Tribuna da Imprensa
"Cada um fala o que quiser". Foi com essa frase que o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, tratou as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o mensalão em entrevista ao jornal "The New York Times", no domingo.
Lula afirmou não acreditar que haja evidências de que o deputado cassado José Dirceu tenha praticado os crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, cujos indícios foram apontados pelo próprio Antonio Fernando. "A avaliação de cada um é subjetiva. Eu trabalho com dados", afirmou o procurador. "O que importa é a opinião dos julgadores", completou.
Na denúncia que levou ao Supremo Tribunal Federal (STF), Antonio Fernando tratou Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no primeiro mandado de Lula, como o chefe do esquema do mensalão. Viu indícios suficientes para isso. E se é a opinião dos julgadores que importa, a declaração de Lula é isolada.
Dos 11 ministros do STF, Corte que vai julgar José Dirceu, todos concordaram que existem indícios de que Dirceu cometeu o crime de corrupção ativa. Apenas um deles - Ricardo Lewandowski - considerou não haver evidências suficientes para a denúncia de formação de quadrilha.
O ministro que relatou o inquérito do mensalão, Joaquim Barbosa, também viu indícios suficientes contra José Dirceu, tanto que deu aval para a maior parte da denúncia feita pelo MP. Ele, no entanto, preferiu se esquivar de rebater as afirmações de Lula. "Não vi nada. E se tivesse visto, não diria nada", declarou.
"Cada um fala o que quiser". Foi com essa frase que o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, tratou as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o mensalão em entrevista ao jornal "The New York Times", no domingo.
Lula afirmou não acreditar que haja evidências de que o deputado cassado José Dirceu tenha praticado os crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, cujos indícios foram apontados pelo próprio Antonio Fernando. "A avaliação de cada um é subjetiva. Eu trabalho com dados", afirmou o procurador. "O que importa é a opinião dos julgadores", completou.
Na denúncia que levou ao Supremo Tribunal Federal (STF), Antonio Fernando tratou Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no primeiro mandado de Lula, como o chefe do esquema do mensalão. Viu indícios suficientes para isso. E se é a opinião dos julgadores que importa, a declaração de Lula é isolada.
Dos 11 ministros do STF, Corte que vai julgar José Dirceu, todos concordaram que existem indícios de que Dirceu cometeu o crime de corrupção ativa. Apenas um deles - Ricardo Lewandowski - considerou não haver evidências suficientes para a denúncia de formação de quadrilha.
O ministro que relatou o inquérito do mensalão, Joaquim Barbosa, também viu indícios suficientes contra José Dirceu, tanto que deu aval para a maior parte da denúncia feita pelo MP. Ele, no entanto, preferiu se esquivar de rebater as afirmações de Lula. "Não vi nada. E se tivesse visto, não diria nada", declarou.
Depois de considerar que existem evidências suficientes, o STF abriu um processo penal contra os 40 acusados de participar do mensalão, incluindo os ex-ministros Luiz Gushiken e Anderson Adauto, os ex-dirigentes do PT Delúbio Soares e Silvio Pereira e o empresário Marcos Valério.
Todos passaram da condição de denunciados para o banco dos réus. Ministério Público Federal (MPF) e Supremo tentam agora passar das evidências para as provas. Somente com provas os envolvidos poderão ser criminalmente condenados.
Nesse processo, todos os acusados serão interrogados e poderão arrolar testemunhas. Depois as partes serão chamadas a produzir provas: a defesa tentará provar a inocência dos 40 acusados; o Ministério Público terá de apresentar dados que confirmem a prática de crimes.
Nesse processo, Antonio Fernando está mais adiantado. Em suas mãos estão perícias que não ficaram prontas a tempo do julgamento do mensalão, mas que ajudarão, de acordo com ele, a provar a culpa de Dirceu e demais acusados.