quarta-feira, setembro 26, 2007

Jucá negocia fim da obstrução. Mas em troca do quê?

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), vai se reunir com os líderes dos partidos da base do governo e da oposição para tentar encerrar a obstrução promovida por DEM e PSDB nas votações da casa. O encontro deve acontecer amanhã (25) na parte da tarde. Cinco medidas provisórias estão trancando a pauta. Entre elas, a proposta que cria a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República. Além das medidas provisórias, o Senado precisa votar a indicação de autoridades para cargo do governo. Uma delas é de Luiz Antônio Pagot, indicado para a vaga de diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). Na semana passada, o plenário não conseguiu o quórum mínimo de 41 senadores para aprovar a indicação de Pagot. A oposição está obstruindo as votações em resposta à absolvição do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), no primeiro processo por quebra de decoro parlamentar.

Então está fácil: façam imediatamente uma votação secreta, com voto secreto e cassem o mandato de Renan. Os senadores sabem que o que não faltam são motivos para que o alagoano volte mais cedo para casa e fique por lá por um bom tempo, talvez cuidando de seu gado ou de suas emissoras de rádio.

O que não é possível é proporem um acordo sem terem para oferecer em troca. Se a base aliada para votar com o governo na aprovação de CPMF, é brindada com cargos e liberação de muita grana das emendas parlamentares ao orçamento, então é possível ofereceram alguma coisa que agrade a oposição, e uma delas por certo é a cabeça de Renam. Aí pode-se desobstruir a pauta. Quanto a aprovar a CPMF, que a oposição seja oposição: não aprove. Que Lula aprenda a gastar o monte de dinheiro que já arrecada a mais com competência e responsabilidade.