terça-feira, agosto 14, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** Diretores dos BCs avaliam risco de contágio
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Executivos de bancos centrais na Europa realizaram reuniões com supervisores e executivos financeiros no fim de semana para avaliarem os perigos do arriscado mercado de crédito imobiliário americano para o sistema financeiro.

Na sexta passada, os bancos centrais restauraram uma certa tranqüilidade após o pânico dos mercados financeiros. As autoridades monetárias injetaram uma quantia sem precedentes (de US$ 323 bilhões nos mercados), um indicativo da fuga de ativos por conta de exposições a complexos derivativos de crédito vinculados ao setor de crédito imobiliário de risco dos Estados Unidos.

O custo de empréstimos no mercado de fundos americano, um medida crítica das condições do sistema financeiro, despencou para 1% na sexta-feira, bem abaixo da meta de 5,25% do Fed, o banco central dos Estados Unidos.

Isso mostra que grande quantidade de dinheiro foi colocada no sistema bancário para os mercados continuarem operando. O primeiro grande teste será hoje quando a bolsa japonesa abrir.

Mas os temores que tomaram conta dos mercados na quinta e na sexta-feira não deverão desaparecer completamente até que os investidores readquiram a confiança de que nenhum banco ou fundo está próximo de um colapso, um problema que pode tornar uma crise temporária de confiança em um caos econômico, segundo analistas. Uma incerteza que, nos últimos dias, transformou-se em pânico

***** Pertence deixará o Supremo quarta-feira

O ministro Tarso Genro (Justiça) atrasou em mais de uma hora a concorrida posse do novo chefe da Consultoria Jurídica do ministério, Rafael Thomaz Favetti (foto). Motivo: Genro estava sendo comunicado que na próxima quarta-feira (15) o decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Sepúlveda Pertence, entrará com o pedido de aposentadoria, despede-se no plenário e vai cuidar da sua vida pessoal. Pertence esteve na posse de Favetti, seu ex-chefe de gabinete, e ouviu em discurso grandes elogios do ministro Tarso Genro à sua trajetória profissional, especialmente no STF.

***** Tasso: "CPMF será dividida com os Estados ou eliminada"

Segundo o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), os tucanos fecharam questão em torno da proposta de redução à meta da alíquota da CPMF (Contribuição Provisória de Movimentação Financeira) junto com a partilha do tributo com Estados e municípios.

"Ou ela vai ser reduzida para a metade e partilhada com os Estados para a saúde, ou vai ser eliminada. É essa a posição que nós estamos discutindo, sendo o mais provável, dependendo da conversa com os deputados, partir para reduzir pela metade a sua alíquota, compartilhado com os Estados", disse Tasso. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também afirmou que quer a redução. "Não tenho convicção se a sua pura e simples extinção seja o mais prudente", disse Aécio.

***** Bolas da vez
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Na reabertura do Congresso, os presidentes do Banco Central e do Banco do Brasil serão as bolas da vez. A IstoÉ deste início de semana veio com chumbo grosso contra os dois. A Veja atirou no presidente do Banco Central. Se algum acabar caindo será o presidente do Banco do Brasil.

***** TCU suspende pagamentos do Pan

Em medida cautelar, o Tribunal de Contas da União determinou ao Ministério do Esporte e ao governo do Rio que suspendam imediatamente o pagamento a empresas contratadas para obras de infra-estrutura dos Jogos Pan-Americanos e instalações de serviços. O TCU constatou graves irregularidades: quantidades diferentes, alteração indevida do contrato, inconsistência nos preços e falhas na fiscalização, que "dificultaram o controle dos bens e serviços efetivamente fornecidos". Os responsáveis têm 15 dias para apresentar informações e esclarecimentos.

*****Jungmann: "Decreto de Lula gerou disputa por terra"

Segundo o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário no governo FHC, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), o decreto do presidente Lula que reconhece terras de comunidades quilombolas cria um impasse institucional. "É um orçamento só para assentar sem-terra e quilombolas", disse o parlamentar.

De acordo com Jungmann, o erro do governo Lula foi aumentar o conceito do direito dos quilombolas. "Antes se exigia a posse continuada da terra pelos quilombolas, mas o governo Lula acabou com isso e tornou qualquer terra passível de questionamento", afirmou o ex-ministro.
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) rebateu as críticas de Jungmann. "O cobertor orçamentário pode ficar curto, mas a concessão de terra a quem não a tem é uma obrigação do Estado", declarou a petista.

***** Dilma defende mudança na estabilidade de diretores de agências

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, defendeu o aperfeiçoamento das agências reguladoras. Ela afirmou que uma autarquia não pode ser ao mesmo tempo reguladora e ter poder concedente. A ministra sinalizou prováveis alterações na estabilidade dos dirigentes dessas agências.

"Quem faz planejamento e política setorial são os ministérios, isso está mais claro em algumas agências do que em outras. O poder concedente é a União e os ministérios, a agência é para regular e fiscalizar", disse.

Dilma pediu uma discussão sobre os mandatos fixos dos diretores das autarquias, que não podem ser demitidos. "Aí cabe uma discussão, não sei como vai ser...todos os candidatos nesse país têm mandatos fixos, isso não implica que não podem ser tirados não é? Então você não compromete o mandato fixo se estabelecer em que condições você pode mudar", declarou.

***** Planalto joga Aeronáutica às feras da CPI

No lobby que fazem para tentar evitar a convocação de outros militares para depor na CPI do Apagão Aéreo, incluindo o brigadeiro Jorge Kerson Filho, os interlocutores da Aeronáutica usam um argumento que tem funcionado, pelo menos junto a deputados de oposição: o Palácio do Planalto só está preocupado em blindar os diretores da Agência Nacional de Aviação Civil, especialmente Denise Abreu. Por isso jogou a Aeronáutica às feras da CPI.

***** Jobim pede transparência a companhias aéreas

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, pediu nesta segunda-feira a representantes do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) que as companhias aéreas sejam transparentes com o governo. Jobim fez o pedido durante uma reunião do ministro e assessores com representantes do sindicato.Ele acredita que as empresas tem que ser parceiras do Executivo. O ministro também cobrou uma solução para os problemas do pouco distanciamento de espaço dos assentos da aeronave. "O espaço é antivital", declarou.

Os empresários fizeram reivindicações ao ministério que não foram divulgados à imprensa. Jobim pediu que os pedidos fossem enviados formalmente e com fundamentação técnica. O sindicato prometeu enviar um estudo da entidade sobre os aeroportos e outro da UnB (Universidade de Brasília) sobre a relação entre aviação civil e PIB (Produto Interno Bruto).