Josias de Souza. Folha online
São mesmo insondáveis as artimanhas do grupo Opportunity, de Daniel Dantas. Consegue dar nó em fumaça, como se diz.
O mesmo ministério da Justiça que controla a Polícia Federal, agora no encalço de DD, mandou ao arquivo, quatro anos atrás, um processo contra o Opportunity.
Tratava-se de uma denúncia contra o Opportunity Fund. Farejada pela Controladoria Geral da União), a encrenca foi remetida à pasta da Justiça.
Ali, desceu aos escaninhos do DRCI (Departamento de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional).
Trata-se de uma repartição que zela pela recuperação da grana que deixa o país por baixo do pano, ao arrepio da lei.
Pois bem. Subitamente, o processo foi mandado ao arquivo. Deu-se numa época em que o DRCI era comandado por um advogado chamado Antenor Madruga.
Madruga deixou o governo em março de 2007. Pouco depois, associou-se à banca advocatícia Barbosa, Müssnich & Aragão Advogados.
Um escritório que tem como entre os fundadores Francisco Müssnich. O mesmo que defendeu o Opportunity em processo aberto na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
O caso da CVM girava justamente em torno das suspeitas de malfeitorias no Opportunity Fund.
Por um desses golpes do destino, o Opportunity Fund é, agora, um dos flancos de investigação abertos pela Polícia Federal.
Foi aberto pelo Opportunity num paraíso fiscal (Cayman) a pretexto de atrair recursos de estrangeiros interessados em investir no Brasil. Coisa limpa, isenta de impostos.
Descobriu-se, porém, o malfeito: mandado para fora ilegalmente, o dinheiro de má origem de brasileiros voltava para o Brasil por meio do Opportunity Fund.
Uma maneira de burlar o fisco. De acordo com o despacho judicial que resultou na prisão relâmpago dos gestores do Opportunity, estima-se que cerca de R$ 3 bilhões tenham transitado ilegalmente pelo fundo do banco de Daniel Dantas.
Deve-se a descoberta do “cochilo” do DRCI aos repórteres Alan Gripp, Andréa Michael e Leonardo Souza. Eles ouviram o secretário da Justiça Romeu Tuma Jr..
É do organograma da secretaria da Justiça que pende o DRCI. Eis o que disse Tuma Jr.:
"Realmente, há um procedimento antigo, sem solução, arquivado irregularmente [no DRCI]...”
“...Vamos instaurar um procedimento para apurar conseqüências, extensão e profundidade dos fatos."
São mesmo insondáveis as artimanhas do grupo Opportunity, de Daniel Dantas. Consegue dar nó em fumaça, como se diz.
O mesmo ministério da Justiça que controla a Polícia Federal, agora no encalço de DD, mandou ao arquivo, quatro anos atrás, um processo contra o Opportunity.
Tratava-se de uma denúncia contra o Opportunity Fund. Farejada pela Controladoria Geral da União), a encrenca foi remetida à pasta da Justiça.
Ali, desceu aos escaninhos do DRCI (Departamento de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional).
Trata-se de uma repartição que zela pela recuperação da grana que deixa o país por baixo do pano, ao arrepio da lei.
Pois bem. Subitamente, o processo foi mandado ao arquivo. Deu-se numa época em que o DRCI era comandado por um advogado chamado Antenor Madruga.
Madruga deixou o governo em março de 2007. Pouco depois, associou-se à banca advocatícia Barbosa, Müssnich & Aragão Advogados.
Um escritório que tem como entre os fundadores Francisco Müssnich. O mesmo que defendeu o Opportunity em processo aberto na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
O caso da CVM girava justamente em torno das suspeitas de malfeitorias no Opportunity Fund.
Por um desses golpes do destino, o Opportunity Fund é, agora, um dos flancos de investigação abertos pela Polícia Federal.
Foi aberto pelo Opportunity num paraíso fiscal (Cayman) a pretexto de atrair recursos de estrangeiros interessados em investir no Brasil. Coisa limpa, isenta de impostos.
Descobriu-se, porém, o malfeito: mandado para fora ilegalmente, o dinheiro de má origem de brasileiros voltava para o Brasil por meio do Opportunity Fund.
Uma maneira de burlar o fisco. De acordo com o despacho judicial que resultou na prisão relâmpago dos gestores do Opportunity, estima-se que cerca de R$ 3 bilhões tenham transitado ilegalmente pelo fundo do banco de Daniel Dantas.
Deve-se a descoberta do “cochilo” do DRCI aos repórteres Alan Gripp, Andréa Michael e Leonardo Souza. Eles ouviram o secretário da Justiça Romeu Tuma Jr..
É do organograma da secretaria da Justiça que pende o DRCI. Eis o que disse Tuma Jr.:
"Realmente, há um procedimento antigo, sem solução, arquivado irregularmente [no DRCI]...”
“...Vamos instaurar um procedimento para apurar conseqüências, extensão e profundidade dos fatos."
É, faz sentido!