Governo Lula já deu mais de R$ 20 milhões ao MST
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repassou desde o início do mandato R$ 22 milhões ao MST. Somente no ano de 2004 o repasse foi de R$ 12, 6 milhões.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repassou desde o início do mandato R$ 22 milhões ao MST. Somente no ano de 2004 o repasse foi de R$ 12, 6 milhões.
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Em relação ao governo FHC, houve um aumento de 76%. A média dos últimos três anos do ex-presidente foi de R$ 2,17 milhões dados ao MST. Quanto às invasões de terra, elas também aumentaram na administração petista. De 2003 a 2005, houve 373 ocupações a mais que no período entre 2000 e 2002. Não há controle ou fiscalização dos recursos.
ENQUANTO ISSO...
MST veta presença de Lula em congresso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendia comparecer ao 5º Congresso Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que teve início ontem, em Brasília, mas foi vetado pelas lideranças do movimento. De acordo com a declaração do dirigente nacional Vanderlei Martini, a Casa Civil acenou com a possibilidade de o presidente ir ao congresso, que está sendo realizado no ginásio Nilson Nelson, mas a coordenação recusou.
"A conexão foi feita pelo ministro Luís Dulci (secretário geral da Presidência) e também pelo ministro Tarso Genro (Justiça). Nós respondemos que o principal objetivo não era receber ou ser recebido pelo presidente, mas discutir a reforma agrária", disse Martini.
Foi dito aos interlocutores que, se Lula quisesse, uma comissão do MST iria até ele depois do congresso. A postura do movimento tem um motivo: o MST pretende se distanciar de um de seus principais aliados. Procurados, os ministros não foram encontrados. O descontentamento com o governo Lula será manifestado numa carta a ser entregue ao presidente na quinta-feira. O texto ainda não está pronto - será definido durante os debates -, mas Martini adiantou que a mensagem conterá "críticas duras" como jamais o presidente ouviu do MST.
Quando questionado se o movimento vai romper com o governo Lula, o dirigente disse que é o presidente que está se afastando "cada vez mais" dos movimentos sociais. "Não é o MST que está rompendo. O que se deve perguntar é porque o governo Lula está se afastando do povo brasileiro e, cada vez mais, se aproxima do agronegócio e dos banqueiros." Segundo Martini, o distanciamento vem ocorrendo depois do segundo turno das eleições que o reelegeram presidente.
"Avaliamos que foi correto ir às ruas no segundo turno para defender a reeleição de Lula. Mas depois do dia 29 de outubro o governo dele ligou a seta para a direita e foi embora."
Martini disse que, entre os militantes, há um grande desapontamento com o governo. "O sentimento é de decepção. São mais de 350 mil famílias só do MST que continuam acampadas. O governo Lula sabe que está devendo ao MST."
De acordo com o líder, no segundo mandato até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que tratava o movimento como "inimigo", teve maior número de assentamentos. "Foram 130 mil famílias assentadas nos últimos quatro anos de FHC e apenas 86 mil em período igual de Lula." Ele reconhece que o atual governo aumentou o volume de recursos para as famílias assentadas, mas direcionou a política econômica em favor do agronegócio.
"A política atual favorece os nossos inimigos que já não são apenas os latifundiários, mas as transnacionais, como Monsanto, Cargill, Bunge e grandes produtoras de celulose. Lula está priorizando 100 mil que produzem para o agronegócio e deixando de lado 5 milhões de estabelecimentos agrícolas pequenos e médios".
O MST, segundo Martini, está colocando em pauta um novo modelo de agricultura baseado na pequena propriedade rural produtiva e inserida no contexto social. "Vamos vender isso para a sociedade e pedir o apoio à nossa luta." Contra esses "inimigos" haverá o que o líder chama de luta massiva, com marchas e invasões: "Os trabalhadores vão ocupar os espaços que pertencem ao povo brasileiro."
O congresso hoje terá palestras e debates internos. Na quinta-feira haverá um evento político em defesa da reforma agrária, com a presença de sete governadores, parlamentares e prefeitos. "Vamos dizer para a sociedade que a reforma agrária tem o apoio de muitas pessoas sérias e mostrar para o governo Lula que o MST não está sozinho. Quem está ficando sozinho é ele."
Depois do encontro com governadores haverá uma passeata com manifestações na frente da Embaixada dos Estados Unidos, contra o imperialismo americano, e no Itamaraty, para pedir a retirada das tropas do Havaí. Em seguida, a marcha segue até o Palácio do Planalto para levar a carta ao presidente.
Em relação ao governo FHC, houve um aumento de 76%. A média dos últimos três anos do ex-presidente foi de R$ 2,17 milhões dados ao MST. Quanto às invasões de terra, elas também aumentaram na administração petista. De 2003 a 2005, houve 373 ocupações a mais que no período entre 2000 e 2002. Não há controle ou fiscalização dos recursos.
ENQUANTO ISSO...
MST veta presença de Lula em congresso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendia comparecer ao 5º Congresso Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que teve início ontem, em Brasília, mas foi vetado pelas lideranças do movimento. De acordo com a declaração do dirigente nacional Vanderlei Martini, a Casa Civil acenou com a possibilidade de o presidente ir ao congresso, que está sendo realizado no ginásio Nilson Nelson, mas a coordenação recusou.
"A conexão foi feita pelo ministro Luís Dulci (secretário geral da Presidência) e também pelo ministro Tarso Genro (Justiça). Nós respondemos que o principal objetivo não era receber ou ser recebido pelo presidente, mas discutir a reforma agrária", disse Martini.
Foi dito aos interlocutores que, se Lula quisesse, uma comissão do MST iria até ele depois do congresso. A postura do movimento tem um motivo: o MST pretende se distanciar de um de seus principais aliados. Procurados, os ministros não foram encontrados. O descontentamento com o governo Lula será manifestado numa carta a ser entregue ao presidente na quinta-feira. O texto ainda não está pronto - será definido durante os debates -, mas Martini adiantou que a mensagem conterá "críticas duras" como jamais o presidente ouviu do MST.
Quando questionado se o movimento vai romper com o governo Lula, o dirigente disse que é o presidente que está se afastando "cada vez mais" dos movimentos sociais. "Não é o MST que está rompendo. O que se deve perguntar é porque o governo Lula está se afastando do povo brasileiro e, cada vez mais, se aproxima do agronegócio e dos banqueiros." Segundo Martini, o distanciamento vem ocorrendo depois do segundo turno das eleições que o reelegeram presidente.
"Avaliamos que foi correto ir às ruas no segundo turno para defender a reeleição de Lula. Mas depois do dia 29 de outubro o governo dele ligou a seta para a direita e foi embora."
Martini disse que, entre os militantes, há um grande desapontamento com o governo. "O sentimento é de decepção. São mais de 350 mil famílias só do MST que continuam acampadas. O governo Lula sabe que está devendo ao MST."
De acordo com o líder, no segundo mandato até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que tratava o movimento como "inimigo", teve maior número de assentamentos. "Foram 130 mil famílias assentadas nos últimos quatro anos de FHC e apenas 86 mil em período igual de Lula." Ele reconhece que o atual governo aumentou o volume de recursos para as famílias assentadas, mas direcionou a política econômica em favor do agronegócio.
"A política atual favorece os nossos inimigos que já não são apenas os latifundiários, mas as transnacionais, como Monsanto, Cargill, Bunge e grandes produtoras de celulose. Lula está priorizando 100 mil que produzem para o agronegócio e deixando de lado 5 milhões de estabelecimentos agrícolas pequenos e médios".
O MST, segundo Martini, está colocando em pauta um novo modelo de agricultura baseado na pequena propriedade rural produtiva e inserida no contexto social. "Vamos vender isso para a sociedade e pedir o apoio à nossa luta." Contra esses "inimigos" haverá o que o líder chama de luta massiva, com marchas e invasões: "Os trabalhadores vão ocupar os espaços que pertencem ao povo brasileiro."
O congresso hoje terá palestras e debates internos. Na quinta-feira haverá um evento político em defesa da reforma agrária, com a presença de sete governadores, parlamentares e prefeitos. "Vamos dizer para a sociedade que a reforma agrária tem o apoio de muitas pessoas sérias e mostrar para o governo Lula que o MST não está sozinho. Quem está ficando sozinho é ele."
Depois do encontro com governadores haverá uma passeata com manifestações na frente da Embaixada dos Estados Unidos, contra o imperialismo americano, e no Itamaraty, para pedir a retirada das tropas do Havaí. Em seguida, a marcha segue até o Palácio do Planalto para levar a carta ao presidente.
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A entrega da carta será simbólica. A marcha vai até a frente do Palácio do Planalto e será entregue materialmente se o presidente quiser recebê-la.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Eta pessoal bem mal agradecido este do MST, hein? Acima, na primeira notícia os números são incontestáveis: desde que Lula assumiu, nunca foram tão agraciados por verbas, nunca ficaram tão livres para agirem na depredação dos patrimônios público e privados, e ainda assim dão às costas para o “padrinho”. Ora, dizerem como neste trecho :”(...) Quando questionado se o movimento vai romper com o governo Lula, o dirigente disse que é o presidente que está se afastando "cada vez mais" dos movimentos sociais. "Não é o MST que está rompendo. O que se deve perguntar é porque o governo Lula está se afastando do povo brasileiro e, cada vez mais, se aproxima do agronegócio e dos banqueiros(...)", é de uma leviandade e uma vigarice sem limites.
A entrega da carta será simbólica. A marcha vai até a frente do Palácio do Planalto e será entregue materialmente se o presidente quiser recebê-la.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Eta pessoal bem mal agradecido este do MST, hein? Acima, na primeira notícia os números são incontestáveis: desde que Lula assumiu, nunca foram tão agraciados por verbas, nunca ficaram tão livres para agirem na depredação dos patrimônios público e privados, e ainda assim dão às costas para o “padrinho”. Ora, dizerem como neste trecho :”(...) Quando questionado se o movimento vai romper com o governo Lula, o dirigente disse que é o presidente que está se afastando "cada vez mais" dos movimentos sociais. "Não é o MST que está rompendo. O que se deve perguntar é porque o governo Lula está se afastando do povo brasileiro e, cada vez mais, se aproxima do agronegócio e dos banqueiros(...)", é de uma leviandade e uma vigarice sem limites.
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Na verdade, esta gente não quer saber de trabalho. O que querem é continuar chantageando o governo para continuarem vagabundos eternos sustentados pela sociedade. Por outro lado, lembram das campanhas de Lula, e até de outros candidatos petistas por todo o país em que arrotavam que a prioridade deles era a reforma agrária, que somente eles seriam capazes de promovê-la, etc, etc ? Pois então, onde ficou o discurso ? É mais um engodo cantado e decantado que vai para a lata do lixo. É mais uma “grande promessa” que se esvai na demagogia ordinária. É mais uma farsa que desmascara o mistificador Lula.