Crise na PF interessa à elite de colarinho branco
Vasconcelo Quadros, Jornal do Brasil
Quem ouve o delegado Zulmar Pimentel falar sobre as denúncias que o afastaram da Diretoria Executiva da Polícia Federal tem a impressão de que ele vive um dilema kafkiano. "Quem escreveu isso vai ter de mostrar de onde tirou", avisa, ao comentar trecho de relatório do próprio órgão em que subordinados o apontam como responsável pelo vazamento de informações que teriam protegido policiais envolvidos com Zuleido Veras, da construtora Gautama, e prejudicado a origem da Operação Navalha.
Aos 56 anos de idade, 32 deles como policial federal, Pimentel viu seu mundo desabar nesta semana.
- O dano causado jamais será reparado - declara, na primeira entrevista exclusiva, gravada, nos cinco anos em que exerce o papel de número 2 da Polícia Federal.
Dizendo-se perplexo com a decisão que o afastou por 60 dias da corporação, Pimentel espera que a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), volte atrás. Primeiro, porque se declara inocente. Segundo, pois quem se beneficiaria da situação e da crise interna na Polícia Federal seriam os criminosos de colarinho branco, além de uma elite para a qual a impunidade era tamanha a ponto de tornar a lei mera peça de ficção.
- Não tem como recuar no combate à corrupção, mesmo porque alguns paradigmas foram quebrados. Algumas castas no país eram tidas como intocáveis - empolga-se Pimentel, considerado o mentor de cerca de 350 operações de impacto deflagradas pela Polícia Federal desde 2003. - O crime não existia para determinados segmentos da sociedade. E hoje já está na consciência do povo brasileiro que todos são iguais perante a lei. Esse princípio agora existe.
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MT: entre os campeões do trabalho escravo
Apenas nos primeiros quatro meses desse ano, treze pessoas foram denunciados no Mato Grosso por manter trabalhadores em situação análoga à de escravidão. Segundo o Ministério Público Federal, 110 casos de trabalho escravo são investigados hoje no Estado. Muitas investigações nascem de denúncias feitas à Procuradoria da República. Os denunciados são desde pessoas de menor poder aquisitivo, como o dono de um ferro-velho que mantinha dois irmãos portadores de deficiência mental em condições degradantes (sem salário, equipamento de segurança, medicamentos, e péssimas condições de alojamento e alimentação) até pessoas de maior poder aquisitivo, como fazendeiros, que usam outras pessoas - "gatos" - para aliciar os trabalhadores.
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Crime de Lula
Alerta Total
Vasconcelo Quadros, Jornal do Brasil
Quem ouve o delegado Zulmar Pimentel falar sobre as denúncias que o afastaram da Diretoria Executiva da Polícia Federal tem a impressão de que ele vive um dilema kafkiano. "Quem escreveu isso vai ter de mostrar de onde tirou", avisa, ao comentar trecho de relatório do próprio órgão em que subordinados o apontam como responsável pelo vazamento de informações que teriam protegido policiais envolvidos com Zuleido Veras, da construtora Gautama, e prejudicado a origem da Operação Navalha.
Aos 56 anos de idade, 32 deles como policial federal, Pimentel viu seu mundo desabar nesta semana.
- O dano causado jamais será reparado - declara, na primeira entrevista exclusiva, gravada, nos cinco anos em que exerce o papel de número 2 da Polícia Federal.
Dizendo-se perplexo com a decisão que o afastou por 60 dias da corporação, Pimentel espera que a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), volte atrás. Primeiro, porque se declara inocente. Segundo, pois quem se beneficiaria da situação e da crise interna na Polícia Federal seriam os criminosos de colarinho branco, além de uma elite para a qual a impunidade era tamanha a ponto de tornar a lei mera peça de ficção.
- Não tem como recuar no combate à corrupção, mesmo porque alguns paradigmas foram quebrados. Algumas castas no país eram tidas como intocáveis - empolga-se Pimentel, considerado o mentor de cerca de 350 operações de impacto deflagradas pela Polícia Federal desde 2003. - O crime não existia para determinados segmentos da sociedade. E hoje já está na consciência do povo brasileiro que todos são iguais perante a lei. Esse princípio agora existe.
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MT: entre os campeões do trabalho escravo
Apenas nos primeiros quatro meses desse ano, treze pessoas foram denunciados no Mato Grosso por manter trabalhadores em situação análoga à de escravidão. Segundo o Ministério Público Federal, 110 casos de trabalho escravo são investigados hoje no Estado. Muitas investigações nascem de denúncias feitas à Procuradoria da República. Os denunciados são desde pessoas de menor poder aquisitivo, como o dono de um ferro-velho que mantinha dois irmãos portadores de deficiência mental em condições degradantes (sem salário, equipamento de segurança, medicamentos, e péssimas condições de alojamento e alimentação) até pessoas de maior poder aquisitivo, como fazendeiros, que usam outras pessoas - "gatos" - para aliciar os trabalhadores.
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Crime de Lula
Alerta Total
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Já existem argumentos objetivos para que o presidente Lula seja enquadrado, por crime de responsabilidade, pelo caos no sistema aéreo brasileiro.
Já existem argumentos objetivos para que o presidente Lula seja enquadrado, por crime de responsabilidade, pelo caos no sistema aéreo brasileiro.
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Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo, o procurador do Ministério Público Lucas Furtado informou que, entre 20 de novembro e 8 de dezembro de 2006, que a Infraero deixou de repassar R$ 582 milhões à Aeronáutica.
Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo, o procurador do Ministério Público Lucas Furtado informou que, entre 20 de novembro e 8 de dezembro de 2006, que a Infraero deixou de repassar R$ 582 milhões à Aeronáutica.
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Esses recursos se referem à cobrança de taxas das companhias aéreas e deveriam ter sido usados na manutenção e na modernização do sistema de controle do tráfego aéreo.
Esses recursos se referem à cobrança de taxas das companhias aéreas e deveriam ter sido usados na manutenção e na modernização do sistema de controle do tráfego aéreo.
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Tamanha omissão, que deveria punir Lula, foi calculada e confirmada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
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A corrupção tem os dias contados
Editorial Jornal do Brasil
A formação de cartéis emagrece os cofres públicos desde, pelo menos, a década de 50, quando o país entrou na era industrial e Brasília começou a ser erguida. Empresas com faturamento alto e poucos concorrentes se unem para combinar preços e dividir participações em licitações públicas - sejam federais, estaduais ou municipais. Custos que poderiam ser reduzidos ficam mais caros. Sangram entre R$ 25 bilhões e R$ 40 bilhões o erário, estima a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça.
A maracutaia encarece em até 40% a aquisição do produto ou obra licitada e atinge um terço dos negócios estatais. Afeta a saúde, pois inclui a aquisição de medicamentos e gases hospitalares. Desnutre a merenda escolar. Enfraquece a vigilância e desestrutura pontes edifícios ao se render aos preços estipulados por produtoras de cimento e de britas, só para citar os setores que se cartelizaram para manipular os recursos públicos em benefício próprio.
A fortuna que se esvai para o bolso de empresários ambiciosos alerta para a urgência de mudanças na Lei de Licitações e para a modernização da máquina estatal na compra de insumos e contratação de obras. Na quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou projeto de alterações na lei. O texto institui o pregão eletrônico, que torna compras e licitações mais claras, rápidas e baratas. Ganham transparência e reduzem a corrupção na máquina governamental.
Empreiteiras da construção civil alegam que o sistema não é o ideal nas obras e serviços de engenharia em que o critério de escolha não deve ser apenas o menor preço, mas a qualificação técnica. Não inibe, contudo, a iniciativa dos senadores. A lei pode prever pesos diferentes a depender das especificidades de cada licitação. O importante é acabar com o derrame de dinheiro público. Sem esquecer de alterar também o funcionamento e as normas que regem a Comissão de Orçamento das duas Casas do Congresso. O caminho da modernização é longo, mas precisa começar já.
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"Chávez definitivamente é um inconseqüente verbal"
Do líder do Democratas no Senado, José Agripino (DEM-RN), sobre as declarações de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, sobre o Congresso brasileiro:
- O presidente Chávez definitivamente é um inconseqüente verbal. Está claro que ele não aceita crítica e reage com a inabilidade dos truculentos.
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Drogas concentradas na atmosfera
Jornal do Brasil
Grande concentração de partículas de cocaína e maconha, além de cafeína e tabaco foram detectados no ar de Roma por cientistas que analisavam a composição atmosférica da capital.
O nível destas drogas no ar foi maior sobre a universidade Sapienza de Roma, apesar do pesquisador do Angelo Cecinato, do Conselho Nacional de Pesquisa (CNP) ter alertado sobre conclusões precipitadas sobre os hábitos de recreação dos estudantes italianos.
Os pesquisadores chamam seu estudo de "o primeiro no mundo que mostra a presença de partículas de cocaína suspensas na atmosfera da cidade". Eles retiraram amostras de Roma, em Taranto, no Sudeste do país e na Argélia, no Norte da África, para analisar o efeito das correntes de ar.
Nicotina e cafeína foram detectadas em apenas três lugares, "mostrando como o consumo destas substâncias estão espalhadas e como permanecem na atmosfera", declarou o grupo da CNP em um comunicado.
A concentração de cocaína na atmosfera de Roma foi de apenas 0,1 nanogramas (um nanograma corresponde a um sobre 1 bilhão de uma grama) por metro cúbico no seu auge, durante os meses de inverno, explicaram os pesquisadores. Mas as conclusões foram consideradas preocupantes para a saúde pública.
- Está bem documentado que até mesmo pequenas concentrações destes poluentes no ar podem prejudicar seriamente a saúde - disse Ivo Allegrini, do Instituto para Poluição Atmosférica do CNP.
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Tamanha omissão, que deveria punir Lula, foi calculada e confirmada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
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A corrupção tem os dias contados
Editorial Jornal do Brasil
A formação de cartéis emagrece os cofres públicos desde, pelo menos, a década de 50, quando o país entrou na era industrial e Brasília começou a ser erguida. Empresas com faturamento alto e poucos concorrentes se unem para combinar preços e dividir participações em licitações públicas - sejam federais, estaduais ou municipais. Custos que poderiam ser reduzidos ficam mais caros. Sangram entre R$ 25 bilhões e R$ 40 bilhões o erário, estima a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça.
A maracutaia encarece em até 40% a aquisição do produto ou obra licitada e atinge um terço dos negócios estatais. Afeta a saúde, pois inclui a aquisição de medicamentos e gases hospitalares. Desnutre a merenda escolar. Enfraquece a vigilância e desestrutura pontes edifícios ao se render aos preços estipulados por produtoras de cimento e de britas, só para citar os setores que se cartelizaram para manipular os recursos públicos em benefício próprio.
A fortuna que se esvai para o bolso de empresários ambiciosos alerta para a urgência de mudanças na Lei de Licitações e para a modernização da máquina estatal na compra de insumos e contratação de obras. Na quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou projeto de alterações na lei. O texto institui o pregão eletrônico, que torna compras e licitações mais claras, rápidas e baratas. Ganham transparência e reduzem a corrupção na máquina governamental.
Empreiteiras da construção civil alegam que o sistema não é o ideal nas obras e serviços de engenharia em que o critério de escolha não deve ser apenas o menor preço, mas a qualificação técnica. Não inibe, contudo, a iniciativa dos senadores. A lei pode prever pesos diferentes a depender das especificidades de cada licitação. O importante é acabar com o derrame de dinheiro público. Sem esquecer de alterar também o funcionamento e as normas que regem a Comissão de Orçamento das duas Casas do Congresso. O caminho da modernização é longo, mas precisa começar já.
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"Chávez definitivamente é um inconseqüente verbal"
Do líder do Democratas no Senado, José Agripino (DEM-RN), sobre as declarações de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, sobre o Congresso brasileiro:
- O presidente Chávez definitivamente é um inconseqüente verbal. Está claro que ele não aceita crítica e reage com a inabilidade dos truculentos.
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Drogas concentradas na atmosfera
Jornal do Brasil
Grande concentração de partículas de cocaína e maconha, além de cafeína e tabaco foram detectados no ar de Roma por cientistas que analisavam a composição atmosférica da capital.
O nível destas drogas no ar foi maior sobre a universidade Sapienza de Roma, apesar do pesquisador do Angelo Cecinato, do Conselho Nacional de Pesquisa (CNP) ter alertado sobre conclusões precipitadas sobre os hábitos de recreação dos estudantes italianos.
Os pesquisadores chamam seu estudo de "o primeiro no mundo que mostra a presença de partículas de cocaína suspensas na atmosfera da cidade". Eles retiraram amostras de Roma, em Taranto, no Sudeste do país e na Argélia, no Norte da África, para analisar o efeito das correntes de ar.
Nicotina e cafeína foram detectadas em apenas três lugares, "mostrando como o consumo destas substâncias estão espalhadas e como permanecem na atmosfera", declarou o grupo da CNP em um comunicado.
A concentração de cocaína na atmosfera de Roma foi de apenas 0,1 nanogramas (um nanograma corresponde a um sobre 1 bilhão de uma grama) por metro cúbico no seu auge, durante os meses de inverno, explicaram os pesquisadores. Mas as conclusões foram consideradas preocupantes para a saúde pública.
- Está bem documentado que até mesmo pequenas concentrações destes poluentes no ar podem prejudicar seriamente a saúde - disse Ivo Allegrini, do Instituto para Poluição Atmosférica do CNP.
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