terça-feira, dezembro 12, 2006

TOQUEDEPRIMA...

FMI diz que dívida de pobres preocupa
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WASHINGTON - O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial disseram ontem que pretendem manter uma observação atenta sobre a sustentabilidade da dívida dos países pobres, enquanto novos países - como China, Índia e produtores de petróleo - surgem como importantes credores.
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"Embora reconheçamos que a principal responsabilidade por evitar a acumulação da dívida recai sobre os tomadores de empréstimos, um número de diretores pediu uma exploração adicional de formas para estimular empréstimos responsáveis por todos os credores", disse o FMI em nota que resume seus planos para melhorar a qualidade de indicadores de sustentabilidade de dívida.
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O FMI, em relatório preparado pela equipe de economistas, disse que a China é o maior dos seis credores emergentes para países de baixa renda fora do Clube de Paris de credores oficiais. O Fundo observou que os termos daqueles empréstimos são principalmente desconhecidos. Junto com a China, outros importantes credores para países pobres são: Kuwait, Índia, Coréia do Sul e Arábia Saudita. A China tinha cerca de US$ 5 bilhões em créditos com países de baixa renda no final de 2004, enquanto o Kuwait tinha cerca de US$ 2,5 bilhões.
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Evidências
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O FMI disse que há evidências que a concessão de empréstimos pela China subiu de forma acentuada em 2005 e 2006, embora os dados exatos não sejam disponíveis. Os países tomadores de empréstimos de baixa renda também são novos, graças a melhora do risco de crédito depois do cancelamento da dívida com o Banco Mundial, o FMI e o Banco de Desenvolvimento Africano no início deste ano, disse Adnan Mazarei, diretor-assistente do FMI de do Departamento de Revisão e Política de Desenvolvimento.
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"A redução da dívida liberou recursos para os países de baixa renda gastarem para alcançarem as metas de desenvolvimento do milênio", disse Mazarai. "Os montantes de novos empréstimos devem ser cuidadosamente avaliados e monitorados para evitar o desperdício desta oportunidade e o surgimento de problemas de sustentabilidade sobre a nova dívida", acrescentou.
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O FMI observou que trabalhar sobre indicadores de sustentabilidade de dívida não será muito positivo a menos que mais tomadores de empréstimo de baixa renda e credores usem essa estrutura. "Embora o uso da agenda de sustentabilidade da dívida esteja se expandindo, ainda é limitado, e os diretores do FMI destacaram a necessidade de estenderem isso aos credores oficiais, incluindo os credores emergentes", disse o Fundo.
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Mazerai disse que embora não existam consultas formais com a China, Kuwait ou outros credores emergentes, aqueles países estão representados na diretoria executiva do FMI e estão cada vez mais envolvidos na discussão sobre a sustentabilidade da dívida.
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Decreto simplifica regras para agrotóxicos genéricos
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BRASÍLIA - O Decreto 591, que simplifica as regras para pesquisa e registro para comercialização de agroquímicos genéricos, saiu ontem no "Diário Oficial da União". Ele atualiza as regras de decreto anterior, número 4.074/02, que regulamentou a Lei de Agrotóxicos, explicou o coordenador de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Luís Rangel.
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Pelo texto, se uma multinacional tiver o registro de um produto original, a autorização para pesquisa será concedida automaticamente para as empresas interessadas em produzir agroquímicos genéricos. Até agora, os fabricantes de genéricos precisavam entregar vários documentos ao governo antes de conseguir a autorização para a pesquisa.
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A autorização levava até seis meses para ser concedida. Outra mudança é a criação de uma fila separada, com tramitação própria, para processos de registro com base em produtos técnicos equivalentes (genéricos). Avaliações de pedidos feitas anteriormente pelo governo também serão consideradas. "Vamos diminuir o trabalho dos técnicos e isentar as empresas de alguns testes", disse Rangel.
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Força-tarefa
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Além do decreto, o governo prometeu criar uma força-tarefa com a missão de organizar processos e integrar os órgãos envolvidos. A promessa é acabar com a fila de processos em até oito meses e, posteriormente, cumprir o prazo previsto no decreto 4.074 de 120 dias para análise dos pedidos para liberação comercial dos agroquímicos. "O decreto trouxe exatamente o que havia sido discutido com a iniciativa privada e apresentado pelos ministérios para a Casa Civil", afirmou Rangel.
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Na terça-feira, as regras foram apresentadas pelo governo para representantes dos produtores e das empresas fornecedoras de insumos em Brasília.
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El Niño deve se fortalecer e durar até a primavera
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NOVA YORK - O fenômeno El Niño, que normalmente provoca transtornos no clima, vai atingir sua intensidade máxima durante o verão do hemisfério sul, e começará a perder força na primavera, segundo estimativa do Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos. No Brasil, os efeitos normalmente são chuvas acima do normal nas regiões ao Sul do País, durante o verão, e condições mais secas no Norte e Nordeste.
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O centro, que faz parte da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos EUA (NOAA), disse ontem, que o fenômeno "vai chegar ao ápice durante o inverno do hemisfério norte, seguido pelo enfraquecimento de março a maio de 2007."
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O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, que modifica o clima até na África. Quando ele acontece, costuma haver seca em países como Austrália, Indonésia e Filipinas, e inundações na América Latina.
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O El Niño deste ano foi considerado o grande responsável pela ausência de grandes furacões no Oceano Atlântico, depois da temporada recorde de 2005, que incluiu os furacões Katrina e Rita. Neste ano, houve apenas nove tempestades tropicais e furacões, enquanto no ano passado o número chegou a 28.
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O fenômeno ganhou esse nome porque foi observado por pescadores de anchovas latino-americanos, no século 19, sempre perto do Natal ("niño" significa "menino", em espanhol).
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Entre dezembro e março, o clima vai ser mais seco que o normal "na maior parte da Malásia, na Indonésia, no norte e no leste da Austrália ..., no norte da América do Sul e no sudeste da África", previu o centro.
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Haverá mais chuva que o normal no Uruguai, no nordeste da Argentina, no sudeste do Paraguai, nas costas do Equador e do norte do Peru, segundo a previsão.
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O último El Niño de grande intensidade aconteceu em 1997/98, provocando grandes incêndios na região Norte do Brasil. No mundo todo, mais de 2.000 pessoas morreram, e os prejuízos superaram os US$ 33 bilhões.