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Até agora 37 se transformaram em réus. Dentre eles, os petistas abaixo:
José Dirceu – deputado cassado do PT e ex-ministro da Casa Civil
José Dirceu – deputado cassado do PT e ex-ministro da Casa Civil
Corrupção ativa
Luiz Gushiken - Ex-ministro da secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica e quadro do PT
Peculato
José Genoino – deputado federal do PT-SP e ex-presidente do partido
José Genoino – deputado federal do PT-SP e ex-presidente do partido
Corrupção ativa
Delúbio Soares – ex-tesoureiro do PT
Delúbio Soares – ex-tesoureiro do PT
Corrupção ativa
João Paulo Cunha – deputado federal do PT-SP
Corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato
Henrique Pizzolato – Ex-diretor do Banco do Brasil e membro do PT
Henrique Pizzolato – Ex-diretor do Banco do Brasil e membro do PT
Peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro
Paulo Roberto Galvão da Rocha – Deputado federal (PT-PA)
Paulo Roberto Galvão da Rocha – Deputado federal (PT-PA)
Lavagem de dinheiro
Professor Luizinho – Ex-deputado (PT-SP)
Lavagem de dinheiro
Mesmo não sendo do partido, e apenas considerando o processo do mensalão, há que se incluir o ex-Anderson Adauto, que foi ministro de Lula.
Se a gente fosse relacionar todos os petistas do poder, que caíram por envolvimento em crimes e corrupção, esta lista ficaria ainda mais gorda.
É importante destacar aqui não apenas o envolvimento do grupo dirigente do partido e que formavam o time de primeira linha com Lula poder. Fica claro que, em primeiro lugar, o mensalão nem tampouco foi um folclore do Congresso, como Lula insinuou, nem tampouco se transformou em “piada” como Delúbio Soares certa feita chegou a declarar, nem ainda nem é intriga da oposição e da imprensa, como também o papo furado de tentarem converter tudo em “crime eleitoral”, para o STF não colou. É crime tipificado no Código Penal a “doação” de recursos de um partido político com o propósito de conquistar o alinhamento de políticos em votações no Congresso Nacional.
Na sessão desta segunda feira, tudo ficou muito claro. Nem a tentativa isolada do ministro Ricardo Lewandovski de servir como escudeiro e advogado de defesa dos mensaleiros mais do que como ministro do STF, não acolhendo o crime de formação de quadrilha, o que até pode parecer piada, não evitou a transformação de praticamente todos os denunciados em réus. Escapou apenas Silvio Pereira “Land Rover”, até porque este “presente” não foi denunciado no caso do mensalão, o que não significa que ele escapará de uma outra denúncia neste sentido.
Mas devemos destacar alguns fatos interessantes na sessão desta segunda-feira: a primeira, e triste, foi a tentativa inútil do ministro Lewandovski em servir como advogado de defesa. O contra-argumento do ministro Cezar Peluzo foi providencial e definitivo: organizações criminosas quando se formam, não têm por costume a redação de uma ata narrando e descrevendo a formação da quadrilha e seus propósitos criminosos. Outro fato a destacar, é a afirmação do ministro Marco Aurélio quanto ao montante movimentado pela quadrilha: “banalização de milhões” o que vem de encontro com outra afirmação feita pelo ministro Joaquim Barbosa, o relator, estranhando a “facilidade na movimentação de recursos públicos”.
Isto reforça o argumento do Procurador Geral, Antonio Fernando de Souza, de que o mensalão somente seria possível de acontecer se estivesse estreitamente “autorizado” pelo poder público, no caso, pelo governo Lula.
Menos mal que no final, pela tendência que se vê, quase todos os denunciados deverão ser réus em processo penal e deverão responder pelos crimes de que são acusados. Assim, caem por terra todos os argumentos e afirmativas no sentido de desqualificar a atuação do bando todo. E a esta altura, reforço o que afirmei aqui no fim de semana: o governo Lula, por mais que queira evitar e negar sua ligação com o escândalo todo, ficará eternamente marcado por ele. O escândalo é sim, pelas feições e o vultoso montante de recursos envolvidos, obra daquele que foi eleito sob a bandeira da ética, e acabou naufragando justamente por agir fora dela. Não importa quanto tempo o processo perdurará ou se haverá alguém punido. O que importa é a admissibilidade de que o mensalão existiu.
E aqui seria interessante que as oposições pudessem mostrar claramente que o mensalão é a formação de uma quadrilha com o fito de assaltar os cofres públicos, e comprar favorecimento junto ao Poder Legislativo. Muita gente ainda não sabe disto, por mais estranho que possa parecer. E em nada isto alivia o governo Lula. Até pelo contrário. Se, por um lado, afasta algumas sombras que prometiam voltar caso a denúncia não fosse aceita, por outra gruda no governo a ação de compra de favores de políticos no congresso. E reforça a ação fiscalizadora daqui pra frente em ações do mesmo tipo que, se sabe, continuam a ocorrer.
Mesmo não sendo do partido, e apenas considerando o processo do mensalão, há que se incluir o ex-Anderson Adauto, que foi ministro de Lula.
Se a gente fosse relacionar todos os petistas do poder, que caíram por envolvimento em crimes e corrupção, esta lista ficaria ainda mais gorda.
É importante destacar aqui não apenas o envolvimento do grupo dirigente do partido e que formavam o time de primeira linha com Lula poder. Fica claro que, em primeiro lugar, o mensalão nem tampouco foi um folclore do Congresso, como Lula insinuou, nem tampouco se transformou em “piada” como Delúbio Soares certa feita chegou a declarar, nem ainda nem é intriga da oposição e da imprensa, como também o papo furado de tentarem converter tudo em “crime eleitoral”, para o STF não colou. É crime tipificado no Código Penal a “doação” de recursos de um partido político com o propósito de conquistar o alinhamento de políticos em votações no Congresso Nacional.
Na sessão desta segunda feira, tudo ficou muito claro. Nem a tentativa isolada do ministro Ricardo Lewandovski de servir como escudeiro e advogado de defesa dos mensaleiros mais do que como ministro do STF, não acolhendo o crime de formação de quadrilha, o que até pode parecer piada, não evitou a transformação de praticamente todos os denunciados em réus. Escapou apenas Silvio Pereira “Land Rover”, até porque este “presente” não foi denunciado no caso do mensalão, o que não significa que ele escapará de uma outra denúncia neste sentido.
Mas devemos destacar alguns fatos interessantes na sessão desta segunda-feira: a primeira, e triste, foi a tentativa inútil do ministro Lewandovski em servir como advogado de defesa. O contra-argumento do ministro Cezar Peluzo foi providencial e definitivo: organizações criminosas quando se formam, não têm por costume a redação de uma ata narrando e descrevendo a formação da quadrilha e seus propósitos criminosos. Outro fato a destacar, é a afirmação do ministro Marco Aurélio quanto ao montante movimentado pela quadrilha: “banalização de milhões” o que vem de encontro com outra afirmação feita pelo ministro Joaquim Barbosa, o relator, estranhando a “facilidade na movimentação de recursos públicos”.
Isto reforça o argumento do Procurador Geral, Antonio Fernando de Souza, de que o mensalão somente seria possível de acontecer se estivesse estreitamente “autorizado” pelo poder público, no caso, pelo governo Lula.
Menos mal que no final, pela tendência que se vê, quase todos os denunciados deverão ser réus em processo penal e deverão responder pelos crimes de que são acusados. Assim, caem por terra todos os argumentos e afirmativas no sentido de desqualificar a atuação do bando todo. E a esta altura, reforço o que afirmei aqui no fim de semana: o governo Lula, por mais que queira evitar e negar sua ligação com o escândalo todo, ficará eternamente marcado por ele. O escândalo é sim, pelas feições e o vultoso montante de recursos envolvidos, obra daquele que foi eleito sob a bandeira da ética, e acabou naufragando justamente por agir fora dela. Não importa quanto tempo o processo perdurará ou se haverá alguém punido. O que importa é a admissibilidade de que o mensalão existiu.
E aqui seria interessante que as oposições pudessem mostrar claramente que o mensalão é a formação de uma quadrilha com o fito de assaltar os cofres públicos, e comprar favorecimento junto ao Poder Legislativo. Muita gente ainda não sabe disto, por mais estranho que possa parecer. E em nada isto alivia o governo Lula. Até pelo contrário. Se, por um lado, afasta algumas sombras que prometiam voltar caso a denúncia não fosse aceita, por outra gruda no governo a ação de compra de favores de políticos no congresso. E reforça a ação fiscalizadora daqui pra frente em ações do mesmo tipo que, se sabe, continuam a ocorrer.
Talvez não mais se utilizem Valeriodutos, afinal, o crime organizado se sofistica sempre no delírio de driblar a lei e os órgãos fiscalizadores tanto da sociedade quanto do Estado. Ou de que outra forma se pode conceber o assédio e a cooptação de parlamentares de uma sigla de oposição para transferirem-se para siglas da base aliada ? Acaso se pode imaginar este troca-troca apenas por ideologia? Seria imaginá-los ingênuos por demais, o que definitivamente nenhum deles é. E que fique registrado: a oferta de cargos na administração federal para os “apadrinhados” usufruírem das benesses do poder é sim uma forma criminosa que, mesmo não oferecendo vantagens pecuniárias diretas, ainda assim oferece oportunidades destas vantagens existirem e serem obtidas por outros meios que não malas forradas de dinheiro. A corrupção quando praticada não precisa necessariamente ter como contraprestação o envolvimento de valores, e sim de vantagens “consentidas” fora da normalidade.
Portanto, que se atentem as oposições para aquilo que está ocorrendo nos subterrâneos do Planalto. Mesmo porque a coordenação tem sido desencadeada ou pelo próprio presidente Lula ou sob sua inspiração. Mesmo sendo ele a autoridade maior do país no campo político, está sujeito às mesmas leis em vigor a que são submetidos os demais cidadãos.