Raymond Colitt – Reuters
BRASÍLIA - O Brasil considera uma invasão estrangeira de grande escala na Amazônia como uma das possíveis ameaças à segurança, contra a qual as Forças Armadas precisam se preparar, disseram dois ministros na quarta-feira.
BRASÍLIA - O Brasil considera uma invasão estrangeira de grande escala na Amazônia como uma das possíveis ameaças à segurança, contra a qual as Forças Armadas precisam se preparar, disseram dois ministros na quarta-feira.
Eles apresentaram um relatório preliminar sobre um estudo, iniciado em setembro, a respeito das prioridades defensivas do país.
"Hoje a Amazônia é nosso maior foco de preocupações de segurança", disse o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger.
Em entrevista coletiva em Brasília, Unger disse que uma das potenciais ameaças seria "uma guerra assimétrica na Amazônia, ou seja, uma guerra contra uma potência muito superior, que nos forçaria a uma guerra de resistência nacional."
Outros cenários incluiriam uma ação militar de um país vizinho patrocinado por uma grande potência, bem como incursões de forças irregulares ou paramilitares, segundo ele.
Uma defesa adequada da maior floresta tropical do mundo exigiria um desenvolvimento sustentável e um plano de proteção ambiental. "Uma região vasta sem estruturas produtivas e sociais não pode ser defendida", afirmou Unger. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, insistiu que as autoridades avaliam cenários possíveis, não prováveis.
"Não há nenhum país ameaçando o Brasil, mas precisamos de uma força dissuasiva para a remota possibilidade de que [uma invasão] aconteça", disse Jobim na entrevista coletiva.
O governo está mapeando potenciais riscos de defesa para guiar as Forças Armadas em futuras aquisições bélicas, bem como no treinamento e deslocamento de tropas, segundo os ministros.
"De todos os grandes países na história do mundo moderno, o Brasil é de longe o menos beligerante", disse Unger. "Mas isso não nos isenta da necessidade de nos defender."
Muitos militares e diplomatas brasileiros alertam para interesses estrangeiros nos recursos naturais da Amazônia. Eles citam organizações não-governamentais e pesquisadores acusados de roubar o conhecimento de plantas medicinais para seu uso na biotecnologia.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA: É doloroso saber que o país é governado por gente com a mentalidade de Mangabeira Unger e Nelson Jobim. Reparem, acima, no que estão preocupados estes “visionários” em relação à nossa Amazônia. Perdem precioso tempo analisando cenários para um possível ataque externo (?!). Imbecis. Basta olharmos o mapa da Amazônia e algumas fotos daquela região, para se saber que nenhum maluco se atreveria a uma invasão de fora para dentro. Isto só é possível através de ações terroristas que já ocorreram conforme aqui já informamos.
O que coloca a Amazônia sob risco não é o fator externo e, sim, o interno. E o que é pior: a partir dos gabinetes palacianos do poder. Há no arquivo do blog, diversos artigos mostrando como nossa “segurança” se acha ameaçada, com ataques internos, por ações deliberadas do governo Lula, de um lado, e de outro, por absoluta falta de fiscalização na região, o que também é motivada pela incompetência do Poder Público.
Em 31.03, informávamos: “(...) E para que vocês possam ter uma idéia da grandiosidade da encrenca, podemos resumir a seguinte situação: atualmente, o Brasil tem 600 áreas de reservas indígenas, que abrigam 480 mil índios, divididos em cerca de 227 povos diferentes, espalhados numa área de 109, o milhões de hectares, o que vem a representar exatamente os 13% da área total do país. Deste montante, 108 milhões de hectares estão esparramados no que conhecemos como Amazônia Legal, constituída pelos Estados de Tocantins, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Pará, Amapá, Acre e Amazonas(...)”
A ação de madeireiras, algumas da Ásia, associadas as centenas de ONGs que transitam livremente naquela imensidão, cheinhas de más intenções, a total ausência do Estado na maior parte da região, e presença quase irrelevante de fiscais do IBAMA, principalmente, tornaram a Amazônia um pedaço do território brasileiro inteiramente vulnerável.
Reparem, por exemplo, na ação predadora do governo Lula no episódio que precisou da intervenção do STF para não se chegar a um confronto armado contra trabalhadores civis e suas famílias, que é a reserva Raposa do Sol. Quem acompanhou os noticiários das principais televisões, pode perceber o tamanho da força policial para lá deslocada para despejar centenas de famílias de não índios. O Brasil deve ser o único país do mundo que, ao invés de ocupar seu território com colonização, prefere a ação de deixar o território livre para ação de ONGs, guerrilheiros (e lá eles estão sim, só Tarso Genro e Nelson Jobim parecem ou fingem não saber), contrabandistas de madeiras, metais e pedras preciosas, além de plantadores de maconha e coca.
Exemplo do que estamos denunciando em relação a esta especificamente, mas que serve como amostra do que realmente se passa em toda a região amazônica, é o que nos relata Cláudio Humberto em seu site:
Legião estrangeira
Fábio Pannunzio, da Band, fez o que poucos repórteres costumam fazer: checar, in loco, o conflito de índios e não-índios na reserva Raposa Serra do Sol. Está impressionado com a quantidade de estrangeiros na região.
Portanto, tanto Jobim quanto Unger melhor fariam se planejassem ações voltadas a ocupação da região por brasileiros, e não sua desocupação com se está tentando fazer. Também contribuiria se a região ficasse sob a guarda ampliada e permanente das Forças Armadas. Também não seria nada mal que o estado se fizesse mais presente, se o número de fiscais do IBAMA fosse muito maior do que o ridículo contingente atual. E faria um bem enorme ao país se, de um lado, o senado não aprovasse ou ratificasse o estúpido tratado que Lula assinou na ONU em 2005 que versa sobre a Autodeterminação dos Povos e Nações Indígenas, e ainda, de quebra, se a área destinadas não fossem contínuas e tivessem até sua extensão reduzida. Outro medida extrema, porém de enormes benefícios para a preservação, seria se desmatamento e queimadas fossem punidos não com multinhas insignificantes, mas sim com a desapropriação pura e simples em nome do interesse público. O uso econômico indispensável seria acompanhado e fiscalizado com extremo rigor para não se desvirtuar o princípio da preservação.
Portanto, tanto Jobim quanto Unger melhor fariam se planejassem ações voltadas a ocupação da região por brasileiros, e não sua desocupação com se está tentando fazer. Também contribuiria se a região ficasse sob a guarda ampliada e permanente das Forças Armadas. Também não seria nada mal que o estado se fizesse mais presente, se o número de fiscais do IBAMA fosse muito maior do que o ridículo contingente atual. E faria um bem enorme ao país se, de um lado, o senado não aprovasse ou ratificasse o estúpido tratado que Lula assinou na ONU em 2005 que versa sobre a Autodeterminação dos Povos e Nações Indígenas, e ainda, de quebra, se a área destinadas não fossem contínuas e tivessem até sua extensão reduzida. Outro medida extrema, porém de enormes benefícios para a preservação, seria se desmatamento e queimadas fossem punidos não com multinhas insignificantes, mas sim com a desapropriação pura e simples em nome do interesse público. O uso econômico indispensável seria acompanhado e fiscalizado com extremo rigor para não se desvirtuar o princípio da preservação.
Assim procedendo, poderíamos dormir tranqüilos por saber que o país não corre risco de perder 13% de seu território pela ignorância de seu presidente. Sei que talvez alguém venha me torrar a paciência pelo que vou dizer agora, mas alguém precisa faze-lo: tanto os índios, quanto as áreas em que vivem, são parte integrante do povo e território brasileiros, e devem se sujeitar às mesmas leis e aos mesmos princípios. Se querem cultivar seus costumes ninguém tem nada a ver com isso. O que não pode é quererem ser sustentados pelo Estado, seguindo seu próprias leis e ainda falando de autonomia. Quem quer independência que trate de se sustentar, de cuidar de si, de suas crianças subnutridas. E que vão reclamar prô bispo, pra ONU, OEA, aonde quiserem. Mas, enquanto morarem em território nacional, enquanto mamarem nas tetas dos impostos que o povo não índio lhes garante, enquanto forem paparicados pela FUNAI, devem sim se sujeitarem às mesmas regras, leis, princípios e deveres de qualquer cidadão comum do país. Querem terra para gozarem sua autonomia? Vão pedir para ONU ou para as ONGs que os pariu.
Quem enche a boca para falar de autonomia e independência deve buscar os meios para se sustentarem. E de preferência, meios legais, e não arrendando e vendendo terras recebidas de graça do Estado e praticando contrabando da riqueza alheia. Enquanto não me provarem que índio é o espírito santo, com certidão lavrada em cartório, assinada por Deus e com firma reconhecida por autenticidade, para mim são todos iguais a qualquer cidadão brasileiro, portanto, sujeitos à mesmas leis e deveres.
Poderíamos resumir a demonstração de que o nosso maior inimigo em relação à Amazônia está aqui dentro mesmo, com a declaração por indígena:
Ao discursar na Escola Agrotécnica Federal de São Gabriel da Cachoeira (AM), um líder indígena Itacoatiara-Mirim, incensado por ONGs, disse que não se considera brasileiro, mas da "nação independente Baniwa".
Amanhã retomaremos esta discussão a partir de um tal relatório que “informa” o crescimento de “assassinatos” de índios no Brasil e outro que aponta que a mortalidade infantil entre os povos indígenas é o dobro da do restante do país. Sobre os assassinatos, só como amostra, o tal relatório informa que mais da metade das mortes ocorreram entre os próprios índios, ou seja, é índio matando índio. Mas a manchete da notícia é um primor de manipulação...