Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
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Sem dúvida, entende-se que Lula declare que “(...)"Valeu a pena teimar em ser presidente do Brasil(...)”. Considerando-se o aumento do patrimônio familiar e bota aumento nisto!), ter podido viver estes anos todos sem precisar trabalhar e agora já com 60 anos e sem nenhum estudo, com a possibilidade real de desfrutar de três aposentadorias vitalícias sem ter precisado ralar e estudar como 99% da população brasileira, podendo encerrar seus oito anos de mandato com todas as despesas pagas, desfrutando de todas os privilégios do poder como se pode constatar pelo abusivo e criminoso volume de gastos com os tais cartões de crédito corporativos, podendo fazer o maior turismo mundial à bordo de um avião de luxo, sem precisar sofrer as agruras como o restante da população em longas filas de chek-in, deve ter valido a pena mesmo. Afora digamos assim, a realização profissional de um filho antes zelador de zoológico, agora dono de um empresa para a qual não faltam “investidores”. Se vocês acham pouco, reparem no controle fiscal das despesas do governo como anda: o Planalto vai gastar R$ 10,4 mil em pintura, tapetes, bancos e forração da frota de sete carros, um deles Astra Comfort Flex, que serve a Lurian, filha do presidente Lula, e a seus seguranças em Florianópolis (SC).
Coisas assim, acontecem diariamente, basta ver que, depois do aparelhamento indecente e imoral da máquina pública, esperamos que Lula, ao entregar o governo em 31 de dezembro de 2010, nos devolva o Estado brasileiro, que foi privatizado pelo PT em associação com CUT. Sem contar os milhões que são gastos em cartões de crédito corporativo e que o governo se nega em prestar contas à Nação sob a desculpa porca de “segurança nacional”. Isto nem no tempo da ditadura militar.
A reportagem é do Pablo Uchoa da BBC Brasil.
Lula: valeu a pena teimar em ser presidente
Pablo Uchoa, BBC Brasil
"Valeu a pena teimar em ser presidente do Brasil. Não foi fácil: perdi três eleições. Perder três eleições significa esperar 12 anos". Com essas palavras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou nesta quinta-feira encorajar sindicalistas dinamarqueses a continuar buscando espaço na política.
No último compromisso da visita a Copenhague, ele pediu: "torçam para que eu dê certo (no governo), porque tudo será mais fácil para vocês e para os trabalhadores de todo o mundo". O presidente, que fez escala na capital dinamarquesa em seu giro pelos países nórdicos, falou a trabalhadores na sede da LO, a principal central sindical da Dinamarca, um moderno prédio envidraçado à beira do rio Sydhavnen.
"Se eu trabalhasse aqui, em um prédio desses, de frente para esse rio, fazia uma revolução todo dia", brincou Lula. O presidente se mostrou à vontade em três discursos ao longo do dia - depois de um café da manhã com empresários, antes de um almoço com o primeiro-ministro dinamarquês e à tarde com os sindicalistas.
Várias vezes ele utilizou metáforas da infância pobre e da modesta vida de operário para tentar sensibilizar os dinamarqueses, um dos povos mais ricos do mundo. Para garantir a empresários que a política fiscal será "dura" em seu governo, por exemplo, disse que aprendeu como operário que só se pode gastar o que se tem.
"Se eu gastar mais do que ganho, não vou chegar a lugar nenhum", ensinou, rejeitando que o rigor seja apenas uma resposta às exigências dos mercados. "A política fiscal não será feita pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), porque o FMI não está no Brasil", disse.
Em uma breve entrevista conjunta com o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, Lula lançou mão de outro exemplo pessoal para garantir que o País não está vulnerável à crise financeira mundial que ameaça se formar na esteira da crise americana.
Contou que, em sua meninice, cada chuva forte significava a inundação de sua casa, apesar das diversas tentativas da família de levantar uma barreira para conter a água. No caso brasileiro, segundo a metáfora presidencial, a estabilidade macroeconômica é o muro mais resistente contra as águas (a crise).
Lula chegou mesmo a mencionar que aprendeu, em suas viagens como presidente do Brasil, a entender o sistema monárquico. "Seria possível uma Inglaterra sem a monarquia? Uma Dinamarca?", questionou Lula, respondendo à pergunta da imprensa dinamarquesa sobre as suas impressões em relação à família real do País.
"Agora eu entendi que (a monarquia) faz parte da cultura, está enraizada na alma do povo. E tive uma agradável surpresa: o povo adora", afirmou o presidente. "Em alguns casos, a democracia só foi mantida num país pela existência de um rei, da figura que ele representa".
Lula pareceu tentar cativar seus interlocutores em assuntos globais como o combate à fome no mundo, o desenvolvimento da África e as negociações comerciais da Rodada Doha. Na única referência à política doméstica em todo o dia, ele disse a jornalistas brasileiros que desejava ver o Senado "voltar à normalidade", horas depois de a Casa absolver seu aliado político, o alagoano Renan Calheiros.
"Para um presidente da República, o que interessa é que o Senado volte a funcionar com normalidade, porque temos coisas muito importantes a serem votadas, como a CPMF a reforma tributária, coisas de interesse do povo brasileiro", afirmou. No fim da tarde, Lula seguiu para Oslo, na Noruega, onde foi recebido pelo rei Harald e a rainha Sonja.
Depois, segundo sua assessoria de imprensa, o presidente se recolheu ao Palácio Real sem emitir mais declarações.
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Sem dúvida, entende-se que Lula declare que “(...)"Valeu a pena teimar em ser presidente do Brasil(...)”. Considerando-se o aumento do patrimônio familiar e bota aumento nisto!), ter podido viver estes anos todos sem precisar trabalhar e agora já com 60 anos e sem nenhum estudo, com a possibilidade real de desfrutar de três aposentadorias vitalícias sem ter precisado ralar e estudar como 99% da população brasileira, podendo encerrar seus oito anos de mandato com todas as despesas pagas, desfrutando de todas os privilégios do poder como se pode constatar pelo abusivo e criminoso volume de gastos com os tais cartões de crédito corporativos, podendo fazer o maior turismo mundial à bordo de um avião de luxo, sem precisar sofrer as agruras como o restante da população em longas filas de chek-in, deve ter valido a pena mesmo. Afora digamos assim, a realização profissional de um filho antes zelador de zoológico, agora dono de um empresa para a qual não faltam “investidores”. Se vocês acham pouco, reparem no controle fiscal das despesas do governo como anda: o Planalto vai gastar R$ 10,4 mil em pintura, tapetes, bancos e forração da frota de sete carros, um deles Astra Comfort Flex, que serve a Lurian, filha do presidente Lula, e a seus seguranças em Florianópolis (SC).
Coisas assim, acontecem diariamente, basta ver que, depois do aparelhamento indecente e imoral da máquina pública, esperamos que Lula, ao entregar o governo em 31 de dezembro de 2010, nos devolva o Estado brasileiro, que foi privatizado pelo PT em associação com CUT. Sem contar os milhões que são gastos em cartões de crédito corporativo e que o governo se nega em prestar contas à Nação sob a desculpa porca de “segurança nacional”. Isto nem no tempo da ditadura militar.
A reportagem é do Pablo Uchoa da BBC Brasil.
Lula: valeu a pena teimar em ser presidente
Pablo Uchoa, BBC Brasil
"Valeu a pena teimar em ser presidente do Brasil. Não foi fácil: perdi três eleições. Perder três eleições significa esperar 12 anos". Com essas palavras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou nesta quinta-feira encorajar sindicalistas dinamarqueses a continuar buscando espaço na política.
No último compromisso da visita a Copenhague, ele pediu: "torçam para que eu dê certo (no governo), porque tudo será mais fácil para vocês e para os trabalhadores de todo o mundo". O presidente, que fez escala na capital dinamarquesa em seu giro pelos países nórdicos, falou a trabalhadores na sede da LO, a principal central sindical da Dinamarca, um moderno prédio envidraçado à beira do rio Sydhavnen.
"Se eu trabalhasse aqui, em um prédio desses, de frente para esse rio, fazia uma revolução todo dia", brincou Lula. O presidente se mostrou à vontade em três discursos ao longo do dia - depois de um café da manhã com empresários, antes de um almoço com o primeiro-ministro dinamarquês e à tarde com os sindicalistas.
Várias vezes ele utilizou metáforas da infância pobre e da modesta vida de operário para tentar sensibilizar os dinamarqueses, um dos povos mais ricos do mundo. Para garantir a empresários que a política fiscal será "dura" em seu governo, por exemplo, disse que aprendeu como operário que só se pode gastar o que se tem.
"Se eu gastar mais do que ganho, não vou chegar a lugar nenhum", ensinou, rejeitando que o rigor seja apenas uma resposta às exigências dos mercados. "A política fiscal não será feita pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), porque o FMI não está no Brasil", disse.
Em uma breve entrevista conjunta com o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, Lula lançou mão de outro exemplo pessoal para garantir que o País não está vulnerável à crise financeira mundial que ameaça se formar na esteira da crise americana.
Contou que, em sua meninice, cada chuva forte significava a inundação de sua casa, apesar das diversas tentativas da família de levantar uma barreira para conter a água. No caso brasileiro, segundo a metáfora presidencial, a estabilidade macroeconômica é o muro mais resistente contra as águas (a crise).
Lula chegou mesmo a mencionar que aprendeu, em suas viagens como presidente do Brasil, a entender o sistema monárquico. "Seria possível uma Inglaterra sem a monarquia? Uma Dinamarca?", questionou Lula, respondendo à pergunta da imprensa dinamarquesa sobre as suas impressões em relação à família real do País.
"Agora eu entendi que (a monarquia) faz parte da cultura, está enraizada na alma do povo. E tive uma agradável surpresa: o povo adora", afirmou o presidente. "Em alguns casos, a democracia só foi mantida num país pela existência de um rei, da figura que ele representa".
Lula pareceu tentar cativar seus interlocutores em assuntos globais como o combate à fome no mundo, o desenvolvimento da África e as negociações comerciais da Rodada Doha. Na única referência à política doméstica em todo o dia, ele disse a jornalistas brasileiros que desejava ver o Senado "voltar à normalidade", horas depois de a Casa absolver seu aliado político, o alagoano Renan Calheiros.
"Para um presidente da República, o que interessa é que o Senado volte a funcionar com normalidade, porque temos coisas muito importantes a serem votadas, como a CPMF a reforma tributária, coisas de interesse do povo brasileiro", afirmou. No fim da tarde, Lula seguiu para Oslo, na Noruega, onde foi recebido pelo rei Harald e a rainha Sonja.
Depois, segundo sua assessoria de imprensa, o presidente se recolheu ao Palácio Real sem emitir mais declarações.