quinta-feira, janeiro 06, 2022

Gestor fantasma no Planalto, Bolsonaro terá um grande desafio neste ano

 Robson Bonin 

Veja online

Presidente não liderou ações de governo na pandemia e em quase nenhuma área da administração; como prometer algo ao país na campanha?

//Reprodução

  Bolsonaro está de folga no Guarujá, enquanto Congresso decidia Orçamento de 2022.  

Em três anos de governo, Jair Bolsonaro correu da cadeira presidencial sempre que o país precisou encontrar naquele cobiçado lugar do Planalto um gestor de crises. Ele não estava presente em boa parte dos momentos cruciais da pandemia, trabalhou contra a única reforma aprovada em seu governo, a da Previdência. Fez o mesmo atrasando a compra da vacina para adultos da Pfizer. Fez de novo agora com as crianças… E viajou para a praia enquanto cidades baianas sofrem com enchentes e falta de assistência. Isso para não lembrar das seguidas tentações autoritárias alimentadas por ele na rampa do palácio.

No único momento em que o país assistiu a Bolsonaro pilotando uma reunião de trabalho com seus ministros, o que saiu da boca do presidente foi uma ordem para blindar familiares e amigos da ação da Polícia Federal. A famosa reunião ministerial que encerrou a passagem de Moro pelo governo ainda renderá bons capítulos.

Neste ano, a conta vai chegar na campanha. Bolsonaro se elegeu fazendo um discurso sem ideias. Vendia o antipetismo e a imagem de Paulo Guedes na economia e de Sergio Moro na segurança pública e no combate à corrupção. Agora, terá que fazer campanha como político tradicional, já que a parábola da nova política não cola mais.

Sem feitos importantes na Economia, na Educação, na Saúde e em diferentes áreas do governo, sem o combate à corrupção e com muitos milhões gastos em viagens de descanso, passeios de moto e outras delícias do poder, o presidente vai dar trabalho ao marqueteiro que precisará vendê-lo como gestor. É um dos grandes desafios de Bolsonaro em 2022.

 ******* COMENTANDO A NOTÍCIA:

Como seria se o Brasil tivesse um presidente que governasse de verdade, amparado por um projeto moderno de país. Infelizmente somos desgovernados por este ranço  troglodita!