Relatório do governo prevê risco de apagão com PIB de 4%
Fonte INVERTIA
Relatório confidencial da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda afirma que, caso o Brasil alcance taxas de crescimento anual superior a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como pretende o recém lançado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o risco de novo apagão no País será bastante alto. O PAC projeta PIB de 4,5% já neste ano, e alta de 5% em 2008.
De acordo com o relatório, ao qual o jornal O Estado de S.Paulo teve acesso, o Brasil poderá crescer 4% do PIB a cada ano, entre 2007 e 2010, somente se todas as usinas hidrelétricas em construção ficarem prontas no prazo e o abastecimento de gás natural das termeléticas se mantiver nos patamares atuais. Caso essas premissas não sejam garantidas, diz o documento, o consumo de energia ficará acima dos níveis considerados seguros. A despeito desses riscos, o próprio PAC já contempla medidas para ampliar a oferta de energia do Brasil, como uso de fontes alternativas e a aceleração da construção de novas hidrelétricas.
Segundo o relatório, o crescimento econômico de até 5% planejado pelo governo federal levará o sistema elétrico brasileiro a operar no limite, ficando sujeito a problemas externos como um período mais prolongado de chuvas fracas, desabastecimento de gás ou novas complicações na obtenção de licença ambiental para erguer novas usinas de geração de energia. A ocorrência de qualquer desses problemas levaria à necessidade de racionamento.
"Esse déficit (entre o consumo e a chamada energia assegurada) não significa a necessidade de decretar um racionamento, mas que seu risco é elevado", afirma o documento, o qual acrescenta que é "necessário que as autoridades competentes atentem para o aumento do risco sistêmico".
O relatório, no entanto, não especifica a partir de qual momento o risco de um novo apagão se tornaria maior. O mesmo documento cita dois outros estudos, realizados pela consultoria PSR e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, sobre o mesmo tema. Segundo a UFRJ, por exemplo, o risco de apagão será superior a 5% já em 2009 caso a economia passe a crescer 4,75% ao ano.
Aumento dos preços
Para atrair investimentos privados que ampliem a oferta de energia, o relatório da Seae sugere a elevação da tarifa em parte das novas geradoras de energia planejadas pelo governo federal, afim de garantir maior rentabilidade para possíveis investidores. Em outrubro do ano passado, pelo menos duas de sete futuras usinas hidrelétricas - Cambuci e Barra do Pomba, no Rio de Janeiro - não tiveram interessados em leilão realizado pela União, a fim de autorizar a construção dessas unidades.
PAC prevê medidas para evitar apagão
O Programa de Aceleração do Crescimento anunciado pelo presidente Lula prevê cinco frentes de trabalho para minimizar os riscos de um possível apagão. A primeira é a criação de um projeto de lei que desburocratize a concessão de licenças ambientais que têm emperrado a constrção de novas usinas hidrelétricas; a segunda prevê a antecipação da produção de gás natural no País, que hoje depende sobretudo da Bolívia; nessa linha, o programa prevê a construção de gasodutos que permitam a compra do gás de outros países; a quarta medida seria o investimento no uso de mais fontes alternativas de energia, como a biomassa; a última iniciativa é melhorar as condições de financiamento do setor elétrico no BNDES.
*****
COMENTANDO A NOTICIA: Esta é uma das inconsistência que se fala sobre o PAC. Quando se diz isso, não é para fazer pouco caso do plano, e sim, para alertar o próprio governo a não cometer um erro de avaliação e de percepção. E em razão disto, já nos referimos ao plano como uma listagem de obras de médio e longo prazo. Jamais de aceleração de crescimento. Para tanto, precisaria o governo Lula ter brindado relacionamos reformas indispensáveis, e que sinalizariam maior segurança para investidores. E que investidor se sentirá seguro diante de agentes reguladores que, antes deveriam ser técnicos,e sob a égide do PT tornaram-se políticos. E esta é apenas uma das muitas razões para o PAC não passar de uma proposta de realização de obras, que poderão realizar-se ou não. Sendo assim, para o crescimento acelerar-se certamente precisará o governo elaborar algo melhor. E no campo da energia, pode-se dizer que o governo Federal não terá refresco não ! De um lado ambientalistas cvontinuar5ão infernizando qualquer projeto de construção de hidrelétricas. De outro, até os vizinhos poderão por empecilhos, conforme o Cláudio Humberto noticiou:
Sr. Encrenca ataca de novo
Lá vem a Bolívia de novo: Evo Morales não gostou da construção de hidrelétrica brasileira no fronteiriço rio Madeira, diz o jornal El Mundo. Diz não ter sido informado, teme danos ambientais e quer “participação”.
Muy amigo, não ?
Fonte INVERTIA
Relatório confidencial da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda afirma que, caso o Brasil alcance taxas de crescimento anual superior a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como pretende o recém lançado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o risco de novo apagão no País será bastante alto. O PAC projeta PIB de 4,5% já neste ano, e alta de 5% em 2008.
De acordo com o relatório, ao qual o jornal O Estado de S.Paulo teve acesso, o Brasil poderá crescer 4% do PIB a cada ano, entre 2007 e 2010, somente se todas as usinas hidrelétricas em construção ficarem prontas no prazo e o abastecimento de gás natural das termeléticas se mantiver nos patamares atuais. Caso essas premissas não sejam garantidas, diz o documento, o consumo de energia ficará acima dos níveis considerados seguros. A despeito desses riscos, o próprio PAC já contempla medidas para ampliar a oferta de energia do Brasil, como uso de fontes alternativas e a aceleração da construção de novas hidrelétricas.
Segundo o relatório, o crescimento econômico de até 5% planejado pelo governo federal levará o sistema elétrico brasileiro a operar no limite, ficando sujeito a problemas externos como um período mais prolongado de chuvas fracas, desabastecimento de gás ou novas complicações na obtenção de licença ambiental para erguer novas usinas de geração de energia. A ocorrência de qualquer desses problemas levaria à necessidade de racionamento.
"Esse déficit (entre o consumo e a chamada energia assegurada) não significa a necessidade de decretar um racionamento, mas que seu risco é elevado", afirma o documento, o qual acrescenta que é "necessário que as autoridades competentes atentem para o aumento do risco sistêmico".
O relatório, no entanto, não especifica a partir de qual momento o risco de um novo apagão se tornaria maior. O mesmo documento cita dois outros estudos, realizados pela consultoria PSR e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, sobre o mesmo tema. Segundo a UFRJ, por exemplo, o risco de apagão será superior a 5% já em 2009 caso a economia passe a crescer 4,75% ao ano.
Aumento dos preços
Para atrair investimentos privados que ampliem a oferta de energia, o relatório da Seae sugere a elevação da tarifa em parte das novas geradoras de energia planejadas pelo governo federal, afim de garantir maior rentabilidade para possíveis investidores. Em outrubro do ano passado, pelo menos duas de sete futuras usinas hidrelétricas - Cambuci e Barra do Pomba, no Rio de Janeiro - não tiveram interessados em leilão realizado pela União, a fim de autorizar a construção dessas unidades.
PAC prevê medidas para evitar apagão
O Programa de Aceleração do Crescimento anunciado pelo presidente Lula prevê cinco frentes de trabalho para minimizar os riscos de um possível apagão. A primeira é a criação de um projeto de lei que desburocratize a concessão de licenças ambientais que têm emperrado a constrção de novas usinas hidrelétricas; a segunda prevê a antecipação da produção de gás natural no País, que hoje depende sobretudo da Bolívia; nessa linha, o programa prevê a construção de gasodutos que permitam a compra do gás de outros países; a quarta medida seria o investimento no uso de mais fontes alternativas de energia, como a biomassa; a última iniciativa é melhorar as condições de financiamento do setor elétrico no BNDES.
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COMENTANDO A NOTICIA: Esta é uma das inconsistência que se fala sobre o PAC. Quando se diz isso, não é para fazer pouco caso do plano, e sim, para alertar o próprio governo a não cometer um erro de avaliação e de percepção. E em razão disto, já nos referimos ao plano como uma listagem de obras de médio e longo prazo. Jamais de aceleração de crescimento. Para tanto, precisaria o governo Lula ter brindado relacionamos reformas indispensáveis, e que sinalizariam maior segurança para investidores. E que investidor se sentirá seguro diante de agentes reguladores que, antes deveriam ser técnicos,e sob a égide do PT tornaram-se políticos. E esta é apenas uma das muitas razões para o PAC não passar de uma proposta de realização de obras, que poderão realizar-se ou não. Sendo assim, para o crescimento acelerar-se certamente precisará o governo elaborar algo melhor. E no campo da energia, pode-se dizer que o governo Federal não terá refresco não ! De um lado ambientalistas cvontinuar5ão infernizando qualquer projeto de construção de hidrelétricas. De outro, até os vizinhos poderão por empecilhos, conforme o Cláudio Humberto noticiou:
Sr. Encrenca ataca de novo
Lá vem a Bolívia de novo: Evo Morales não gostou da construção de hidrelétrica brasileira no fronteiriço rio Madeira, diz o jornal El Mundo. Diz não ter sido informado, teme danos ambientais e quer “participação”.
Muy amigo, não ?