COMENTANDO A NOTÍCIA: A seguir, transcrevemos o comentário de Reinaldo Azevedo sobre o que faz o PT ser uma quadrilha de cafajestes, e o que torna alguns pseudo-jornalistas serem seus seguidores de baixa moral (ou da falta de nenhuma). Reinaldo, dá uma verdadeira aula de como um jornalismo verdadeiro, de brio e vergonha na cara, cumpre sua missão com independência, sem medos aos “censuradores” de araque, que posam de democráticos mas apenas na aparência maléfica de sua imundície de caráter.
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O PT, seja por seu fundador, hoje na presidência da república, seja por seus parceiros amestrados, verdadeiras amebas socialistas, criou uma sistemática de fazer política que chafurda na lama podre do “fazemos qualquer negócio pelo poder”. E vai vendendo seu peixe podre como se uma nobre mercadoria pudesse ser. Não fosse seu mau cheiro, e eles acabariam enterrando aquilo que um cidadão nasceu com ou sem: caráter. No caso deles, seria sem caráter algum, coisa que petista detesta, porque para eles o mundo deve girar apenas em torno de si mesmos, envoltos na sua mistificadora aura de cretinice.
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Não sou jornalista por formação nem político de corrente partidária conforme já declarei inúmeras vezes. Mas, a exemplo de Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi, ao criar este espaço, foi para exercer o inalienável direito à liberdade de expressão. Queiram ou não, me perfilarei sempre ao lado dos que defendem a liberdade como essência maior da democracia. Mesmo que ela não estivesse inserida na constituição brasileira, ainda assim este direito nos pertence porque está lá contida na Declaração Universal de Direitos do Homem, da ONU, e o Brasil é um signatário, mesmo que a contragosto dos zecas diabos que vomitam suas pragas autoritárias e dos mamutes caudilescos que vicejam entre nós sua fedentina pútrida a corroer nossos valores e nossas instituições.
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Leiam Reinaldo Azevedo, e conheçam o que significa ser homem livre, mas principalmente como se deve exercer este direito sem temer as ameaças e represálias dos verdadeiros inimigos do nosso país. Ah, como lição derradeira, aprendam como se deve pautar um verdadeiro jornalista e cidadão decente.
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E viva a "Veja". E viva a vaia!
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Por Reinaldo Azevedo
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Nunca, como hoje — e é a razão principal por que não estou conseguindo postar na velocidade costumeira —, recebi tantos comentários me esculhambando. Entram na lista dos petralhas, claro, a Veja, o Diogo Mainardi, e, suspeito, entraria o Espírito Santo caso a Pomba Sagrada descesse à terra para anunciar que Lula é um falso Messias. Dariam uma estilingada nela. É uma coisa impressionante.
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Nunca, como hoje — e é a razão principal por que não estou conseguindo postar na velocidade costumeira —, recebi tantos comentários me esculhambando. Entram na lista dos petralhas, claro, a Veja, o Diogo Mainardi, e, suspeito, entraria o Espírito Santo caso a Pomba Sagrada descesse à terra para anunciar que Lula é um falso Messias. Dariam uma estilingada nela. É uma coisa impressionante.
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Sabem o que acho mais chocante? Se a disputa estivesse ao menos empatada — ou se fosse pequena a distância entre Lula e Alckmin, pouco importando quem estivesse na frente —, eu até compreenderia tanta manifestação de ódio. Ou, ao menos, eu não a consideraria patológica. Mas não. Imaginem se o Ibope estiver certo: Lula dará um verdadeiro banho eleitoral. Deveriam estar comemorando, fazendo festa, dançando. Que nada! Estão em casa ou sei lá onde destilando seu ódio, sua vocação para a unanimidade, para o discurso único, para a ditadura.
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É claro que isso é coisa de militância organizada. É curioso. A palavra de ordem nestas hordas é “Delenda Veja”, a revista que tomam como inimiga. E nem se sentem constrangidos em usar como exemplo de jornalismo, imaginem só, a Carta Capital. É aquela revista que teve acesso à fita em que o delegado Edmilson Bruno vaza o disquete com as fotos da dinheirama e tem o topete de cortar os trechos que não servem aos propósitos da suposta reportagem-denúncia. E corta por quê? Para fabricar uma farsa e tentar provar que TV Globo liderou um complô para levar as eleições para o segundo turno.
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Ali Kamel, editor executivo de jornalismo da Globo, responde à acusação em texto publicado no site Observatório da Imprensa (clique aqui para ler). Seus argumentos são irrespondíveis. Tramóia é editar uma fala que desautoriza uma tese de gabinete, pensada na medida exata para satisfazer as vontades de um grupo político — não por acaso, daquele que costuma pagar as contas. Interessante: há certo jornalismo que ainda está por aí assombrando as consciências e que já é cadáver adiado. Continua vampirizando as boas intenções de alguns tolos, mas já não consegue produzir mais nada de útil.
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A Carta Capital, por si mesma, chega a tão pouca gente, que parece perda de tempo dedicar mais do que duas linhas à sua irrelevância. Só o faço porque ela é, assim, o Pestana da tropa. “Pestana” é aquela personagem do conto Um Homem Célebre, de Machado de Assis. Seu sonho era fazer uma sinfonia, mas só conseguia fazer polca. Mino Carta, o comandante da revista, tem ambições de ser intelectual, político, artista plástico, Richelieu de Apedeuta, uma espécie de decano do “verdadeiro jornalismo”, de que Paulo Hernique Amorim, agora fora da Globo, se pretende caudatário. Este foi outro que procurou fazer estardalhaço com a tal fita-bomba do delegado.
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Qual o problema dessa gente toda com as grandíssimas Veja e Globo ou com os indivíduos, homens-célula, Diogo Mainardi ou Reinaldo Azevedo? Simples: a gente publica ou leva ao ar coisas que eles não gostam de ler ou de ver e ouvir. Reparem que nunca denunciam uma “mentira”. Estão sempre tentando denunciar uma intenção. Porque assim agem os policiais de consciência. Eu digo sobre a matéria de capa de Carta Capital: é MENTIRA que tenha havido uma conspiração da Globo para empurrar a disputa para o segundo turno. Mas a Carta não poderá dizer: “É mentira que a gente tenha omitido trechos da fala do delegado”. Porque omitiu.
Nos tempos em que a palavra de ordem é “somos todos canalhas”, ou “somos todos corruptos”, ou “somos todos ladrões”. Eu digo: NÃO SOMOS, NÃO! Cada um fale por si. Há muitas diferenças entre a “nossa” moral e a “deles”, para citar um texto célebre de Trotsky, subvertendo bastante as intenções do original. A “nossa” moral não precisa da mentira e da omissão para denunciar complôs em nome do bem; a "nossa" moral não precisa condescender com “males menores” na suposta defesa do “bem maior”; a “nossa” moral não reconhece como legítimos o roubo e a ilegalidade em nome da causa.
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Nos tempos em que a palavra de ordem é “somos todos canalhas”, ou “somos todos corruptos”, ou “somos todos ladrões”. Eu digo: NÃO SOMOS, NÃO! Cada um fale por si. Há muitas diferenças entre a “nossa” moral e a “deles”, para citar um texto célebre de Trotsky, subvertendo bastante as intenções do original. A “nossa” moral não precisa da mentira e da omissão para denunciar complôs em nome do bem; a "nossa" moral não precisa condescender com “males menores” na suposta defesa do “bem maior”; a “nossa” moral não reconhece como legítimos o roubo e a ilegalidade em nome da causa.
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Não posso falar em nome da Veja ou da Globo. Nem mesmo em nome de Diogo Mainardi, meu amigo. O bom de você não ser um “deles” é não ser, a exemplo dos demônios, uma legião chefiada por um diabo anão, também anão moral. Mas posso falar em meu nome: não terão descanso enquanto não se ajoelharem, lá vai, no altar da ortodoxia constitucional. Acabo de conceder uma entrevista a um dos principais jornais dos EUA — não é o NYT, Lula! A pauta deles é curiosa. Falaram comigo como um dos poucos jornalistas brasileiros que ainda não se renderam ao lulismo ou ao petismo. Nem eu sabia que cabíamos numa Kombi.
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Podem continuar a patrulhar à vontade. Comentários de petralhas andaram vazando por causa do volume de comentários. Daqui a pouco, faço um serviço de desratização. Não, não vou mudar. Meu blog não é estatal. Já nasceu privatizado. Aqui, aparelhista leva pé no traseiro.
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E viva a Veja! E viva a vaia!
