Comentando a Notícia
14 milhões ainda vivem na escuridão do conhecimento
Dilma, do alto de sua inculta fala, afirma que o Brasil teve duas datas de independência: a do 7 de setembro, quando nos desgarramos de Portugal, e a do dia em que quitamos a dívida com FMI. Tadinha, precisa se informar melhor. Porque, com 14 milhões de analfabetos, e tendo 1 em cada cinco classificados como analfabetos funcionais, não existe liberdade plena no Brasil. Independência NÃO combina com Analfabetismo! Ou seja, o contingente de pessoas, que por não saberem ler e escrever, ou que mal conseguem assinar seu próprio nome, representam bem que o Estado brasileiro ainda não conseguiu e não consegue atender às necessidades mais primárias de sua população de quase 200 milhões de pessoas.
É uma chaga que imputo a culpa não apenas aos governantes, mas a todo o Estado brasileiro, em todos os seus níveis, juntos num mesmo balaio de culpados, legislativo, judiciário e executivo. Os privilégios com que esta casta encastelada em palácios e palacetes cada vez mais nababescos, representam a triste miséria moral do país. Um estado paquidérmico e irresponsável, alienado da realidade do povo que o sustenta em larga conta, e que recebe serviços insuportavelmente indignos, para não se dizer sub-humanos.
Não se pode aceitar o velho discurso canalha da classe política que insistem em atirar as culpas de sua desídia, à uma elite fantasma. Mirem-se no espelho, senhores. A elite que explora e subjuga o povo faminto deste país é a elite política, fidalga, expropriadora que age nos subterrâneos do poder para se autoconceder privilégios em negociatas escusas, que autoalimentam pela exploração de seu próprio povo.
Assim, enquanto tantos ainda padecerem na escuridão do conhecimento, não como nos declararmos independentes. Independência não combina com Analfabetismo. É por isso que Lula tratou de criar seu próprio curra eleitoral no Nordeste: é onde menos o brasileiro tem acesso à educação e à informação.
Ainda segundo o PNAD - Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar, a situação de serviços essenciais como acesso à água potável e esgoto sanitário, deveriam envergonhar qualquer governante honesto. A falta destes serviços se transformam na raiz dos graves problemas de saúde pública que aflige a imensa maioria da população brasileira. E, neste caso, nem é preciso ir ao Nordeste e Norte do país para se defrontar com casos absurdos de descaso. No Rio de Janeiro mesmo, vive um quadro de caos e de abandono.
Dentre tantos outras razões, este descaso todo, sem dúvida, acaba se tornando a minha maior crítica não apenas ao governo Lula, que manipula estatísticas, esconde a real dimensão dos problemas do país à sua população, na tentativa de encobrir sua omissão, sua falta de ação e de projetos. Insisto em afirmar que o Brasil da fantasia da propaganda oficial não guarda a mínima relação com o Brasil real que vem a ser o país que efetivamente atormenta a todos, todos os dias. Mas critico em igualdade de condições e culpa, as “gentes” tanto do Judiciário quanto do Legislativo, que parecem viver em outro país, não atolado de dificuldades e de serviços públicos sub-humanos como os nossos. Legislam e atuam com o propósito específico de se autoconcederem privilégios em cima de privilégios, e de encastelarem em fortaleza onde a luxúria e conforto destoam do quadro miserável em que vive a imensa maioria dos brasileiros.
Não é fazendo afirmações de efeito, mas distante da realidade, que um governante conseguirá debelar as mazelas da vida nacional. Não independência enquanto a dignidade das humanas flutua no charco dos esgotos a céu aberto. Não dotando as residências de internet banda larga a preços baixos, que a água potável deixará de faltar nas mesmas residências. Portanto, o povo está longe ainda, muito longe da sua real independência. Esta só será, de fato, obtida, quando o Estado brasileiro desempenhar com responsabilidade seu verdadeiro papel, dotando os lares de milhões brasileiros com o mesmo conforto que se encontra nas centenas de repartições públicas tão inúteis quanto as centenas de milhares de pessoas que lá estão a não fazer absolutamente nada, a não ser justificar a força política de seus padrinhos que ficam mamando e sugando o fruto do trabalho de um povo tratado com absoluto descaso. Somos escravos de nossos gigolôs.