Adelson Elias Vasconcellos
Quem assistiu ao Jornal Nacional da noite passada, pode constatar de que é feito o MST: uma entidade sem personalidade jurídica, porém, e inexplicavelmente, recebedora de papinhas federais pos de lado, há muito tempo, seu ideário de reforma agrária. Este ideário é hoje muito mais um apelo fantasioso para intimidar a sociedade do que propriamente o desejo de pessoas honestas, dispostas ao trabalho e que apenas querem uma oportunidade para tanto.
Não resta a menor dúvida até pelo noticiário da Rede Globo, o quanto o PT, por seus militantes, consegue com apelos hipócritas e demagógicos, incitar a prática da violência. Quem pode assistir ao JN pode observar um palanque armado e, no centro dele, em gestos teatrais, um prefeito do PT discursando e “convidando” a todos a ignorarem o arcabouço jurídico do país. Como ignorasse que estivesse sendo filmado, a figura soltou o verbo, porém, quando confrontado pela imprensa por tudo que disse, quis inventar uma saída, com o perdão do termo, das mais porcas.
No texto abaixo, acompanhado do link da reportagem, quem assistiu poderá rever as circunstância de alta combustão que o governo Lula alimenta para uma cisão da sociedade, maneira canalha que sempre empregou e pela qual chegou à presidência do país. No poder, podendo unir, continuou alimentando uma divisão de classes jogando uns contra os outros. Basta comparar seus discursos quando, nos palanques e nos palcos da vida, ele desfila discursos apelativos e de emocionalismo barato e ordinário, para públicos diferentes.
E assim tem sido em tempo integral o seu governo. Exemplo explícito de canalhice se pode pela descomunal força policial deslocada para despejar centenas de famílias que trabalham honestamente na reserva Raposa do Sol, criada em seu governo de forma tão absurda e lesiva ao interesse do país, que se pode qualificar de atentado à soberania do país. Contudo, os bandidos do MST, se indispondo até a específica ordem judicial, estão acampados próximos à Ferrovia da Vale, ameaçando interromper novamente seu tráfego, e até agora Lula não chamou sequer seu ministro da Justiça ou mesmo da Defesa para que se tomasse uma providência urgente para que a ordem judicial fosse cumprida, bem como a segurança das pessoas que se transportam pela ferrovia fosse minimamente afetada.
Um governo quando chega ao ponto de alimentar a bandidagem e ainda lhe sustenta com verbas públicas, terá moral para quê? Lula poderá ter quase 100% de aprovação popular, conquistada sabemos bem a que preço. Porém, isto não lhe confere autoridade para se indispor às leis vigentes, como de resto, lhe autoriza alimentar uma verdadeira cisão entre os brasileiros, permitindo que incite a violência e se quebre as regras fundamentais de civilidade.
A sua total falta de ação contra o MST representa bem o tipo de governo instalado em Brasília: a do crime organizado, onde se alimenta o vandalismo, o desrespeito à ordem e à segurança, a prática de atos de terrorismo dentro do território brasileiro, e isto se dá de tal forma, o descumprimento dos mais comezinhos mandamentos já não nos causam surpresas e indignação. Pouco a pouco, o povo brasileiro vai sendo entorpecido por este ar impregnado de barbárie e banalização. A vulgaridade de se comprar votos com dinheiro público, o assalto aos cofres públicos, seja na forma de gastos com cartões, ou simples corrupção, a cooptação do Poder Legislativo tolhido na sua independência pelo balcão imoral de cargos, verbas e favores especiais, se tornaram tão comuns no dia a dia do país, que um governo lançar pacotes eleitoreiros bancados com propaganda mentirosa sequer são capazes de mexer com o Poder Judiciário a quem compete agir com rigor.
Triste é o povo conduzido ao abismo sem capacidade de esboçar um ato de reação e oposição. Estamos fadados ao obscurantismo, a sermos uma pátria sem lei nem ordem, a nos tornarmos um povo selvagem, explorado e espezinhado por uma malta de governantes decrépitos. Talvez no dia em que este país despertar para sua própria realidade, se dê conta de que, além de ser tarde demais para reagir, jogou no lixo além de sua dignidade como nação milhares de preciosas oportunidades de se tornar um país civilizado.
Abaixo, o texto do Jornal Nacional e o link do vídeo com a reportagem.
Aumenta o clima de insegurança no Pará
Nos dias que antecedem mais um aniversário do massacre de Eldorado do Carajás, garimpeiros e integrantes do Movimento dos Sem-Terra ameaçam paralisar uma ferrovia da companhia Vale.
Nos dias que antecedem mais um aniversário do chamado massacre de Eldorado do Carajás, aumentou o clima de insegurança em Parauapebas, no sudeste do Pará. Garimpeiros e integrantes do Movimento dos Sem-Terra ameaçam paralisar uma ferrovia da companhia Vale.
Os manifestantes permanecem de prontidão nos acampamentos em Parauapebas. Os garimpeiros e os sem-terra vieram de várias partes do Pará e do Maranhão e ameaçam invadir as instalações da Estrada de Ferro Carajás, usada pela Vale para transportar minério de ferro, combustíveis e passageiros.
A data da invasão ainda não é certa, mas, na quinta-feira, os manifestantes dizem que vão lembrar o massacre de Eldorado do Carajás, em que 19 integrantes do MST foram mortos pela PM.
O governo do Pará informou que vai manter por tempo indeterminado 500 policiais em Parauapebas. Já chega a dois mil o número de sem-terra e garimpeiros acampados no município.
Num vídeo feito por um cinegrafista amador, o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, do PT, aparece criticando a Vale.
Segundo o prefeito, o vídeo foi gravado este ano na zona rural do município e na platéia havia trabalhadores rurais ligados ao MST.
“Falei que nós estamos entrincheirados, com sem-terra, com garimpeiro, com índios daqui a pouco. Pra que a gente possa ser firme na decisão Se tiver que ocupar, ocupa, se tiver que fazer... mas tudo dentro de uma estratégia bem pensada, porque ninguém é doido ou maluco como eles estão querendo dizer, e ninguém é baderneiro”.
Por telefone, o prefeito declarou que não se referia à ocupação da Ferrovia Carajás e que os sem-terra não acatam palavras dos políticos. “O movimento não vai pela cabeça de prefeito, deputado ou senador. Eles têm autonomia e eu nunca falaria isso numa vontade de fazer ocupação. Isso eu não faria”.
Na manhã desta segunda, no município de Benevides, no nordeste do Pará, integrantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar bloquearam a BR 316, que liga o Pará ao Maranhão.
Os manifestantes queimaram pneus, longas filas se formaram. O protesto foi para pedir mais rapidez na reforma agrária. Depois de uma hora, a rodovia foi liberada.
Neste fim de semana, em Agudos, no interior de São Paulo, famílias montaram acampamento numa fazenda da companhia Ambev.
Na manhã desta segunda, em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, mil integrantes do MST invadiram uma fazenda de 13 mil hectares.
Em Pernambuco, 28 propriedades rurais já foram invadidas desde sábado. Em Santa Maria da Boa Vista, a 600 quilômetros do Recife, fica uma das áreas invadidas. Segundo o MST, 300 famílias estão no local.
Clique aqui para assistir ao vídeo da reportagem.
Quem assistiu ao Jornal Nacional da noite passada, pode constatar de que é feito o MST: uma entidade sem personalidade jurídica, porém, e inexplicavelmente, recebedora de papinhas federais pos de lado, há muito tempo, seu ideário de reforma agrária. Este ideário é hoje muito mais um apelo fantasioso para intimidar a sociedade do que propriamente o desejo de pessoas honestas, dispostas ao trabalho e que apenas querem uma oportunidade para tanto.
Não resta a menor dúvida até pelo noticiário da Rede Globo, o quanto o PT, por seus militantes, consegue com apelos hipócritas e demagógicos, incitar a prática da violência. Quem pode assistir ao JN pode observar um palanque armado e, no centro dele, em gestos teatrais, um prefeito do PT discursando e “convidando” a todos a ignorarem o arcabouço jurídico do país. Como ignorasse que estivesse sendo filmado, a figura soltou o verbo, porém, quando confrontado pela imprensa por tudo que disse, quis inventar uma saída, com o perdão do termo, das mais porcas.
No texto abaixo, acompanhado do link da reportagem, quem assistiu poderá rever as circunstância de alta combustão que o governo Lula alimenta para uma cisão da sociedade, maneira canalha que sempre empregou e pela qual chegou à presidência do país. No poder, podendo unir, continuou alimentando uma divisão de classes jogando uns contra os outros. Basta comparar seus discursos quando, nos palanques e nos palcos da vida, ele desfila discursos apelativos e de emocionalismo barato e ordinário, para públicos diferentes.
E assim tem sido em tempo integral o seu governo. Exemplo explícito de canalhice se pode pela descomunal força policial deslocada para despejar centenas de famílias que trabalham honestamente na reserva Raposa do Sol, criada em seu governo de forma tão absurda e lesiva ao interesse do país, que se pode qualificar de atentado à soberania do país. Contudo, os bandidos do MST, se indispondo até a específica ordem judicial, estão acampados próximos à Ferrovia da Vale, ameaçando interromper novamente seu tráfego, e até agora Lula não chamou sequer seu ministro da Justiça ou mesmo da Defesa para que se tomasse uma providência urgente para que a ordem judicial fosse cumprida, bem como a segurança das pessoas que se transportam pela ferrovia fosse minimamente afetada.
Um governo quando chega ao ponto de alimentar a bandidagem e ainda lhe sustenta com verbas públicas, terá moral para quê? Lula poderá ter quase 100% de aprovação popular, conquistada sabemos bem a que preço. Porém, isto não lhe confere autoridade para se indispor às leis vigentes, como de resto, lhe autoriza alimentar uma verdadeira cisão entre os brasileiros, permitindo que incite a violência e se quebre as regras fundamentais de civilidade.
A sua total falta de ação contra o MST representa bem o tipo de governo instalado em Brasília: a do crime organizado, onde se alimenta o vandalismo, o desrespeito à ordem e à segurança, a prática de atos de terrorismo dentro do território brasileiro, e isto se dá de tal forma, o descumprimento dos mais comezinhos mandamentos já não nos causam surpresas e indignação. Pouco a pouco, o povo brasileiro vai sendo entorpecido por este ar impregnado de barbárie e banalização. A vulgaridade de se comprar votos com dinheiro público, o assalto aos cofres públicos, seja na forma de gastos com cartões, ou simples corrupção, a cooptação do Poder Legislativo tolhido na sua independência pelo balcão imoral de cargos, verbas e favores especiais, se tornaram tão comuns no dia a dia do país, que um governo lançar pacotes eleitoreiros bancados com propaganda mentirosa sequer são capazes de mexer com o Poder Judiciário a quem compete agir com rigor.
Triste é o povo conduzido ao abismo sem capacidade de esboçar um ato de reação e oposição. Estamos fadados ao obscurantismo, a sermos uma pátria sem lei nem ordem, a nos tornarmos um povo selvagem, explorado e espezinhado por uma malta de governantes decrépitos. Talvez no dia em que este país despertar para sua própria realidade, se dê conta de que, além de ser tarde demais para reagir, jogou no lixo além de sua dignidade como nação milhares de preciosas oportunidades de se tornar um país civilizado.
Abaixo, o texto do Jornal Nacional e o link do vídeo com a reportagem.
Aumenta o clima de insegurança no Pará
Nos dias que antecedem mais um aniversário do massacre de Eldorado do Carajás, garimpeiros e integrantes do Movimento dos Sem-Terra ameaçam paralisar uma ferrovia da companhia Vale.
Nos dias que antecedem mais um aniversário do chamado massacre de Eldorado do Carajás, aumentou o clima de insegurança em Parauapebas, no sudeste do Pará. Garimpeiros e integrantes do Movimento dos Sem-Terra ameaçam paralisar uma ferrovia da companhia Vale.
Os manifestantes permanecem de prontidão nos acampamentos em Parauapebas. Os garimpeiros e os sem-terra vieram de várias partes do Pará e do Maranhão e ameaçam invadir as instalações da Estrada de Ferro Carajás, usada pela Vale para transportar minério de ferro, combustíveis e passageiros.
A data da invasão ainda não é certa, mas, na quinta-feira, os manifestantes dizem que vão lembrar o massacre de Eldorado do Carajás, em que 19 integrantes do MST foram mortos pela PM.
O governo do Pará informou que vai manter por tempo indeterminado 500 policiais em Parauapebas. Já chega a dois mil o número de sem-terra e garimpeiros acampados no município.
Num vídeo feito por um cinegrafista amador, o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, do PT, aparece criticando a Vale.
Segundo o prefeito, o vídeo foi gravado este ano na zona rural do município e na platéia havia trabalhadores rurais ligados ao MST.
“Falei que nós estamos entrincheirados, com sem-terra, com garimpeiro, com índios daqui a pouco. Pra que a gente possa ser firme na decisão Se tiver que ocupar, ocupa, se tiver que fazer... mas tudo dentro de uma estratégia bem pensada, porque ninguém é doido ou maluco como eles estão querendo dizer, e ninguém é baderneiro”.
Por telefone, o prefeito declarou que não se referia à ocupação da Ferrovia Carajás e que os sem-terra não acatam palavras dos políticos. “O movimento não vai pela cabeça de prefeito, deputado ou senador. Eles têm autonomia e eu nunca falaria isso numa vontade de fazer ocupação. Isso eu não faria”.
Na manhã desta segunda, no município de Benevides, no nordeste do Pará, integrantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar bloquearam a BR 316, que liga o Pará ao Maranhão.
Os manifestantes queimaram pneus, longas filas se formaram. O protesto foi para pedir mais rapidez na reforma agrária. Depois de uma hora, a rodovia foi liberada.
Neste fim de semana, em Agudos, no interior de São Paulo, famílias montaram acampamento numa fazenda da companhia Ambev.
Na manhã desta segunda, em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, mil integrantes do MST invadiram uma fazenda de 13 mil hectares.
Em Pernambuco, 28 propriedades rurais já foram invadidas desde sábado. Em Santa Maria da Boa Vista, a 600 quilômetros do Recife, fica uma das áreas invadidas. Segundo o MST, 300 famílias estão no local.
Clique aqui para assistir ao vídeo da reportagem.