sábado, novembro 04, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Mal na foto

Por Dora Kramer
Em O Estado de São Paulo

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Eficiente no manejo de simbolismos de identificação popular, Lula não usou seu repertório na crise que deixou milhões de pessoas 7 dias à mercê dos controladores de vôo.
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Lula participou de uma única reunião para tratar do assunto, não fez nada além de uma cena de irritação - com direito ao já notório 'soco na mesa' -, foi para a Bahia descansar com a família anunciando o plano de 'sumir' até o fim do feriadão e lá se deixou fotografar esparramado de sunga ao sol.
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Racionalmente, é fato que a presença de Lula em Brasília não teria por si só o condão de resolver o problema.
Mas é verdade também que férias presidenciais em momentos de comoção denotam indiferença e distanciamento, pois esteve disposto para ganhar a eleição e, no momento em que a aviação sofria um colapso com efeitos dramáticos sobre a vida da população, o presidente faz o que as pessoas não puderam fazer: toma um avião à hora e ao tempo desejados e vai relaxar na praia.
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Tendo manifestado sua preferência dias antes pelos mais pobres, ficou parecendo que o presidente não liga para quem anda de avião. Transporte, aliás, hoje não mais exclusivo de quem tem muito dinheiro.
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Você ouviu falar nisso?
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Publicado no Argumento & Prosa
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Alguém me explique o porquê do silêncio, sem alertas, sem noticias na TV, sem campanhas preventivas. O que vai acontecer no verão?
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Do Terra: O ano ainda nem terminou, mas 2006 já é o segundo com maior número de mortos por dengue no Brasil. Entre janeiro e setembro, o Ministério da Saúde contabilizou 61 mortes - 16 a mais que o registrado em 2005. Este número só não supera o de 2002, quando 150 pessoas morreram após serem picadas pelo mosquito transmissor da doença. O Rio não é o Estado recordista em casos de dengue este ano - São Paulo registrou 43,3 mil -, mas detém outro recorde: dos 1.801 casos registrados em 2005, o número pulou para 29.288 só nos nove primeiros meses do ano. Isso representa um aumento de 1.526%, o maior do País.
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IBGE: 36% dos hospitais não tem controle de infecção
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Trinta e seis por cento dos estabelecimentos de saúde com leitos para internação no país não fazem controle de infecção hospitalar, segundo a Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (divulgada ontem pelo IBGE), divulgada nesta quarta-feira. O levantamento também mostra que o número de leitos para internação no Brasil caiu mais uma vez de 2002 para 2005.
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Segundo a pesquisa, a queda no número de leitos não afetou o total de internações, que aumentaram no mesmo período. A aparente contradição, diz reportagem do jornal Folha de S. Paulo, é explicada pelo IBGE e pelo Ministério da Saúde como reflexo de um uso mais racional dos leitos.
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"Com o avanço tecnológico, pacientes podem ficar menos tempo internados ou nem ir para o leito em procedimentos que, antes, exigiam internação", diz o instituto. É por isso que o número de internações por leito subiu de 42 em 2002 para 52 em 2005.
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Outro dado negativo revelado pela pesquisa é que 46% do total de estabelecimentos não apresentam padrões adequados de acessibilidade para portadores de deficiência e em apenas 13% deles há sanitários adaptados a esse grupo.
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Redação Terra
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Segurança de vôo só ganha 54% da verba
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Por Veja on line
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O programa de segurança de vôo do país recebeu até agora pouco mais da metade das verbas prometidas pelo governo neste ano. O gasto previsto e já autorizado para 2006 é de 531,7 milhões de reais. Mas até o início de novembro, restando só dois meses no ano, os pagamentos somavam 286,5 milhões, 54% do total. A informação foi divulgada nesta quinta, no jornal Folha de S. Paulo.
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Os números estão no Siafi, o sistema informatizado de acompanhamento de gastos do governo. O Comando da Aeronáutica disse que vai acelerar os gastos do programa de segurança de tráfego aéreo até o fim do ano, mas negou que a atual crise nos aeroportos seja um reflexo dessa restrição de verbas. "A situação atual nada tem a ver com os recursos", garantiu a Aeronáutica em nota.
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A restrição na liberação de verbas prometidas pelo governo para a proteção dos vôos causa ainda mais estranhamento diante do fato de que o Fundo Aeronáutico - que deveria repassar para o sistema de segurança as tarifas pagas pelos passageiros dentro dos aeroportos - soma um saldo acumulado de 1,9 bilhão de reais. Esse dinheiro deveria custear justamente a segurança aérea.
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O programa de proteção ao vôo é subordinado ao Ministério da Defesa. Tem como objetivo oferecer "mais segurança, regularidade e fluidez à circulação aérea nacional". A maior fonte de recursos é o Fundo Aeronáutico - por isso, em 2003, o então ministro da Defesa, José Viegas Filho, assinou documentos pedindo o desbloqueio dos recursos. A restrição ajuda no superávit primário.