Blog do Noblat
A Brasil Telecom acaba de se credenciar ao Oscar publicidade de mau gosto. Botou no ar em horário nobre das TVs um comercial - "Aqui é o lugar" -, onde mostra uma velhinha subindo com dificuldade uma escada numa noite chuvosa. Aparece então uma loira bonitinha e pergunta se ela quer ajuda. "Por favor", alegra-se a velhinha. Boçal, a moça responde, com um sorriso cínico: "Por favor, não. São R$ 15.". Aí entra o locutor pra avisar que, de graça, só na Brasil Telecom.
O comercial levou alguns brasileiros sensíveis a protestar, indignados, junto ao Conselho Nacionl de Auto-Regulamentação Publicitária (CONAR). Um deles, o universitário Diego Cavalcanti Cunha, de Brasília, resume no torpedo que enviou à operadora o que muitos pensam do anúncio:
- Ao mostrar uma moça cobrando para ajudar uma idosa, a companhia ofende todos aqueles brasileiros que preferem acreditar no país e, mais ainda, aqueles que procuram de fato trabalhar por uma outra realidade. O resultado não podia ser pior: ao invés de criar uma imagem de uma empresa que aposta no país e busca melhorá-lo – caso das tantas que se associam a causas sociais e ambientais –, a Brasil Telecom prefere zombar de toda e qualquer noção de valor presente no Brasil. O resultado é um verdadeiro tiro no pé da própria empresa.
Moral da história: a Brasil Telecom levou na testa a abertura da representação n° 50/07 do Conar, que está investigando a grosseria do anúncio.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Vi muito pouca gente comentar sobre a campanha publicitária da Brasil Telecom de extremo mau gosto. Não sou cliente deles, mas se fosse, por certo, migraria de companhia. Não pode uma empresa que presta serviços a milhões de pessoas veicular um campanha vulgar, ordinária e totalmente contrária ao hábitos de educação, de cortesia e solidariedade que deve imperar nas relações humanas.
Ou seja, não bastassem todos os crimes bárbaros e estúpidos que assistimos, diariamente, não bastam ainda as cenas de constrangimento que a população é submetida que cada vez que recorre ao serviço de atendimento público dos serviços do estado, não bastam os atos insanos e selvagens que se vê diariamente acontecendo nos grandes centros na agitação da vida diária e o trânsito bem exemplar disto, ainda somos submetidos ao vexame de assistir uma campanha que instiga o mercenarismo nos gestos de solidariedade. É o cúmulo. Talvez seja até por esta razão que as companhias telefônicas sejam as que mais respondem a ações no Procom e na justiça. Tudo a ver.
A Brasil Telecom acaba de se credenciar ao Oscar publicidade de mau gosto. Botou no ar em horário nobre das TVs um comercial - "Aqui é o lugar" -, onde mostra uma velhinha subindo com dificuldade uma escada numa noite chuvosa. Aparece então uma loira bonitinha e pergunta se ela quer ajuda. "Por favor", alegra-se a velhinha. Boçal, a moça responde, com um sorriso cínico: "Por favor, não. São R$ 15.". Aí entra o locutor pra avisar que, de graça, só na Brasil Telecom.
O comercial levou alguns brasileiros sensíveis a protestar, indignados, junto ao Conselho Nacionl de Auto-Regulamentação Publicitária (CONAR). Um deles, o universitário Diego Cavalcanti Cunha, de Brasília, resume no torpedo que enviou à operadora o que muitos pensam do anúncio:
- Ao mostrar uma moça cobrando para ajudar uma idosa, a companhia ofende todos aqueles brasileiros que preferem acreditar no país e, mais ainda, aqueles que procuram de fato trabalhar por uma outra realidade. O resultado não podia ser pior: ao invés de criar uma imagem de uma empresa que aposta no país e busca melhorá-lo – caso das tantas que se associam a causas sociais e ambientais –, a Brasil Telecom prefere zombar de toda e qualquer noção de valor presente no Brasil. O resultado é um verdadeiro tiro no pé da própria empresa.
Moral da história: a Brasil Telecom levou na testa a abertura da representação n° 50/07 do Conar, que está investigando a grosseria do anúncio.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Vi muito pouca gente comentar sobre a campanha publicitária da Brasil Telecom de extremo mau gosto. Não sou cliente deles, mas se fosse, por certo, migraria de companhia. Não pode uma empresa que presta serviços a milhões de pessoas veicular um campanha vulgar, ordinária e totalmente contrária ao hábitos de educação, de cortesia e solidariedade que deve imperar nas relações humanas.
Ou seja, não bastassem todos os crimes bárbaros e estúpidos que assistimos, diariamente, não bastam ainda as cenas de constrangimento que a população é submetida que cada vez que recorre ao serviço de atendimento público dos serviços do estado, não bastam os atos insanos e selvagens que se vê diariamente acontecendo nos grandes centros na agitação da vida diária e o trânsito bem exemplar disto, ainda somos submetidos ao vexame de assistir uma campanha que instiga o mercenarismo nos gestos de solidariedade. É o cúmulo. Talvez seja até por esta razão que as companhias telefônicas sejam as que mais respondem a ações no Procom e na justiça. Tudo a ver.