domingo, setembro 05, 2010

TOQUEDEPRIMA...

***** O circo chegou
A segunda rodada da pesquisa Ibope para medir a intenção de voto para deputado federal em São Paulo deixa antever que deu a louca no eleitorado: o palhaço Tiririca já está entre os cinco mais citados pelos paulistas, numa prova de que a galhofa está virando coisa séria. Outro que está na lista dos cinco mais é Paulo Maluf, o deputado mais votado no Brasil em 2006.

Subindo, o circo também está em Alagoas, onde Collor, aquele mesmo, continua liderando as intenções de voto, tanto, Jader Barbalho, no Pará, apesar de sua candidatura ter sido impugnada pelo TSE.

Isto mostra o quanto o brasileiro não se deu conta da importância de seu voto. Não adianta, depois de empossados seus “eleitos”, ele ficar reclamando que político no Brasil é tudo “ladrão e safado”. Quando lhe é dada a chance de varrer da vida pública os maus políticos, ele ignora sua responsabilidade cívica e reelege o mesmo bando de salafrários que antes condenava.

***** O preço da ostentação: 25 milhões de libras
Lauro Jardim, Veja online

O Itamaraty acaba de fechar a compra do prédio abaixo, localizado no coração de Londres, na Trafalgar Square. O imóvel abrigará a nova embaixada brasileira. Vai custar 25 milhões de libras (67 milhões de reais). O prédio atual é alugado e o proprietário o pediu de volta. Para evitar críticas no período eleitoral, o Itamaraty só anunciará oficialmente o negócio após o dia 3.

Em Londres 
A nova embaixada brasileira: o governo teme críticas

***** Danilo Gentili diz que não vota em Tiririca e que "palhaçada é Lula aliado de Sarney"
Folha.com

O humorista do "CQC" (Band) Danilo Gentili afirmou que não votará no Tiririca durante o Bate-papo UOL, em que ele responde a perguntas de internautas. "Ele não vai ganhar. Mas tem o direito de ir lá e falar o que quer. O que eu acho palhaçada é o Lula aliado do Sarney e do Collor", critica.

O comediante ainda falou sobre o movimento "Humor sem Censura" e a suspensão pelo Supremo Tribunal Federal do artigo que proibia os humoristas de fazerem piadas com políticos em rádio e televisão.

"Em qualquer lugar do mundo, o humorista é o moleque da sociedade, a criança que abre a boca e fala o que tem na cabeça. Mas aqui no Brasil, humorista não pode falar o que quer e não é só com político", critica.

***** De novo no alvo
Por Lauro Jardim

Roger Agnelli percebeu os sinais e começou a reagir desde que ficou patente que uma ala ligada a Dilma Rousseff trabalha para ejetá-lo da presidência da Vale em 2011, caso ela vença a eleição. É a turma de sempre que, agora, quer instalar um político no comando da empresa. Agnelli já procurou interlocutores no entorno de Dilma para ficar onde está. Independentemente da competência de Agnelli, a ideia é assustadora, pois não se pode tratar a Vale como se fosse um ministério. Não é aceitável permitir o loteamento político da maior exportadora brasileira, uma empresa privada.

***** Menos exportadores

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram como a pauta de exportações do país depende de poucas empresas. Dos 106,9 bilhões de dólares exportados pelo país entre janeiro e julho, 70,4% foram embarcados por apenas 148 empresas.

No mesmo período do ano passado, os 127 exportadores de maior porte foram responsáveis por 65,9% dos 84,1 bilhões de dólares em vendas ao exterior.

***** Ministro e assessores usam PAC e conselhão para viajar e ajudar Dilma
O Globo

BRASÍLIA - Instalada no quarto andar do Palácio do Planalto, uma máquina trabalha a todo o vapor pela candidata do governo, Dilma Rousseff (PT). A rede montada na Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, comandada pelo ministro Alexandre Padilha, utiliza duas agendas: do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que dão suporte e aparente legalidade às viagens de petistas que percorrem o país angariando votos nos estados junto a prefeitos, empresários e outros segmentos da sociedade, com diárias pagas pelos cofres públicos. É o que mostra reportagem de Fábio Fabrini e Regina Alvarez na edição deste domingo do GLOBO.

Segundo a reportagem, o ritmo de viagens é frenético. Somadas, chegam a 44 as andanças do ministro Alexandre Padilha e de dois dos seus principais assessores entre o fim de maio e agosto. Como justificativa oficial, as reuniões do Conselhão (CDES) nos estados, que começaram a ser feitas em maio para discutir com empresários uma "Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento". E encontros com prefeitos para discutir projetos do PAC-2, a ser implementado no próximo governo, além de visitas às obras do PAC.

De acordo com a reportagem, por si só, essas agendas, que servem para divulgar realizações e avanços do governo Lula, têm implícitas um viés político, já que acontecem no auge da campanha eleitoral. Mas, além disso, compromissos oficiais nos estados coincidem com eventos de campanha da candidata Dilma ou de aliados do PT.

As viagens, as articulações e os atos da campanha estão registrados no Twitter. Padilha, tuiteiro compulsivo, escreveu no dia 15 de julho, quando estava em Curitiba (PR) para uma reunião do CDES e visitas a obras do PAC: "...Recebi a visita, aqui no Hotel Slaviero, do nosso cand a $do PR Osmar Dias, do nosso vice Rocha Loures e nossa futura senadora Gleisi" (mulher do ministro do Planejamento Paulo Bernardo). Padilha recebeu R$ 780 nessa viagem, equivalente a uma diária e meia, segundo a assessoria.

***** Padilha diz que coincidência de viagens é uma 'exceção'. Então tá...
O Globo

BRASÍLIA - A Secretaria de Relações Institucionais (SRI) afirma que é "um ministério essencialmente político", ao ser questionada sobre a coincidência das agendas do ministro Alexandre Padilha e de assessores. Segundo Padilha, há coincidência de viagens, mas isso é uma "exceção". Eles participam das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES, o Conselhão) e do PAC e de eventos de campanha da candidata Dilma Rousseff e de aliados do PT. É o que diz a reportagem de Reginal Alvarez na edição deste domingo do GLOBO.

A SRI se diz "responsável pela interlocução do governo federal com o Congresso Nacional, por meio da Subchefia de Assuntos Parlamentares (Supar), com governadores e prefeitos, através da articulação da Subchefia de Assuntos Federativos (SAF), e com a sociedade civil, por meio do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social".

- Toda a minha participação em alguma atividade de campanha é fora do horário de expediente. O fato de ter eleição não vai fazer com que eu pare de trabalhar no Congresso e junto aos prefeitos. Há coincidência de viagens, mas é uma exceção. Vamos continuar nosso trabalho sempre cumprindo atividades, ou no Conselho ou com prefeitos e governadores - disse Padilha.

Ele destacou que seu papel no governo é monitorar projetos junto aos parlamentares, que estão em Brasília, e acompanhar de perto as relações com prefeitos e governadores, além de acompanhar as atividades do CDES nos estados.

A SRI informou que, após agenda institucional em Salvador, em 26 e 27 de agosto, "o ministro se deslocou para Recife, na noite do dia 27, por meios próprios e sem receber diárias, para acompanhar o ato político da candidata Dilma".

Segundo a assessoria, o ministro não participou da carreata do governador Marcelo Déda, em Sergipe, onde esteve em 12 de agosto para reunião do Conselhão. Padilha anunciou no Twitter que iria à carreata. A SRI diz que a presença dele no lançamento do comitê da campanha do PT no Pará, em 13 de agosto, foi depois da agenda institucional e do expediente.

***** PT nega filiação de Atella, mas TRE confirma
O Globo

SÃO PAULO - Apesar de o PT ter divulgado uma nota neste sábado afirmando que, por problema de documentação, a filiação partidária de Antonio Carlos Atella Ferreira não foi efetivada pela Justiça Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou o registro, feito em 2003. Atella usou uma procuração falsa em nome de Verônica Serra, filha do candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, para a obtenção ilegal de seus dados na Receita Federal.

A nota do PT, assinada pelo presidente do diretório paulista Edinho Silva, afirma que o registro não foi confirmado porque o pedido veio com o sobrenome grafado incorretamente como Atelka. Com isso, houve incompatibilidade na documentação. O texto diz ainda que como o requerente nunca tentou corrigir seus dados "nem se mostrou interessado em participar da vida partidária, a sua filiação nunca se concretizou".

O TRE, no entanto, confirmou - segundo reportagens do G1 e do "Jornal Nacional" - que houve, em 2003, um registro no cadastro da Justiça Eleitoral de uma comunicação de filiação ao PT em nome de Atella. E que a filiação do contador ganhou o status de excluída em 2009.

O TRE informou que Atella filiou-se em 20 outubro de 2003 ao Partido dos Trabalhadores em Mauá (SP), na zona eleitoral 217. A data de exclusão é de 21 de novembro de 2009.

Segundo o Diretório Estadual do PT, o erro de grafia no nome teria feito o TRE-SP rejeitar o pedido de filiação.

- Por diversas vezes, o Diretório Municipal de Mauá fez contato para que esses dados fossem corrigidos. Ele (Atella) nunca procurou o Diretório Municipal para corrigir. Consequentemente, não foi aceita sua filiação perante a Justiça Eleitoral, tão pouco foi considerado filiado do PT porque nunca participou de nenhuma atividade do partido e nunca cumpriu com suas obrigações de filiado - afirmou Edinho, depois de participar de comício com Lula em Guarulhos.

Edinho não soube informar qual dirigente partidário assinou o pedido de filiação. Ele nega que o contador estivesse filiado ao PT até novembro de 2009, dois meses depois da apresentação da procuração falsa na Receita para obter os dados de Verônica Serra.