polícia Federal. A famosa reunião ministerial que encerrou a passagem de Moro pelo governo ainda renderá bons capítulos.
Neste ano, a conta vai chegar na campanha. Bolsonaro se elegeu fazendo um discurso sem ideias. Vendia o antipetismo e a imagem de Paulo Guedes na economia e de Sergio Moro na segurança pública e no combate à corrupção. Agora, terá que fazer campanha como político tradicional, já que a parábola da nova política não cola mais.
Sem feitos importantes na Economia, na Educação, na Saúde e em diferentes áreas do governo, sem o combate à corrupção e com muitos milhões gastos em viagens de descanso, passeios de moto e outras delícias do poder, o presidente vai dar trabalho ao marqueteiro que precisará vendê-lo como gestor. É um dos grandes desafios de Bolsonaro em 2022.
******* COMENTANDO A NOTÍCIA:
Como seria se o Brasil tivesse um presidente que governasse de verdade, amparado por um projeto moderno de país. Infelizmente somos desgovernados por este ranço troglodita!