segunda-feira, dezembro 11, 2006

TOQUEDEPRIMA...

Brasil terá corte de 4 mi de metros cúbicos de gás por dia
Agência Estado
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O Brasil terá um corte de pelo menos 4 milhões de metros cúbicos diários de gás natural vindos da Bolívia com o início das obras de reparo do gasoduto que liga os dois países, o Gasbol. Os reparos são necessários em função dos danos causados aos dutos pelas fortes chuvas ocorridas na Bolívia no início de abril deste ano.
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A medida já era conhecida pelo mercado e pela estatal. Em 1º de novembro, a Petrobras divulgou nota sobre o assunto, anunciando o início das obras o dia 11. A Yacimentos Petroliferos Fiscales Bolivianos (YPFB) também divulgou nota sobre o mesmo tema, noticiada nesta sexta-feira (17) pela Dow Jones.
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Segundo a Petrobras, a primeira fase das obras terá prazo estimado de seis dias e a segunda, que inicia no dia 23 de novembro, durará cerca de 11 dias. Após os reparos, o gasoduto volta a operar à plena capacidade recuperando a confiabilidade do sistema.
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A Petrobras informou em sua nota que, em articulação com o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Operador Nacional do Sistema (ONS), atenderá toda a demanda contratada para o insumo.
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O trecho a ser reparado, de cinco quilômetros, fica na região conhecida como Quebrada Los Monos. Em abril, a tubulação sofreu danos devido a uma enchente causada pelas intensas chuvas. Os trabalhos consistem em substituir nove lances do gasoduto, num total de quase um quilômetro. Durante as obras, a Petrobras vai reduzir a produção no campo Sábalo e aumentar a do San Alberto, dois dos megacampos que contêm as maiores reservas de gás.
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Governo prevê aperto na oferta de gás em 2008
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O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, admitiu que a relação entre oferta e demanda de gás natural no País para 2008 está "apertada". Segundo ele, porém, "não há motivos para preocupação, porque o cenário previsto é perfeitamente gerenciável".
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"Se utilizássemos 60% da energia térmica disponível - e não acreditamos que usemos nem 15%, por causa dos atuais níveis dos reservatórios das hidrelétricas - teríamos condições de cobrir de maneira apertada a demanda no caso de a economia crescer 4% ao ano", disse, durante o seminário "Os Desafios do Gás Natural", realizado ontem.
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Segundo Tolmasquim, os problemas que "apertam" a relação de demanda e oferta no setor de gás natural são decorrentes de ações tomadas erroneamente no passado. "Ficamos presos a um só fornecedor e foi criado um plano prioritário de térmicas que previa a utilização de 40 milhões de metros cúbicos, mas não foi tomada nenhuma medida para trazer este gás de algum lugar ou para produzi-lo em território nacional. Em infra-estrutura é assim: o que não é feito no passado, não é resolvido com milagre."
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O presidente da EPE disse também que é preciso não confundir problemas pontuais que a Petrobras teve nas últimas semanas - que prejudicaram o despacho de usinas térmicas - com a situação apertada que a demanda e a oferta de gás natural passarão no País provavelmente em 2008. "O que aconteceu nas últimas semanas foi a combinação de quatro problemas inesperados e pontuais para os quais a Petrobras não tinha lastro. Era para ter? Era, mas não tem. E é bom sabermos que se houver novamente uma conjunção de vários problemas simultâneos como aconteceu desta vez, novamente teremos problemas. Mas acredito que isso seja bastante raro e difícil de voltar a acontecer."
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Os problemas foram o rompimento de um duto na Bolívia, um ajuste da plataforma P-37 que provocou parada da produção e a quebra de equipamentos na térmica de Araucária (PR) e no terminal de gás de Cabiúnas (RJ).
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Apesar da situação "apertada", Tolmasquim se diz otimista com a oferta de gás no futuro. Segundo ele, em 2013 o Brasil terá o problema inverso: em vez de falta de gás, pode haver sobreoferta do combustível, que pode até tornar o País exportador. "Mantido o ritmo de crescimento de 4% ao ano, e considerando novas reservas ainda por serem descobertas ou declaradas comerciais pela Petrobras, haverá uma sobreoferta que permitirá ao Brasil entrar no grupo de exportadores de Gás Natural Liqüefeito", disse.
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Apesar de a Petrobras projetar produção de 110 milhões de metros cúbicos por dia a partir de 2011, Tolmasquim afirmou que já seria possível contar com uma oferta diária média de 152 milhões de metros cúbicos a partir de 2015, considerando a importação dos 30 milhões de metros cúbicos da Bolívia e novas descobertas.
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Pão-duro profissional conta como fazer um natal barato
Clarice Sá e Patrícia Araújo, do G1, em São Paulo
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O que o G1 penou para encontrar nas regiões de comércio popular, conseguiu com facilidade ao consultar um especialista sobre como gastar pouco no Natal. Gustavo Nagib, autor do "Guia do Pão-Duro" montou, sem hesitar, planos para um natal com R$ 10 e R$ 100.
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De início, Nagib afirma que, com R$ 10, poderia fazer apenas um Natal "bem cristão", "só com pão e vinho". Ao encarar o desafio com mais calma, chegou a uma "fórmula matemática" que garantiria uma festa mais sortida.
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"Há minipanetones em padarias, do tamanho de um bolinho. Cada um custa, em média, R$ 0,75. Levando em consideração que não se passará sozinho, gastamos R$ 1,50. Presente pode ser comprado nas ruas populares: porta-retratos, panos de prato, pega varetas. Com sorte, gasta-se R$ 4,50 em presente", diz.
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Sobram R$ 4. "Por R$ 2, conseguimos um enfeite para colocar na porta de casa. Com os R$ 2 restantes, que tal uma caneca de vinho para o panetone descer melhor? E um vinho bem razoável”, conta.
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Para Nagib, com R$ 100, "dá até para convidar alguém". "Uma pequena árvore de Natal conseguimos por R$ 25. Com R$ 20, compra-se um livro, CD ou DVD.
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Com os R$ 55 restantes conseguimos preparar um prato para dois: arroz, salada de maionese, farofa e um pernil. Como será para dois, é um pedaço de pernil que acaba na mesma noite, não é aquele pedação que depois do Natal fica morando na nossa geladeira até virar recheio de sanduíche”, conclui o pão duro profissional.
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EUA renovam taxa sobre importação de álcool
Reuters
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A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (8) a renovação da atual tarifa para a importação de etanol até janeiro de 2009. A suspensão dessa tarifa, de US$ 0,54 por galão, era uma reivindicação do governo brasileiro, para ter maior acesso ao mercado norte-americano num setor onde o álcool produzido no país é altamente competitivo. O projeto agora precisa passar pelo senado.
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A taxa por muitos anos impediu a entrada de etanol do Brasil nos EUA. Neste ano, com a alta dos preços locais da gasolina e o aumento da demanda por etanol devido à decisão de vários estados de banir o MTBE (aditivo suspeito de causar câncer), as vendas diretas do Brasil foram viabilizadas, e os EUA acabaram se tornando o principal mercado para o produto brasileiro, mesmo pagando a tarifa.