Da Redação
Revista ISTOÉ
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Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., Weintraub afirmou ter participado de uma reunião em novembro de 2018 em que Jair Bolsonaro tratou das denúncias contra Flávio envolvendo um suposto esquema de rachadinha. A reunião teria ocorrido antes da divulgação do relatório do Coaf (Conselho de Atividades Financeiras), que deu início as investigações sobre as rachadinhas.
Em 2020, o empresário Paulo Marinho, que era aliado e é suplente de Flávio Bolsonaro, afirmou que delegado da PF teria antecipado informações sobre a investigação a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Alerj. Flávio Bolsonaro nega.
Desde então, o Ministério Público Federal e os investigados têm travado uma batalha de liminares que vem impedindo o avanço das investigações. Segundo o Uol, há 15 meses, o MPF aguarda uma decisão sobre as quebras de sigilos telemáticos e telefônicos dos investigados que está tramitando no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).
Psol pede nova investigação
Na terça-feira (18), o deputado federal Ivan Valente (PSOL) enviou um requerimento ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para a instauração de uma investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas sobre operações em andamento da Polícia Federal.
“As declarações do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub e do empresário Paulo Marinho evidenciam grave indício de vazamento de informações sigilosas sobre operação em andamento no Departamento de Polícia Federal, o que fere gravemente a legislação e o próprio Estado Democrático de Direito, tendo em vista o uso político dado às referidas informações”, diz trecho da ação.
“É imprescindível que o Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, no uso de suas competências legais, imperiosamente, solicite ao Departamento de Polícia Federal a instauração de inquérito e de procedimento disciplinar para apurar a responsabilidade pelos vazamentos”, conclui Ivan Valente no requerimento.