terça-feira, agosto 28, 2007

Avaliando a formação dos macaquitos

Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

Fiz uma leitura e uma análise sobre a prova do ENEM. A conclusão que se pode chegar é a de que se, o nível de ensino pretendido para 2020, são os seis pontos da escala atual da média Européia, então erraram o caminho. Porque se esta prova é para a média dos conhecimentos dos estudantes, e isto claro é baseado naquilo que se considera termos médios de eficiência em termos educacionais, então a conclusão é uma só: estão matando a capacidade e a inteligência brasileiras.

Impossível não constatar o víeis ideológico em todas as questões abordadas. Impossível não se abstrair das entrelinhas a tentativa de ceifar da cabeça dos nossos jovens quaisquer pensamentos fora do eixo marxista da sub-cultura, da sub-inteligência, da sub-intelectualidade. Ou seja, o sub-analfabeto que redigiu com uma enorme habilidade questões de lixo ideológico merecia ir pra cadeia, pela apologia e incitação criminosa que está provocando no desvirtuamento da capacidade de pensar da juventude brasileira.

Até o próprio tema “sugerido” no quesito redação é de uma descomunal imbecilidade. Leiam, “(...)Todos reconhecem a riqueza da diversidade no planeta. Mil aromas, cores, sabores, texturas, sons encantam as pessoas no mundo todo; nem todas, entretanto, conseguem conviver com as diferenças individuais e culturais. Nesse sentido, ser diferente já não parece tão encantador. Considerando a figura e os textos acima como motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do seguinte tema “O desafio de se viver com a diferença” (...)”. Ou seja, a anta ou o anta que redigiu este texto está indicando um sub-pensamento cultural, um acinte à qualquer inteligência mediana que realmente tenha tido uma forma mais acadêmica, e menos ideológica, na sua formação escolar.

Quando o governo atual lançou seu pac da educação dissemos aqui que, não apenas os recursos eram ridículos face ao desafio da revolução pretendida, como também não se pode mudar o quadro apenas com intenções. Fruto do que se lê nas questões do ENEM, a revolução pretendida não tem a menor pretensão com a qualidade e a modernidade. Esta “revolução” é muito mais de conteúdo, e de conteúdo ideológico, de conteúdo marxista. Ninguém está minimamente preocupado em formar cidadãos brasileiros, e sim, em servidores do regime, em varapaus bestificados, sem capacidade de pensar fora do âmbito da ideologia marxista. Ou seja, o país vai gastar uma montanha de dinheiro não para formar gerações competentes e capazes de enfrentar os desafios do mundo moderno, mas para a formação de idiotizados ideologicamente. Em outras palavras, estão matando o nosso futuro.

A lavagem cerebral está em curso. Esta a razão para o desespero de Lula e seus capangas amestrados quando ainda encontram resistências. O desespero vai mais longe por ainda não terem conseguido por de joelhos parte da mídia de verdadeiros pensadores que insistem em serem independentes, e não admitem não apenas serem condescendentes em suas consciências, mas que não se prestam a alugar sua inteligência a serviço de arcaísmos e retrocessos.

Se ainda permanece não sei, mas até alguns anos atrás, os argentinos para zoar dos brasileiros nos chamavam de “macaquitos”. Inteligentes, já previam em como nos tornaríamos um dia. De fato, com este “estilo” educacional, logo logo os argentinos terão de inventar outro apelido para zoar dos brasileiros. A pecha de macaquito não mais nos ofenderá. Seremos os próprios. Brabo vai ser um macaco ficar ofendido diante de tanta idiotia... Assim, dá pra gente sacar que o PAC da Educação de Lula é, de fato, “animal” na própria extensão do termo.