terça-feira, dezembro 26, 2006

TOQUEDEPRIMA...

BNDES aprova financiamento de US$ 100 mi para IBM
Fonte: Reuters
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta quinta-feira financiamento de US$ 100 milhões para a gigante da informática IBM. O dinheiro será usado pela companhia norte-americana em programas de exportação de serviços de tecnologia.
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O Brasil foi escolhido pela IBM para ser um de seus fornecedores globais e o BNDES financiará a venda externa de serviços de Tecnologia da Informação da subsidiária brasileira, principalmente, para a matriz nos Estados Unidos. O financiamento do banco à IBM será repassado pelo Santander, por se tratar de operação indireta, informou o BNDES.
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O financiamento foi aprovado por meio do Programa para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços Correlatos (Prosoft), criado em 1997. O programa já financiou R$ 670 milhões, até novembro, gerando investimentos de R$ 912 milhões na indústria nacional de software, segundo o BNDES.
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A IBM tem um centro em Hortolândia, interior de São Paulo, onde desenvolve e gerencia sistemas para atender a empresas que estão localizadas fora do País. O centro tem cerca de 4 mil funcionários e para 2007 a previsão é de um quadro de 5 mil colaboradores. Segundo o BNDES, a previsão da IBM é de que em 2008 sejam mais de 8 mil, a maior parte de empregos especializados.
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O BNDES também aprovou R$ 20,7 milhões para a nacional Padtec, fabricante de equipamentos e produtora de soluções para redes ópticas de comunicação, oriunda da empresa de pesquisa CPqD.
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O dinheiro será aplicado no desenvolvimento de novos produtos para redes de transporte, como software e aplicativos. Os investimentos também prevêem a expansão da capacidade de pesquisa, desenvolvimento e fabricação.
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"Outro mérito do projeto é a criação de tecnologia nacional em uma área e elevada demanda e nenhuma oferta nacional", informou o BNDES.
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Repetência ainda preocupa
Jornal do Brasil
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Mesmo com a queda no analfabetismo e a melhora na freqüência escolar nos últimos dez anos, o percentual de estudantes com idade acima da recomendada em relação ao ano letivo ainda é alto no país. A pesquisa do IBGE mostra que a defasagem escolar sofreu uma redução nos últimos dez anos, mas ainda é considerado um problema grave na educação brasileira.
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A defasagem ocorre quando um estudante tem idade incompatível com a série que cursa. Por exemplo, quando um aluno de 18 anos ainda está cursando a sétima série.
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A defasagem é maior para estudantes da oitava série. Em 2005, 36,4% dos alunos nesta série estavam defasados em mais de dois anos em relação à idade. A evasão escolar também foi outro problema apontado pelo instituto. Só 53% dos estudantes concluem a oitava série.
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O analfabetismo caiu nestes 10 anos. Mas a freqüência em creches ainda é pequena. Em 95, apenas 7,6% das crianças de 0 a 3 anos estavam na creche. Em 2005, chegou a 13,3%.
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Entre os adolescentes de 15 a 17 anos a taxa de freqüência escolar chegou a 81,7% em 2005. Para os jovens entre 18 e 24 anos, só 31,6% tinham acesso à universidade.
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Na faixa etária dos 10 aos 15 anos, 85,5% estudam e não trabalham. Entre 16 e 17 anos, 54,4% só estudam. Entre 18 e 19 anos, são 27,6%. De 20 a 24 anos, o percentual cai para 10,5%.
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Os dados do IBGE mostram que o Brasil ainda está longe de erradicar o trabalho infantil, embora tenha havido uma significativa melhora nos últimos dez anos. Em 1995, a participação de crianças de 10 a 14 no mercado de trabalho era de 20,4%. Dez anos depois, o percentual baixou para 11,5%.
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Proposta leva a nova crise aérea
Lorenna Rodrigues, Jornal do Brasil
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O grupo de trabalho criado pelo governo para resolver a crise no setor aéreo entregará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um novo problema. A solução encontrada pelo grupo é a mesma que já vinha sendo defendida por controladores de vôo e empresas aéreas: a criação de um órgão civil para cuidar do controle de tráfego aéreo. A medida é criticada pela Aeronáutica no próprio documento que será entregue ao presidente com sugestões para o setor.
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A lista, apresentada ontem ao ministro da Defesa, Waldir Pires, abre caminho para nova crise entre civis e militares, nos moldes da que acompanhou a criação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no lugar do Departamento de Aviação Civil (DAC).
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- O grupo já esperava ressalvas dos militares. Se eles aceitassem mudanças, estariam admitindo que não estavam no caminho correto - disse o assessor de Segurança de Vôo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Célio Eugênio Abreu, integrante do grupo.
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A comissão concluiu ontem, com quase um mês de antecedência, documento com 13 pontos para enfrentar o apagão aéreo e prevenir novas crises. O principal deles é a criação de um órgão civil, subordinado ao Ministro da Defesa, para controlar os vôos civis no espaço aéreo brasileiro. Apesar de o documento trazer a assinatura do brigadeiro Álvaro Pinheiro da Costa, chefe da área técnica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), os militares conseguiram incluir uma ressalva se posicionando contra as principais sugestões do grupo.
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"A adequação dos recursos, salários e estruturas das organizações existentes é solução para as deficiências conjunturais no Sistema de Controle do Espaço Aéreo, portanto, o Comando da Aeronáutica não concorda com a criação de uma nova organização", afirma o documento. "É importante que esta ressalva seja mantida, sob pena de sermos imputados a pecha de omissos".
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O grupo sugere ainda que o sistema de controle do espaço aéreo continue integrado, ou seja, que a defesa do espaço aéreo seja feita em conjunto com o controle da aviação civil, como é feito hoje. Apenas a parte de controle seria repassada ao novo órgão, ficando a defesa ainda sob a alçada militar.
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Deverá ainda haver planejamento permanente para o setor, feito pelo governo junto às companhias aéreas. O grupo pediu também a reformulação das carreiras ligadas ao controle de tráfego, o aumento dos salários, a melhoria da formação dos profissionais e mais contrataões. Outro ponto é o redesenho do espaço aéreo: 75% do setor é controlado pelo Cindacta-1, em Brasília.
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Aumento ‘é uma merda’, diz Patriota
Cláudio Humberto
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A caminho do sétimo mandato consecutivo, o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), disse ontem que “esse aumento de mais de 90% de uma vez é uma merda mesmo”. E desafiou a coluna: “Pode escrever assim". Então tá.
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Novo choque entre BC e Fazenda
Daniel Pereira e Fernando Exman, Jornal do Brasil
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Se depender da harmonia entre integrantes do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá dificuldade para destravar a economia. Ontem, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse que a atual política monetária tem gerado resultados positivos, sobretudo no controle da inflação. E deu a entender, em audiência na Câmara, que não haverá mudança de rota.
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Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi enfático no plenário do Senado, onde participou de uma audiência.
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- Há espaço para flexibilizar a política monetária - declarou.
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O embate não é novo e tende a continuar no segundo mandato. Tem os ditos desenvolvimentistas no ataque, responsabilizando as taxas de juros fixadas pelos monetaristas pelo crescimento médio de cerca de 2,5% ao ano no primeiro mandato de Lula.
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- Como a inflação está sob controle, há espaço para que a taxa de juros continue caindo e o crédito, aumentando - disse Mantega.
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Segundo o ministro, não haverá mudança no controle da inflação até 2008. Mas, como a inflação está próxima de 3%, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem condições de continuar - e até mesmo acelerar - o processo de redução da taxa básica de juros (Selic), hoje em 13,25% ao ano. O ritmo atual de corte da Selic é de 0,5 ponto. Na última reunião, no entanto, houve integrantes do colegiado que defenderam baixa mais moderada, de 0,25 ponto percentual.
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Para Mantega, a Selic cada vez menor e o aumento das reservas internacionais do Brasil - hoje de cerca de US$ 85 bilhões - terão efeito positivo também sobre o real, reduzindo a valorização sobre o dólar. A desvalorização da moeda nacional é reclamada por exportadores e setores como têxtil e calçados.
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- Não pretendemos afrouxar a política monetária, mas flexibilizá-la. A meta de inflação é adequada para conciliar uma taxa de juro não tão severa e um crescimento maior - declarou Mantega à tarde.
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De manhã, Meirelles elogiou a política monetária que conduz. Além disso, afirmou que só o controle da inflação garantirá a estabilidade da economia e a redução da taxa de juros.
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- A ousadia tem que se dar no controle da inflação - disse o presidente do Banco Central. - Há certo engano em pensar que se pode crescer inflacionando.
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Parlamentares da bancada governista não atearam o tradi cional fogo-amigo em Meirelles. Demonstraram, entretanto, preocupação com as perspectivas econômicas do país. Citando trechos da ata da última reunião do Copom, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) declarou estar apreensivo com a possibilidade de o colegiado reduzir o ritmo da queda da taxa de juros no próximo ano. Já o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), minimizou a importância da discussão.
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O senador afirmou que os juros não são o principal nó a ser desatado na área econômica, mas os gastos públicos. A oposição na Câmara foi mais agressiva a Meirelles. O deputado Luiz Carlos Hauly (PR), por exemplo, acusou a política econômica do governo Lula de aumentar a concentração de renda no país.
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Corrupção trava país
Correio Braziliense
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A WWF-Brasil, organização não-governamental ambientalista, divulgou ontem pesquisa sobre a percepção e a atitude dos brasileiros em relação à água e sua utilização. A consulta incluiu perguntas sobre a relação entre o desenvolvimento e a conservação do meio ambiente.
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Os técnicos do WWF-Brasil queriam saber a opinião dos brasileiros sobre as recentes declarações de representantes do governo de que o crescimento econômico do país estaria sendo “travado” pelas restrições ambientais aos projetos de infra-estrutura.
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O Ibope, empresa contratada pela WWF para fazer o levantamento, apurou que apenas 7% dos brasileiros atribuem à questão ambiental a atual estagnação da economia do Brasil. Enquanto isto, 62% dos entrevistados pelo Ibope apontaram a corrupção como a causa principal do baixo desempenho da economia do país, seguida da carga tributária e dos juros altos.