Por Alfredo da Mota Menezes *
O presidente Lula e o Aloizio Mercadante dizem que não sabiam dos arranjos feitos por gente do PT para comprar o dossiê que incriminaria o José Serra e o Alckmin. Dá para se levantar dúvidas sobre isso. Não tenho nenhum dado concreto que prove que eles sabiam. O campo é somente da especulação.
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Rememorando. O dossiê dos Vedoins mostraria que Serra e Alckmin tinham culpa no cartório sobre a venda fajutada de ambulâncias. Os Vedoins, pai e filho, deram entrevista à revista IstoÉ antes mesmo de pessoas do PT terem o tal dossiê em mãos.
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José Dirceu no seu blog já antecipava o pau que viria em cima do Serra e do Alckmin por causa do dossiê e da entrevista. Construiu a matéria no seu blog sinalizando que documentos apareceriam para provar o envolvimento daqueles políticos do PSDB. Gente graúda do PT já sabia que algo estava sendo armado pelo partido visando à eleição em São Paulo e também a nacional.
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A intenção óbvia da entrevista e do dossiê era atingir as candidaturas do Alckmin e do Serra. Mercadante já mostrava pequena reação nas pesquisas de opinião pública em São Paulo. Se não estou equivocado, o Serra caíra de 51% das intenções de votos para 48%. Um subindo aos poucos e o outro caindo também aos poucos. Naquela altura uma bomba em cima do Serra poderia alterar a disputa e jogar a eleição para um segundo turno.
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Como resultado do escândalo que se criaria, o Lula, depois do Alckmin ser atingido pelo golpe político do dossiê, decidiria a eleição no primeiro turno. Feito isso e tendo um segundo turno em São Paulo, ele iria plantar sua barraca ali para tentar ganhar a eleição para o PT e o Mercadante.
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Se conseguisse, enfiaria uma estaca no peito do PSDB. Se ganha do Serra e do Alckmin quase que acabaria com aquele partido em São Paulo. Onde está sua base maior. Teria um segundo mandato a presidente com um PSDB enfraquecido.
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O Mercadante não sabia de um suposto esquema desses? Um esquema que o levaria para o segundo turno com possibilidade de ganhar a eleição com o apoio direto do Lula. Um esquema que deixaria o Serra baleado e vulnerável aos ataques por denúncias de corrupção. Numa situação dessas dá até para imaginar o tipo do discurso que o Lula faria contra ele e o PSDB que o acusa de ser condescendente com atos de corrupção.
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Tudo foi à revelia do Mercadante e do Lula? Será que um esquema desse porte, que implicaria o presidente quase que mudar para São Paulo para ajudar o Mercadante, e nenhum dos dois sabia de nada? Uma jogada eleitoral que faria uma quase revolução na política brasileira e ninguém sabia.
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Não é saber de onde vem o dinheiro e como se teria o tal dossiê. Não é saber os detalhes da operação. É saber que algo estaria sendo montado para liquidar a fatura no primeiro turno na eleição para presidente e alavancar o Mercadante em São Paulo. Será que os assessores que foram flagrados montaram o esquema sozinhos em que os beneficiados seriam Lula, Mercadante e o PT?
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Os nomes envolvidos no esquema que foi desmontado dão uma amostra de que a invenção aqui criada não era uma coisa feita por aloprados e sem que cabeças maiores não soubessem de nada.
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O assessor de comunicação do Mercadante, Lacerda, está envolvido. Ele é também contratado pelo gabinete dele no Senado. O presidente do PT e coordenador da campanha do Lula, Berzoini, sabia. O assessor especial do presidente, Freud, também. Idem o braço direito de Berzoini, Bargas.
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Todos montando um esquema que mataria as candidaturas Alckmin e Serra. Plantaria uma faca na maior base do PSDB no país que é em São Paulo. Desmoralizaria aquele partido acusando suas lideranças maiores de corrupção, desviando a atenção da população dos ataques que são feitos aos desvios éticos do PT. Era um enorme projeto político, eleitoral e partidário. E nem Lula e nem Mercadante sabiam. Era coisa só de uns aloprados do PT. É estranho.
* Alfredo da Mota Menezes escreve em A Gazeta, de Cuiabá/MT, às terças, quintas e aos domingos. E-mail: pox@terra.com.br
O presidente Lula e o Aloizio Mercadante dizem que não sabiam dos arranjos feitos por gente do PT para comprar o dossiê que incriminaria o José Serra e o Alckmin. Dá para se levantar dúvidas sobre isso. Não tenho nenhum dado concreto que prove que eles sabiam. O campo é somente da especulação.
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Rememorando. O dossiê dos Vedoins mostraria que Serra e Alckmin tinham culpa no cartório sobre a venda fajutada de ambulâncias. Os Vedoins, pai e filho, deram entrevista à revista IstoÉ antes mesmo de pessoas do PT terem o tal dossiê em mãos.
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José Dirceu no seu blog já antecipava o pau que viria em cima do Serra e do Alckmin por causa do dossiê e da entrevista. Construiu a matéria no seu blog sinalizando que documentos apareceriam para provar o envolvimento daqueles políticos do PSDB. Gente graúda do PT já sabia que algo estava sendo armado pelo partido visando à eleição em São Paulo e também a nacional.
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A intenção óbvia da entrevista e do dossiê era atingir as candidaturas do Alckmin e do Serra. Mercadante já mostrava pequena reação nas pesquisas de opinião pública em São Paulo. Se não estou equivocado, o Serra caíra de 51% das intenções de votos para 48%. Um subindo aos poucos e o outro caindo também aos poucos. Naquela altura uma bomba em cima do Serra poderia alterar a disputa e jogar a eleição para um segundo turno.
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Como resultado do escândalo que se criaria, o Lula, depois do Alckmin ser atingido pelo golpe político do dossiê, decidiria a eleição no primeiro turno. Feito isso e tendo um segundo turno em São Paulo, ele iria plantar sua barraca ali para tentar ganhar a eleição para o PT e o Mercadante.
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Se conseguisse, enfiaria uma estaca no peito do PSDB. Se ganha do Serra e do Alckmin quase que acabaria com aquele partido em São Paulo. Onde está sua base maior. Teria um segundo mandato a presidente com um PSDB enfraquecido.
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O Mercadante não sabia de um suposto esquema desses? Um esquema que o levaria para o segundo turno com possibilidade de ganhar a eleição com o apoio direto do Lula. Um esquema que deixaria o Serra baleado e vulnerável aos ataques por denúncias de corrupção. Numa situação dessas dá até para imaginar o tipo do discurso que o Lula faria contra ele e o PSDB que o acusa de ser condescendente com atos de corrupção.
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Tudo foi à revelia do Mercadante e do Lula? Será que um esquema desse porte, que implicaria o presidente quase que mudar para São Paulo para ajudar o Mercadante, e nenhum dos dois sabia de nada? Uma jogada eleitoral que faria uma quase revolução na política brasileira e ninguém sabia.
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Não é saber de onde vem o dinheiro e como se teria o tal dossiê. Não é saber os detalhes da operação. É saber que algo estaria sendo montado para liquidar a fatura no primeiro turno na eleição para presidente e alavancar o Mercadante em São Paulo. Será que os assessores que foram flagrados montaram o esquema sozinhos em que os beneficiados seriam Lula, Mercadante e o PT?
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Os nomes envolvidos no esquema que foi desmontado dão uma amostra de que a invenção aqui criada não era uma coisa feita por aloprados e sem que cabeças maiores não soubessem de nada.
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O assessor de comunicação do Mercadante, Lacerda, está envolvido. Ele é também contratado pelo gabinete dele no Senado. O presidente do PT e coordenador da campanha do Lula, Berzoini, sabia. O assessor especial do presidente, Freud, também. Idem o braço direito de Berzoini, Bargas.
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Todos montando um esquema que mataria as candidaturas Alckmin e Serra. Plantaria uma faca na maior base do PSDB no país que é em São Paulo. Desmoralizaria aquele partido acusando suas lideranças maiores de corrupção, desviando a atenção da população dos ataques que são feitos aos desvios éticos do PT. Era um enorme projeto político, eleitoral e partidário. E nem Lula e nem Mercadante sabiam. Era coisa só de uns aloprados do PT. É estranho.
* Alfredo da Mota Menezes escreve em A Gazeta, de Cuiabá/MT, às terças, quintas e aos domingos. E-mail: pox@terra.com.br