Folha Online
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, causou polêmica nesta quinta-feira durante seu discurso em Nova York, na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) após relembrar teorias conspiratórias sobre os ataques terroristas de 11 de Setembro. Em seu pronunciamento, ele disse que "muitas pessoas" dizem acreditar que o governo americano esteve por trás dos atentados, fazendo com que parte da delegação americana deixasse o local em protesto.
Falando sobre três eventos que modelam o cenário mundial atual --os ataques de 11/9, a ocupação dos territórios palestinos e a questão nuclear--, Ahmadinejad reafirmou sua polêmica teoria de que os atentados terroristas contra as torres gêmeas de Nova York em 2001 podem ter sido arquitetados por "alguns homens" dentro do próprio governo americano para desviar a atenção da situação econômica.
Após as polêmicas declarações, imagens da rede de TV CNN --que exibiu o discurso ao vivo-- mostraram vários representantes da delegação americana deixando o local. As cadeiras da delegação israelense também foram mostradas vazias.
Ahmadinejad disse ainda que "lamenta os mortos" na queda das torres gêmeas, mas que, depois disso, "muitos milhares de pessoas foram mortas no Afeganistão e no Iraque, invadidos pelos EUA".
Em seu discurso, ele criticou ainda o sistema capitalista, defendeu o direito dos palestinos "exercerem sua soberania e escolherem seus líderes" e comentou a questão nuclear.
"Foi dito que as potências querem pressionar o Irã para o diálogo, mas o Irã sempre esteve pronto para o diálogo", disse o iraniano, que citou ainda a iniciativa de Brasil e Turquia para se chegar a um acordo de troca de combustíveis nucleares, que "recebeu uma reação inapropriada das potências".
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Vejam que coisa: o discurso inaugural foi feito por Celso Amorin, representando o Brasil, porque Lula, o presidente, preferiu não cumprir com a responsabilidade de governar e representar o país, para se tornar em cabo eleitoral de quinta.
Pois bem, em seu discurso, dentre outras pérolas que comentaremos mais adiante, em outros posts, Amorin disse isto:
O Brasil tem procurado corresponder ao que se espera de um membro do Conselho de Segurança, mesmo não-permanente, que é contribuir para a paz. Por essa razão, nos empenhamos em encontrar um instrumento que pudesse representar avanço para a solução do dossiê nuclear iraniano.
Ao fazê-lo, nos baseamos em propostas apresentadas como 'oportunidade ímpar' para criar confiança entre as partes. A Declaração de Teerã de 17 de maio, firmada por Brasil, Turquia e Irã, removeu obstáculos que, segundo os próprios autores daquelas propostas, impediam que se chegasse a um acordo.
A Declaração de Teerã não esgota a matéria. Nem foi essa a intenção. Estamos convictos de que, uma vez de volta à mesa de negociações, as partes encontrarão formas de resolver outras questões, como o enriquecimento a 20% e o estoque de urânio enriquecido acumulado desde outubro de 2009.
A despeito das sanções, ainda temos esperança de que a lógica do diálogo e do entendimento prevaleça.
O mundo não pode se permitir o risco de um novo conflito como o do Iraque. Por isso temos insistido junto ao Governo do Irã que mantenha uma atitude flexível e de abertura às negociações. Mas é preciso que todos os envolvidos revelem essa disposição.
COMENTO:
Perguntinhas básicas: como é possível manter diálogo aberto com quem nega o holocausto? Como é possível sentar à mesa, com espírito desarmado, quando do outro lado uma das partes prega a destruição de Israel? Como é possível manter entendimento razoável com alguém que financia, descaradamente, a ação terrorista na região? Como é possível conceder crédito de confiança para com uma nação que, deliberadamente firma um compromisso na área nuclear, para vender uma versão mascarada de sua reais intenções, e firmado o acordo, solertemente afirma que cumprirá apenas parte do acordo que acaba de firmar? E, por fim, como é possível acreditar em diálogo quando alguém acusa como farsa a ação terrorista comprovada em 11 de setembro de 2001, que vitimou mais de 3.000 inocentes, e foi efusivamente comemorada pelos inimigos declarados dos americanos no próprio Irã e Oriente Médio?
Ora, preferível que Amorim cumprimentasse a todos e fosse embora dali sem nada mais dizer. Não se pode negociar, senhor Celso Amorin, com quem se nega ao diálogo e age de maneira tão delinquente perante o mundo todo, na intensidade e no modo como tem sido costumeiro de parte de Ahmadinejad.
