Para Lula, discussão não é um problema de governos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, "por enquanto", a discussão sobre o preço das refinarias da Petrobras, com a estatal boliviana YPFB, é um problema da estatal brasileira e não uma briga de governos. Porém, ele sugeriu que, posteriormente, o Palácio do Planalto poderá interceder na questão.
"Isso é uma briga, por enquanto, da Petrobras e não é uma briga que envolve o governo brasileiro", declarou, ao ser questionado sobre o andamento das negociações. Lula reafirmou que se não houver pagamento de "preço justo" pela empresa boliviana, o governo brasileiro recorrerá à justiça internacional.
"Se não for pago (preço considerado justo) temos que ir à justiça internacional para reaver os direitos da empresa", declarou o presidente, ressalvando que, apesar do episódio, "está consciente" de que não haverá problema de fornecimento de gás para o País.
A decisão da Petrobras de não refinar mais petróleo na Bolívia e vender 100% de suas refinarias foi tomada depois do decreto do governo boliviano que concedeu à estatal YPFB o monopólio da exportação do petróleo, a preços abaixo do mercado internacional.
Lula contou que desde a viagem a Caracas, na Venezuela, em meados de abril, já vinha conversando com o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, sobre a questão da venda das refinarias.
"A Petrobras não tem o menor problema de vender a refinaria. O que a Petrobras quer é um preço justo que vale a refinaria", avisou Lula. "A gente precisa entender o problema do tamanho que ele é", comentou o presidente, reconhecendo que "é um direito que um País tem ele querer comprar uma empresa que ele tem de tomar conta".
Mas ressalvou que "também é um direito da Petrobras pedir o preço justo". Para ele, os países estão ainda em fase de negociações. Para Lula, é certo que as discussões em torno do preço das refinarias "não vai prejudicar o fornecimento de gás" ao Brasil. E justificou: "até porque não estamos discutindo o gás neste momento.
A discussão do gás foi há um tempo atrás, quando foi feito um acordo entre a Petrobras e a empresa boliviana. Este acordo está em vigência e foi até aprovado pelo congresso boliviano mais recentemente. Não estamos com problema nesta área".
Outra proteção contra problemas de fornecimento de gás natural são as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lula ressaltou que entre as prioridades estão investimentos na exploração de gás.
"Vocês devem ter visto no PAC que tem uma soma de investimentos extraordinária para que a gente possa solucionar o problema do gás do Brasil", comentou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, "por enquanto", a discussão sobre o preço das refinarias da Petrobras, com a estatal boliviana YPFB, é um problema da estatal brasileira e não uma briga de governos. Porém, ele sugeriu que, posteriormente, o Palácio do Planalto poderá interceder na questão.
"Isso é uma briga, por enquanto, da Petrobras e não é uma briga que envolve o governo brasileiro", declarou, ao ser questionado sobre o andamento das negociações. Lula reafirmou que se não houver pagamento de "preço justo" pela empresa boliviana, o governo brasileiro recorrerá à justiça internacional.
"Se não for pago (preço considerado justo) temos que ir à justiça internacional para reaver os direitos da empresa", declarou o presidente, ressalvando que, apesar do episódio, "está consciente" de que não haverá problema de fornecimento de gás para o País.
A decisão da Petrobras de não refinar mais petróleo na Bolívia e vender 100% de suas refinarias foi tomada depois do decreto do governo boliviano que concedeu à estatal YPFB o monopólio da exportação do petróleo, a preços abaixo do mercado internacional.
Lula contou que desde a viagem a Caracas, na Venezuela, em meados de abril, já vinha conversando com o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, sobre a questão da venda das refinarias.
"A Petrobras não tem o menor problema de vender a refinaria. O que a Petrobras quer é um preço justo que vale a refinaria", avisou Lula. "A gente precisa entender o problema do tamanho que ele é", comentou o presidente, reconhecendo que "é um direito que um País tem ele querer comprar uma empresa que ele tem de tomar conta".
Mas ressalvou que "também é um direito da Petrobras pedir o preço justo". Para ele, os países estão ainda em fase de negociações. Para Lula, é certo que as discussões em torno do preço das refinarias "não vai prejudicar o fornecimento de gás" ao Brasil. E justificou: "até porque não estamos discutindo o gás neste momento.
A discussão do gás foi há um tempo atrás, quando foi feito um acordo entre a Petrobras e a empresa boliviana. Este acordo está em vigência e foi até aprovado pelo congresso boliviano mais recentemente. Não estamos com problema nesta área".
Outra proteção contra problemas de fornecimento de gás natural são as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lula ressaltou que entre as prioridades estão investimentos na exploração de gás.
"Vocês devem ter visto no PAC que tem uma soma de investimentos extraordinária para que a gente possa solucionar o problema do gás do Brasil", comentou.
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As declarações do presidente foram dadas em São José, na grande Florianópolis, depois de participar da cerimônia de inauguração do Centro Operacional e Administrativo da Empresa de Correios e Telégrafos.
ENQUANTO ISSO...
Lula interveio na negociação de refinarias, diz Morales
Reuters
O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta quinta-feira que graças a uma intervenção direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a negociação para a recompra das duas refinarias da Petrobras no país vizinho está a ponto de chegar a um final feliz.
As declarações do presidente foram dadas em São José, na grande Florianópolis, depois de participar da cerimônia de inauguração do Centro Operacional e Administrativo da Empresa de Correios e Telégrafos.
ENQUANTO ISSO...
Lula interveio na negociação de refinarias, diz Morales
Reuters
O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta quinta-feira que graças a uma intervenção direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a negociação para a recompra das duas refinarias da Petrobras no país vizinho está a ponto de chegar a um final feliz.
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A decisão de compra e venda já está tomada, disse Morales em entrevista a jornalistas no início da manhã no Palácio do Governo de La Paz, assegurando que havia resolvido com Lula "problemas de fundo" e que restava pendente apenas um problema em relação ao preço da operação.
"O presidente Lula disse 'vendam as refinarias (a estatal boliviana YPFB) tal como compraram' é uma questão de preço; estou seguro que em minutos haverá novidades, estamos trabalhando nisso no momento", antecipou Morales.
A Petrobras e a YPFB discutem há meses o valor da indenização das duas refinarias da Petrobras no país vizinho, depois que Morales anunciou a nacionalização do setor de hidrocarbonetos, em maio de 2006.
A Petrobras comprou os ativos em 1999 por US$ 102 milhões mas investiu para modernizar as unidades e inicialmente teria pedido cerca de US$ 200 milhões ao governo boliviano.
Na quarta-feira, Morales informou que a empresa brasileira havia reduzido duas vezes o preço, que seria inicialmente de US$ 153 milhões, mas não precisou qual seria o último valor proposto. Segundo a mídia boliviana, a Petrobras teria exigido US$ 112 milhões.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Fico a me perguntar até que ponto Lula vai insistir em mentir para o país ? Que ele, como indivíduo, na sua vida privada, utilize a mentira como arma de sedução ou instrumento político, isto é lá problema dele. Mas na figura de um presidente da república, mentir descaradamente como tem insistido em fazer, é passar para o restante do país de que a mentira é a virtude maior a ser empregada pelo presidente da república. Com que moral pode um cidadão cobrar posturas digamos, éticas, de quantos o cercam ? E mais: como mudar culturas, atitudes filosofias que representaram sempre desvios de conduta da classe política e também do próprio, quando o exemplo que vem de cima, é passado de forma tão inescrupulosa ? Na raiz deste comportamento equivocado e vicioso de Lula, acreditem que ele não é o único, toda a classe política tem este DNA, se poderá encontrar as razões para a violência e a criminalidade ter chegado aos níveis atuais. Enquanto moral for apenas uma expressão colocada nos dicionários, e não se converter em prática diária e constante nas relações dos entes públicos, não há educação que nos coloque em pé de igualdade com os países mais avançados do mundo. A conscientização de a ética deve estar presente na gestão pública acima de qualquer outra, é, quiçá, a maior dentre todas as revoluções que precisamos realizar e conquistar.
A decisão de compra e venda já está tomada, disse Morales em entrevista a jornalistas no início da manhã no Palácio do Governo de La Paz, assegurando que havia resolvido com Lula "problemas de fundo" e que restava pendente apenas um problema em relação ao preço da operação.
"O presidente Lula disse 'vendam as refinarias (a estatal boliviana YPFB) tal como compraram' é uma questão de preço; estou seguro que em minutos haverá novidades, estamos trabalhando nisso no momento", antecipou Morales.
A Petrobras e a YPFB discutem há meses o valor da indenização das duas refinarias da Petrobras no país vizinho, depois que Morales anunciou a nacionalização do setor de hidrocarbonetos, em maio de 2006.
A Petrobras comprou os ativos em 1999 por US$ 102 milhões mas investiu para modernizar as unidades e inicialmente teria pedido cerca de US$ 200 milhões ao governo boliviano.
Na quarta-feira, Morales informou que a empresa brasileira havia reduzido duas vezes o preço, que seria inicialmente de US$ 153 milhões, mas não precisou qual seria o último valor proposto. Segundo a mídia boliviana, a Petrobras teria exigido US$ 112 milhões.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Fico a me perguntar até que ponto Lula vai insistir em mentir para o país ? Que ele, como indivíduo, na sua vida privada, utilize a mentira como arma de sedução ou instrumento político, isto é lá problema dele. Mas na figura de um presidente da república, mentir descaradamente como tem insistido em fazer, é passar para o restante do país de que a mentira é a virtude maior a ser empregada pelo presidente da república. Com que moral pode um cidadão cobrar posturas digamos, éticas, de quantos o cercam ? E mais: como mudar culturas, atitudes filosofias que representaram sempre desvios de conduta da classe política e também do próprio, quando o exemplo que vem de cima, é passado de forma tão inescrupulosa ? Na raiz deste comportamento equivocado e vicioso de Lula, acreditem que ele não é o único, toda a classe política tem este DNA, se poderá encontrar as razões para a violência e a criminalidade ter chegado aos níveis atuais. Enquanto moral for apenas uma expressão colocada nos dicionários, e não se converter em prática diária e constante nas relações dos entes públicos, não há educação que nos coloque em pé de igualdade com os países mais avançados do mundo. A conscientização de a ética deve estar presente na gestão pública acima de qualquer outra, é, quiçá, a maior dentre todas as revoluções que precisamos realizar e conquistar.