Governo Lula deve vender ações de estatais
De acordo com informações do Blog do Josias de Souza, o governo Lula pode mais uma vez rasgar o discurso e começar a vender pedaços de empresas estatais. Passaram apenas três meses desde que a campanha do petista satanizou as privatizações da era FHC, numa clara estratégia para prejudicar o concorrente Geraldo Alckmin.
De acordo com informações do Blog do Josias de Souza, o governo Lula pode mais uma vez rasgar o discurso e começar a vender pedaços de empresas estatais. Passaram apenas três meses desde que a campanha do petista satanizou as privatizações da era FHC, numa clara estratégia para prejudicar o concorrente Geraldo Alckmin.
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“Um auxiliar do presidente informou ao blog, neste sábado (20.01), que Lula autorizou o Ministério da Fazenda a levantar um rol de estatais cujas ações possam despertar interesse no mercado”, revela o jornalista Josias de Souza.
“Um auxiliar do presidente informou ao blog, neste sábado (20.01), que Lula autorizou o Ministério da Fazenda a levantar um rol de estatais cujas ações possam despertar interesse no mercado”, revela o jornalista Josias de Souza.
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A justificativa do Planalto é de que não se trataria ‘tecnicamente de privatizações’. A administração petista alega que vai vender apenas “as ações que excedam aos 51% que asseguram ao Estado o controle acionário das companhias”. O dinheiro iria para investimentos em obras de infra-estrutura integrantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que deve ser anunciado nesta segunda-feira (22.01). “O objetivo do governo é obter pelo menos R$ 20 bilhões para despejar em obras tidas como prioritárias. Falou-se, de saída, em R$ 16 milhões. Depois, em R$ 17 milhões. Agora, os técnicos fixaram-se no patamar de R$ 20 bilhões”, revela o Blog do Josias.
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Petrobras dá R$ 1,5 milhão para Fórum Social Mundial
Folha de S. Paulo
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A justificativa do Planalto é de que não se trataria ‘tecnicamente de privatizações’. A administração petista alega que vai vender apenas “as ações que excedam aos 51% que asseguram ao Estado o controle acionário das companhias”. O dinheiro iria para investimentos em obras de infra-estrutura integrantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que deve ser anunciado nesta segunda-feira (22.01). “O objetivo do governo é obter pelo menos R$ 20 bilhões para despejar em obras tidas como prioritárias. Falou-se, de saída, em R$ 16 milhões. Depois, em R$ 17 milhões. Agora, os técnicos fixaram-se no patamar de R$ 20 bilhões”, revela o Blog do Josias.
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Petrobras dá R$ 1,5 milhão para Fórum Social Mundial
Folha de S. Paulo
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Com destinação de R$ 1,5 milhão, a Petrobras será a principal patrocinadora da participação do Brasil e da comitiva brasileira, formada por integrantes de ONGs e de movimentos sociais, no 7º Fórum Social Mundial.
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Segundo a empresa, a verba de patrocínio vai custear a montagem do "Espaço Brasil", estande de 200 metros que será compartilhado pelo governo brasileiro, pela Petrobras e pelo Grupo Facilitador Brasileiro (organizadores locais do fórum, entre eles o Ibase, a CUT, o MST e a Abong (Associação Brasileira de ONGs)).Parte do dinheiro também vai pagar despesas de viagem até o Quênia de 120 participantes, selecionados pela Abong, e a ida do cantor Martinho da Vila, que fará o show da abertura do fórum.
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A empresa patrocina o evento desde 2001, e essa é a maior verba já destinada ao fórum -a segunda maior foi em 2004, em Porto Alegre (R$ 1,2 milhão).
Num evento repleto de protestos ambientalistas contra ações de empresas não é uma contradição ter patrocínio da Petrobras? Candido Grzybowski, do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), responde: "Dá alguns problemas, mas a vida é cheia de contradições".
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Num evento repleto de protestos ambientalistas contra ações de empresas não é uma contradição ter patrocínio da Petrobras? Candido Grzybowski, do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), responde: "Dá alguns problemas, mas a vida é cheia de contradições".
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Ele afirma que, contra os protestos, argumenta que "ninguém vai ao evento de cavalo" e que não se pode prescindir do combustível.
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A assessoria da Petrobras diz que o patrocínio visa a "intensificação do relacionamento com formadores de opinião do terceiro setor".
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Clamor por redução de IR continua, diz Amaral
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Os brasileiros pagaram R$ 392,542 bilhões em impostos no ano de 2006. A arrecadação cresceu 4,48% em relação a 2005, levando a um novo recorde. O setor que mais recolheu Imposto de Renda foi o das entidades financeiras. Já a maior arrecadação foi da Cofins, cobrada das empresas, que atingiu R$ 87,784 bilhões. Para o tributarista Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, a arrecadação cresce de maneira sistemática em virtude da altíssima carga tributária.
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Houve aumento de imposto em 2003 e 2004, diz o analista. E nos anos seguintes, uma maior eficiência do fisco contribuiu para o crescimento da arrecadação. De acordo com Gilberto Amaral, a desoneração proposta pelo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, não tem o poder de reduzir a carga tributária. "Não espero um programa audacioso, que vá ajudar a destravar o crescimento". As desonerações serão pontuais, fala o tributarista. Por isso, "o clamor por redução de impostos vai continuar".
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Clamor por redução de IR continua, diz Amaral
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Os brasileiros pagaram R$ 392,542 bilhões em impostos no ano de 2006. A arrecadação cresceu 4,48% em relação a 2005, levando a um novo recorde. O setor que mais recolheu Imposto de Renda foi o das entidades financeiras. Já a maior arrecadação foi da Cofins, cobrada das empresas, que atingiu R$ 87,784 bilhões. Para o tributarista Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, a arrecadação cresce de maneira sistemática em virtude da altíssima carga tributária.
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Houve aumento de imposto em 2003 e 2004, diz o analista. E nos anos seguintes, uma maior eficiência do fisco contribuiu para o crescimento da arrecadação. De acordo com Gilberto Amaral, a desoneração proposta pelo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, não tem o poder de reduzir a carga tributária. "Não espero um programa audacioso, que vá ajudar a destravar o crescimento". As desonerações serão pontuais, fala o tributarista. Por isso, "o clamor por redução de impostos vai continuar".
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Temos uma carga tributária insuportável, diz ele. "Bem maior do que muitos países desenvolvidos". Os governos têm problemas para reduzir a carga tributária porque os gastos públicos já estão fixados, lembra o tributarista. "União, Estados e Municípios elevam sistematicamente os gastos e usam os impostos para cobri-los". Gilberto Amaral não tem expectativas de que isso mude no segundo governo Lula.
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Temos uma carga tributária insuportável, diz ele. "Bem maior do que muitos países desenvolvidos". Os governos têm problemas para reduzir a carga tributária porque os gastos públicos já estão fixados, lembra o tributarista. "União, Estados e Municípios elevam sistematicamente os gastos e usam os impostos para cobri-los". Gilberto Amaral não tem expectativas de que isso mude no segundo governo Lula.
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Brasil e Paraguai fecham acordo sobre Itaipu
Agência Estado
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A Eletrobrás informou que os governos do Brasil e do Paraguai fecharam acordo sobre a hidrelétrica de Itaipu. O governo brasileiro se comprometeu a tomar todas as medidas necessárias, em caráter de urgência, para suprimir o fator de ajuste dos contratos de financiamentos entre Itaipu e a Eletrobrás.
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Segundo a estatal, a supressão do fator de ajuste se dará por meio de mecanismos que preservem os ativos da Eletrobrás e o fluxo de recebíveis da empresa e do Tesouro Nacional, decorrentes dos contratos e, além disso, que não alterem a tarifa de repasse da energia de Itaipu.
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Equador terá assessoria da Argentina para negociar calote
Agência Estado
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O governo do Equador já deu início às suas consultas à Argentina sobre a renegociação da dívida externa. Os ministros de Economia Felisa Miceli (Argentina) e Ricardo Patiño (Equador) se reuniram no Rio de Janeiro para formalizar a assessoria que a equipe econômica de Néstor Kirchner dará à de Rafael Correa. Durante reunião com 28 representantes dos credores, o ministro do Equador confirmou que haverá um calote de uma parte da dívida. Patiño disse que seu país só pode pagar 40% do valor da dívida, segundo um relatório distribuído pelo Citibank aos seus clientes.
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O ministro de Economia, contudo, não confirmou essa cifra. A dívida do Equador equivale a 25,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. De acordo com uma nota distribuída à imprensa, o governo de Correa "vai priorizar o investimento no setor social e no capital humano em detrimento do pagamento da dívida". A dívida equatoriana é de US$ 10,3 bilhões, o que representa menos de 10% do valor da dívida argentina renegociada em 2004.
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Após o default da dívida argentina, declarado em dezembro de 2001, o governo deu um calote de aproximadamente 70% deste valor. Em seu discurso de posse, na última segunda-feira, Correa também deixou claro sua intenção de seguir o exemplo da Argentina e reduzir o valor da dívida de seu país, a qual ele considera "ilegítima". Para tanto, ele pediu ao presidente Néstor Kirchner a assessoria dos técnicos que renegociaram a dívida. A ministra Miceli, segundo a assessoria de imprensa, ainda não definiu o cronograma de reuniões, nem os nomes dos técnicos que enviará ao Equador.
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Entre os analistas, há dúvidas sobre essa assessoria, já que, no Ministério de Economia, não restou nenhum dos homens que conduziram a renegociação, como o ex-ministro Roberto Lavagna, atual rival de Kirchner nas eleições presidenciais de outubro, ou o ex-secretário de Finanças, Guillermo Nielsen. Desde que assumiu o lugar de Lavagna, em novembro de 2005, Miceli foi aos poucos substituindo os assessores do ex-ministro por nomes de sua escolha.
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Brasil e Paraguai fecham acordo sobre Itaipu
Agência Estado
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A Eletrobrás informou que os governos do Brasil e do Paraguai fecharam acordo sobre a hidrelétrica de Itaipu. O governo brasileiro se comprometeu a tomar todas as medidas necessárias, em caráter de urgência, para suprimir o fator de ajuste dos contratos de financiamentos entre Itaipu e a Eletrobrás.
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Segundo a estatal, a supressão do fator de ajuste se dará por meio de mecanismos que preservem os ativos da Eletrobrás e o fluxo de recebíveis da empresa e do Tesouro Nacional, decorrentes dos contratos e, além disso, que não alterem a tarifa de repasse da energia de Itaipu.
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Equador terá assessoria da Argentina para negociar calote
Agência Estado
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O governo do Equador já deu início às suas consultas à Argentina sobre a renegociação da dívida externa. Os ministros de Economia Felisa Miceli (Argentina) e Ricardo Patiño (Equador) se reuniram no Rio de Janeiro para formalizar a assessoria que a equipe econômica de Néstor Kirchner dará à de Rafael Correa. Durante reunião com 28 representantes dos credores, o ministro do Equador confirmou que haverá um calote de uma parte da dívida. Patiño disse que seu país só pode pagar 40% do valor da dívida, segundo um relatório distribuído pelo Citibank aos seus clientes.
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O ministro de Economia, contudo, não confirmou essa cifra. A dívida do Equador equivale a 25,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. De acordo com uma nota distribuída à imprensa, o governo de Correa "vai priorizar o investimento no setor social e no capital humano em detrimento do pagamento da dívida". A dívida equatoriana é de US$ 10,3 bilhões, o que representa menos de 10% do valor da dívida argentina renegociada em 2004.
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Após o default da dívida argentina, declarado em dezembro de 2001, o governo deu um calote de aproximadamente 70% deste valor. Em seu discurso de posse, na última segunda-feira, Correa também deixou claro sua intenção de seguir o exemplo da Argentina e reduzir o valor da dívida de seu país, a qual ele considera "ilegítima". Para tanto, ele pediu ao presidente Néstor Kirchner a assessoria dos técnicos que renegociaram a dívida. A ministra Miceli, segundo a assessoria de imprensa, ainda não definiu o cronograma de reuniões, nem os nomes dos técnicos que enviará ao Equador.
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Entre os analistas, há dúvidas sobre essa assessoria, já que, no Ministério de Economia, não restou nenhum dos homens que conduziram a renegociação, como o ex-ministro Roberto Lavagna, atual rival de Kirchner nas eleições presidenciais de outubro, ou o ex-secretário de Finanças, Guillermo Nielsen. Desde que assumiu o lugar de Lavagna, em novembro de 2005, Miceli foi aos poucos substituindo os assessores do ex-ministro por nomes de sua escolha.