Folhapress
A Rússia pode deixar de importar carne do Brasil. O serviço veterinário daquele país informou que, em razão das supostas falhas nos controles de qualidade da carne brasileira importada, o governo estuda comprar o produto de outros países da América Latina, segundo o jornal russo The Moscow Times. A Rússia é o maior importador de carne do Brasil.
Na última segunda-feira, o serviço veterinário da Rússia informou que encontrou o que classificou de graves irregularidades no sistema de controle da qualidade da carne do Brasil, que é exportada para o país. Por isso, o órgão excluiu 16 empresas brasileiras da lista oficial de fornecedores de carne. De acordo com a agência russa Interfax, a retirada mostraria que os acordos bilaterais de 2003 e 2004 entre os países não teriam sido cumpridos.
Os russos acusam produtores brasileiros, ainda, de adulterar certificados. Teriam sido detectados ao menos 40 casos de falsificação de certificados veterinários, além de outros defeitos no controle de qualidade da carne no Brasil.
Outra queixa listada pela agência russa diz respeito à aftosa. As empresas que exportam para a Rússia teriam adquirido gado onde foram detectados focos de febre aftosa, o que é proibido pelos acordos vigentes. Além disso, argumenta que o número de especialistas no Brasil para inspecionar a segurança de derivados da carne seria restrito, já que o país tem casos de certificados falsos.
A Rússia pode deixar de importar carne do Brasil. O serviço veterinário daquele país informou que, em razão das supostas falhas nos controles de qualidade da carne brasileira importada, o governo estuda comprar o produto de outros países da América Latina, segundo o jornal russo The Moscow Times. A Rússia é o maior importador de carne do Brasil.
Na última segunda-feira, o serviço veterinário da Rússia informou que encontrou o que classificou de graves irregularidades no sistema de controle da qualidade da carne do Brasil, que é exportada para o país. Por isso, o órgão excluiu 16 empresas brasileiras da lista oficial de fornecedores de carne. De acordo com a agência russa Interfax, a retirada mostraria que os acordos bilaterais de 2003 e 2004 entre os países não teriam sido cumpridos.
Os russos acusam produtores brasileiros, ainda, de adulterar certificados. Teriam sido detectados ao menos 40 casos de falsificação de certificados veterinários, além de outros defeitos no controle de qualidade da carne no Brasil.
Outra queixa listada pela agência russa diz respeito à aftosa. As empresas que exportam para a Rússia teriam adquirido gado onde foram detectados focos de febre aftosa, o que é proibido pelos acordos vigentes. Além disso, argumenta que o número de especialistas no Brasil para inspecionar a segurança de derivados da carne seria restrito, já que o país tem casos de certificados falsos.
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De acordo com a agência de saúde animal, o grande aumento das importações de carne dos últimos anos não foi acompanhado por uma elevação na qualidade do serviço veterinário brasileiro. A agência diz também que os produtos brasileiros não atendem aos requisitos de qualidade, apesar da presença constante dos técnicos russos. O serviço veterinário russo chegou a propor a revogação das licenças para a exportação de carne do Brasil para a Rússia, mas voltou atrás para não obstruir o comércio e o trabalho do que classifica de empresários confiáveis.
Em outubro do ano passado, a Rússia havia suspendido as restrições impostas à importação de carne brasileira e seus derivados crus provenientes dos Estados de São Paulo e Goiás - que estavam suspensas desde 13 de dezembro de 2005, após a confirmação de focos de febre aftosa no país.
Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), de janeiro a abril deste ano foram exportadas 157.060 toneladas de carne in natura, que geraram uma receita de US$ 304,43 milhões. O total de exportações, incluindo carne in natura, carne industrializada e miúdos, chegou a 164.607 toneladas e US$ 318,61 milhões. No ano passado, as exportações de carne in natura chegaram a 318.323 toneladas, ao atingir US$ 743,18 milhões, e as exportações totais chegaram a 330.277 toneladas e US$ 765,02 milhões.
De acordo com a agência de saúde animal, o grande aumento das importações de carne dos últimos anos não foi acompanhado por uma elevação na qualidade do serviço veterinário brasileiro. A agência diz também que os produtos brasileiros não atendem aos requisitos de qualidade, apesar da presença constante dos técnicos russos. O serviço veterinário russo chegou a propor a revogação das licenças para a exportação de carne do Brasil para a Rússia, mas voltou atrás para não obstruir o comércio e o trabalho do que classifica de empresários confiáveis.
Em outubro do ano passado, a Rússia havia suspendido as restrições impostas à importação de carne brasileira e seus derivados crus provenientes dos Estados de São Paulo e Goiás - que estavam suspensas desde 13 de dezembro de 2005, após a confirmação de focos de febre aftosa no país.
Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), de janeiro a abril deste ano foram exportadas 157.060 toneladas de carne in natura, que geraram uma receita de US$ 304,43 milhões. O total de exportações, incluindo carne in natura, carne industrializada e miúdos, chegou a 164.607 toneladas e US$ 318,61 milhões. No ano passado, as exportações de carne in natura chegaram a 318.323 toneladas, ao atingir US$ 743,18 milhões, e as exportações totais chegaram a 330.277 toneladas e US$ 765,02 milhões.