***** Ótima idéia: proposta cria concurso de literatura
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4555/08, do deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), que prevê a realização de concursos regionais de literatura, pelo Poder Executivo, em todo o País. Almeida ressalta que o acesso de escritores ao mercado editorial brasileiro é restrito, pois as editoras estão concentradas nos grandes centros, principalmente no Rio e em São Paulo. Para ele, “é dever do Estado tomar a iniciativa de descobrir novos autores e apresentar ao mundo novas obras na língua portuguesa”. A proposta será analisada pelas comissões de Educação e Constituição e Justiça.
***** Governo pode injetar dinheiro no BB
O governo pode injetar recursos do Tesouro no Banco do Brasil para aumentar sua capacidade de emprestar. Segundo a colunista do Valor Econômico Claudia Safatle, um grupo de trabalho no governo avalia as diversas hipóteses de medidas para desobstruir a oferta de crédito no país e ama das mais cotadas é o Tesouro Nacional capitalizar o Banco do Brasil, para que ele possa aumentar sua capacidade de emprestar. Com a medida, a estatal poderia reduzir mais os juros e melhorar as condições dos financiamentos. Segundo a coluna, o grupo conta com técnicos do Ministério da Fazenda e do Banco Central.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA: Espero que o governo brasileiro tenha a exata noção do conjunto desordenado de medidas que tem adotado para, por um lado, combater a crise financeira e econômica mundial e, de outro, para garantir aos olhos do povo que ele governa o país. Neste último caso, estão mirando um, na necessidade de alavancar a candidatura da Dilma e, noutro, para a manutenção dos índices de popularidade do presidente.
A injeção de dinheiro no BB para garantir empréstimos, se vista isoladamente, pode representar uma medida correta. Contudo, se juntarmos a ela medidas como a flexibilização da lei fiscal para as prefeituras, como procedeu o governo federal nesta semana, mais o subsídio anunciado que o governo pretende dar ao plano de construção de 1,0 milhão de novas residências até 2010, mais as desonerações pontuais que têm praticado, dentre outras ações, como a ampliação dos programas sociais, manutenção dos investimentos do tal PAC, crescimento das despesas correntes da máquina pública, a conseqüência inevitável será além do desequilíbrio fiscal, acabará produzindo inflação. Já vimos, em passado recente, este mesmo filme, só que com outros autores, e o final foi e será melancólico, porque, inevitavelmente, sempre a conta maior acaba sendo paga por quem menos condições têm.
***** Voa, Lula, voa
Cláudio Humberto
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4555/08, do deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), que prevê a realização de concursos regionais de literatura, pelo Poder Executivo, em todo o País. Almeida ressalta que o acesso de escritores ao mercado editorial brasileiro é restrito, pois as editoras estão concentradas nos grandes centros, principalmente no Rio e em São Paulo. Para ele, “é dever do Estado tomar a iniciativa de descobrir novos autores e apresentar ao mundo novas obras na língua portuguesa”. A proposta será analisada pelas comissões de Educação e Constituição e Justiça.
***** Governo pode injetar dinheiro no BB
O governo pode injetar recursos do Tesouro no Banco do Brasil para aumentar sua capacidade de emprestar. Segundo a colunista do Valor Econômico Claudia Safatle, um grupo de trabalho no governo avalia as diversas hipóteses de medidas para desobstruir a oferta de crédito no país e ama das mais cotadas é o Tesouro Nacional capitalizar o Banco do Brasil, para que ele possa aumentar sua capacidade de emprestar. Com a medida, a estatal poderia reduzir mais os juros e melhorar as condições dos financiamentos. Segundo a coluna, o grupo conta com técnicos do Ministério da Fazenda e do Banco Central.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA: Espero que o governo brasileiro tenha a exata noção do conjunto desordenado de medidas que tem adotado para, por um lado, combater a crise financeira e econômica mundial e, de outro, para garantir aos olhos do povo que ele governa o país. Neste último caso, estão mirando um, na necessidade de alavancar a candidatura da Dilma e, noutro, para a manutenção dos índices de popularidade do presidente.
A injeção de dinheiro no BB para garantir empréstimos, se vista isoladamente, pode representar uma medida correta. Contudo, se juntarmos a ela medidas como a flexibilização da lei fiscal para as prefeituras, como procedeu o governo federal nesta semana, mais o subsídio anunciado que o governo pretende dar ao plano de construção de 1,0 milhão de novas residências até 2010, mais as desonerações pontuais que têm praticado, dentre outras ações, como a ampliação dos programas sociais, manutenção dos investimentos do tal PAC, crescimento das despesas correntes da máquina pública, a conseqüência inevitável será além do desequilíbrio fiscal, acabará produzindo inflação. Já vimos, em passado recente, este mesmo filme, só que com outros autores, e o final foi e será melancólico, porque, inevitavelmente, sempre a conta maior acaba sendo paga por quem menos condições têm.
***** Voa, Lula, voa
Cláudio Humberto
A Presidência da República vai gastar até o fim do ano R$ 9 milhões com aluguel de automóveis fora do Distrito Federal. Sinal de que Lula não vai parar no local de trabalho por boa parte do ano.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA: O doloroso é saber a despesa será realizada para bancar um governo “itinerante” em plena campanha eleitoral, e sem que o TSE toma uma miserável atitude ! Aliás,é bom lembrar que, em 2006, reclamara da legislação eleitoral “engessar’ sua ação de eterno viajante em campanha eleitoral que, ele dizia, ser de governo. Agora, antecipando-se, tanto ele quanto Dilma resolveram dar a largada para a sucessão., atropelando o regime de leis que Lula, um dia, jurou respeitar.
***** Discurso ensaiado
De salto alto, colar de pérolas e calça de crepe, a super poderosa Dilma Rousseff repetiu ontem à noite seu discurso de candidata. Foi em São Paulo, antes de chegar para jantar na casa da ex-prefeita Marta Suplicy.
“Acho que o Brasil está maduro para ter uma mulher presidente. Acho que esse século é o das mulheres. Não só no Brasil, mas na América Latina. Temos aí a Cristina (Kirchner), a (Michelle) Bachelet. Assim como também é o século dos negros e dos índios”.
Dilma fez um discurso de vai e vem sobre sua candidatura:
“Eu não estou e também não sou candidata. Para eu ser candidata eu já teria que ter debatido esse tema com o presidente, e ainda não fiz, e teria que ter o apoio do partido. As duas coisas não estão dadas. Poderia dizer para vocês que eu, ainda, não sou candidata”.
Depois, Dilma mostrou que está disposta a se manter no poder:
“A grande ambição de quem participa do governo do presidente Lula é dar continuidade a esse projeto”.
***** COMENTANDO A NOTICIA: No Rio Grande do Sul, ontem também, Dilma cutucou a oposição afirmando que o trabalho do governo incomoda a oposição. Até pode ser, mas o que de fato a oposição tem reclamado, e com inteira razão, é o fato do governo atropelar as leis eleitorais para, descaradamente, armar palanques eleitorais fora do prazo. É disso que se trata. Claro que o apelativo PAC é a maquiagem qu4e o governo apresenta para embutir a campanha.
Quanto a afirmação de que "... A grande ambição de quem participa do governo do presidente Lula é dar continuidade a esse projeto...”, nenhuma surpresa: niguém, de sã consciência, há de querer a boca rica de se sustentarem nas tetas do Estado !
Já em relação ao PAC, bem, já provamos aqui do que se trata realmente: pura propaganda.
***** Assentamentos ficam em segundo plano na Amazônia
Folha de São Paulo
A determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de priorizar a regularização fundiária deixou em segundo plano a reforma agrária na Amazônia Legal, onde está concentrada a maioria das famílias assentadas na gestão petista.
Uma série de fatores contribui para isso, como o deslocamento de 350 servidores do Incra para uma nova diretoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário, criada para, em três anos, coordenar o processo de regularização de posse de ao menos 295 mil famílias.
"A maioria desses servidores, focados na regularização, vai deixar de fazer os serviços de agronomia, cartografia e topografia para a criação de assentamentos", diz José Vaz Parente, diretor da associação nacional de servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Os servidores do órgão ficarão cedidos ao ministério por ao menos cinco anos, segundo medida provisória publicada anteontem no "Diário Oficial" da União.
Essa corrida pela regularização já mudou a rotina no órgão. Os superintendentes regionais, por exemplo, ainda não têm em mãos as metas de assentamentos, ao contrário de 2008. O orçamento do Incra prevê assentar 100 mil famílias neste ano, o mesmo do ano passado, quando foram beneficiadas 70 mil.
A partir de agora, ao encontrar posseiros na Amazônia, superintendentes devem regularizar a posse de cada um, e não criar um projeto de assentamento. No segundo caso, o prazo é demorado e traz muitas obrigações ao governo, como repasse de créditos e montagem de infraestrutura básica.
Já em relação ao PAC, bem, já provamos aqui do que se trata realmente: pura propaganda.
***** Assentamentos ficam em segundo plano na Amazônia
Folha de São Paulo
A determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de priorizar a regularização fundiária deixou em segundo plano a reforma agrária na Amazônia Legal, onde está concentrada a maioria das famílias assentadas na gestão petista.
Uma série de fatores contribui para isso, como o deslocamento de 350 servidores do Incra para uma nova diretoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário, criada para, em três anos, coordenar o processo de regularização de posse de ao menos 295 mil famílias.
"A maioria desses servidores, focados na regularização, vai deixar de fazer os serviços de agronomia, cartografia e topografia para a criação de assentamentos", diz José Vaz Parente, diretor da associação nacional de servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Os servidores do órgão ficarão cedidos ao ministério por ao menos cinco anos, segundo medida provisória publicada anteontem no "Diário Oficial" da União.
Essa corrida pela regularização já mudou a rotina no órgão. Os superintendentes regionais, por exemplo, ainda não têm em mãos as metas de assentamentos, ao contrário de 2008. O orçamento do Incra prevê assentar 100 mil famílias neste ano, o mesmo do ano passado, quando foram beneficiadas 70 mil.
A partir de agora, ao encontrar posseiros na Amazônia, superintendentes devem regularizar a posse de cada um, e não criar um projeto de assentamento. No segundo caso, o prazo é demorado e traz muitas obrigações ao governo, como repasse de créditos e montagem de infraestrutura básica.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA: Bem, aí temos a prova provada de qual é preocupação "prioritária" do governo Lula quanto à reforma agrária e em relação à Amazônia: nenhuma. Isto mesmo, é zero. Assentamento, vejam lá, é um bicho que dá trabalho para organizar e realizar. Demanda tempo. Cobra além de responsabilidade, competência em sua execução. Já regularização fundiária, não. Exige apenas que, burocraticamente, se legalize a posse da terra para quem já a ocupa. E aqui mora a sacanagem: para não dizer a totalidade, mas, certamente, a grossa maioria das posses em terras amazônicas, lá está de forma irregular, ilegal. Muitos são responsáveis diretos pelas queimadas e desmatamentos. A ação do governo, neste sentido, como se vê, vai na contramão de todo o discurso de preservação, porque atende apenas o anseio de curto prazo com vistas a engordar os números de estatísticas para serem apresentadas na campanha eleitoral em 2010. Assim, perdem-se critérios e até normas legais.
A conclusão é uma só: o governo está acelerando o processo de assassinato da Amazônia. Os fatos e os atos falam por si.