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Responda rápido: quem são os controladores de vôo de “Blade Runner” ou “Star Wars”?
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Ainda que até outro dia ninguém desse a menor importância a essa gente, a ficção científica teria que prever o poder que o controlador de vôo terá no futuro sobre a vida e os negócios das pessoas. Vi “O Quinto elemento”, “A Ilha”, “Minority Report”, “De volta para o futuro 2”, mas não me lembro de ter assistido a um só filme sobre o grande colapso dos aeroportos – o dia em que nenhuma aeronave saiu do chão em todo o planeta, e esses caras tomaram consciência de que poderiam dominar o mundo como num videogame irado. Issaaaaa!
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Ainda que até outro dia ninguém desse a menor importância a essa gente, a ficção científica teria que prever o poder que o controlador de vôo terá no futuro sobre a vida e os negócios das pessoas. Vi “O Quinto elemento”, “A Ilha”, “Minority Report”, “De volta para o futuro 2”, mas não me lembro de ter assistido a um só filme sobre o grande colapso dos aeroportos – o dia em que nenhuma aeronave saiu do chão em todo o planeta, e esses caras tomaram consciência de que poderiam dominar o mundo como num videogame irado. Issaaaaa!
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Na Los Angeles de 2019 ou naquela galáxia muito, muito distante, é imperdoável que os controladores de vôo não sejam de alguma forma protagonistas de núcleos em “Blade Runner” ou “Star Wars”. Fala sério: a ficção científica pisou na bola brabo ao não prever a importância que o personagem em questão ganharia no mundo real a partir do início do século 21.
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Qualquer criança brasileira que passe por aeroportos nessas férias irá se perguntar quando voltar para frente da TV quem eram os controladores de vôo de “Futurama” ou de “Os Jetsons”, por exemplo. Como seria possível todo mundo ter sua própria aeronave para ir trabalhar ou ao supermercado sem de vez em quando roçar na barriga de um avião de carreira?
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Alguém em Hollywood deve estar neste momento debruçado sobre o personagem para transformá-lo em protagonista, Deus queira não seja filme de terror, tipo, “O controlador”.
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É nisso que dá viajar em avião oficial e desembarcar na Base Aérea do Galeão. Se tivessem ficado retidos por controladores de vôo no aeroporto Tom Jobim, os ministros Ellen Gracie e Gilmar Mendes provavelmente não teriam sido assaltados da Linha Vermelha.
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A lógica não é um primor, mas faz mais sentido que perguntar porque, além de todos os privilégios já supracitados, as autoridades não estavam cercadas de agentes da Polícia Federal, como considerou “ideal” o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, anotem aí o nome dele, Roberto Precioso.
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Meu Deus! Descobri ontem que, vivendo num lugar beligerante como o Rio de Janeiro, eu não sabia o nome do xerife da minha cidade. Muito prazer, doutor Precioso.