segunda-feira, abril 21, 2008

O esfacelamento da unidade nacional

Adelson Elias Vasconcellos

Não foram poucas as vezes que aqui adotamos a qualificação de governo do crime organizado para definir o que vem a ser este governo de Lula. E é, sem tirar nem por, o governo que mais incita a baderna interna dopais, que mais ataca suas instituições, que mais esculacha os demais poderes da República, o que esbulha o regime de leis existentes no país. E, os números estão aí para demonstrar, o mais corrupto de toda a nossa história. Nenhum outro presidente alimentou tanto ódio à democracia quanto Lula, nem Vargas tampouco os generais ditadores.

Grande parte deste ministério inútil, está povoado por dementados que cumprem fielmente a cartilha da esculhambação, da desordem, do incitamento à violência e à anarquia. Hoje, se em algum canto do território nacional eclodisse uma guerra civil, acreditem muitos do governo atual ficariam festejando pelos cantos, principalmente este cidadão que veste a faixa presidencial.

Não é difícil de se chegar a esta conclusão, bastando ver a ação zero do governo em relação ao MST e congêneres. Em qualquer país sério do mundo, não apenas seus principais articuladores estariam trancafiados na cadeia, condenados por incitamento à violência, invasão, agressão e depredação do patrimônio público e privado. Bastando ver a conduta do senhor Lula e seus cúmplices quanto aos aspectos que dizem respeito aos indígenas, tanto quanto antes já havia fragmentado o povo brasileiro, que a soma de muitas raças, em brancos de um lado, negros e pardos de outro.

Agora, Lula está alimentando outro cisma: de um lado, índios, de outro os não índios. Esta divisão não pode, no tempo, resultar em boa coisa, e por conta deste crime praticado escancaradamente por Lula, o país ainda se arrependerá amargamente. Porque é bom ficar claro que, discriminação, de que espécie for, não se combate com separação, que é a essência do que o governo faz. Se houver discriminação em relação a qualquer minoria, ao invés de integrá-las à sociedade para que esta aprimore seu sentimento humanitário e de aceitação, o que se faz é aparta-las socialmente para que formem guetos independentes do restante da nação.

Mesmo agora na questão indígena, pouco a pouco vão sendo conhecidos alguns lances patrocinados pelo governo federal que demonstram, inequivocamente, que o pensamento reinante é o de dividir o povo brasileiro em classes e guetos, para, pela divisão, reinar absoluto nosso déspota.

Quando ministros de estado vem à público e classificam crimes de “conceitos políticos”, quando presidente da república vem e qualifica de “erros companheiros” crime de extorsão, corrupção e formação de quadrilha, quando outros ministros de estados também se arrojam na defesa do ideário de anarquia, alegando de forma trágica que tais ações são necessárias para o fortalecimento da democracia, quando o que se dá é justamente o contrário, então estamos diante não de fatos isolados, de deslizes eventuais de alguns, mas sim de um projeto de poder hegemônico fundamentado na anarquia e esbulho às leis e instituições.

Nos post que iremos publicar é possível perceber os sintomas muito claro do esfacelamento institucional do Brasil. Não se trata de um projeto voltado ao desenvolvimento, ao crescimento e amadurecimento do país como nação livre e próspera, e sim, um país sem amor próprio, onde cada um faz o que bem entende desde que jure amor eterno ao regime da anarquia e curve-se diante de seus deuses. Pouco a pouco o Brasil regride em termos de civilidade, perde seu sentido de unidade e começa a correr sérios riscos de fragmentar-se.

Também será possível notar que esta questão indigenista alimenta o maior esbulho às riquezas do país e, no seu âmago, esconde aos olhos inocentes da nação, o projeto de fragmentação do território nacional, Amazônia principalmente. Muitos que até então ainda eram capazes de tecer elogios a este governo, covarde, corrupto e indecente, agora levantam suas vozes para tentar barrar o processo em curso. Contudo, quando os sinais claros disto já se podia notar, não pouparam os críticos de Lula, tentando desqualifica-los.

Aqui, ainda durante o primeiro mandato deste cidadão, várias vezes alertamos para o ponto de ruptura, e o que poderia representar em desagregação para o país a concessão de um segundo mandato presidencial, pois nele se escondia o ovo da serpente. Vemos, agora, no dia a dia, o quanto estávamos certos.

Retire-se o colorido da publicidade oficial, e o país que se irá mostrar aos nossos olhos é um verdadeiro caos. Em tudo e por tudo a degradação da vida pública nacional assume contornos de pura barbárie.

Assim, se alguém hoje levantasse sua voz pedindo a deposição, pelas vias legais do dementado que nos desgoverno, não seria golpe, seria amor ao Brasil. Golpe é um presidente reunir representantes de índios e assumir o apoio a um dos lados em litígio em questão sob jurisdição do STF e, no mesmo dia, fruto desta mesma reunião, os indígenas prometerem retirar centenas de famílias à força. Golpe é permitir que nossas fronteiras se tornem indefesas a qualquer ameaça externa, golpe é financiar com dinheiro público o terrorismo criminoso do MST, golpe é financiar o terrorismo internacional das ongs picaretas que atuam sem nenhum legitimidade dentro do pais, e incitando a desagregação interna em várias comunidades. Gole é um presidente aceitar e incentivar que se fira a Constituição Federal. Golpe para ser assim entendido, não precisa necessariamente ser aplicado com o sustento de força bélica e armada. Golpe também se caracteriza nas ações de desagregação de um povo e no esfacelamento institucional como o país vem sendo vítima desde 2003, porém, com maior intensidade desde janeiro de 2007.

Não se enganem com a jocosidade do discurso, ou com a pompa e majestade de ocasiões festivas. Tentem com objetividade analisar o que realmente é concreto em que cerimonial promovido pelo Planalto. Estamos sendo enganados de que se está construindo o país, quando na verdade estão financiando o amordaçamento das instituições, das forças políticas, e no anestesiamento da indignação popular.

A cada nova concessão que se dá para Lula, mais o projeto de aniquilação da unidade nacional avança um pouco mais. A se manter por mais tempo esta mesma gente delinqüente no poder, e em pouco tempo não restará mais país na forma como o conhecemos. A pergunta que me faço é, foi para “isto” que o povo confiou-lhe um segundo mandato?

Há muito tempo que este governo deixou de ser um caso de política para tornar-se um caso de polícia.