Políbio Braga
O presidente Lula concordava, a nova presidente, Dilma Rousseff, também, e o próprio Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, era favorável, mas até ser eleito o Sr. Tarso Genro, o governo federal travou guerra aberta com o governo gaúcho e anunciou que não aceitaria a devolução das estradas estaduais pedagiadas.
. Só agora o ex e próximo Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, confessa que estava a serviço da campanha eleitoral do PT e do sr. Tarso Genro no RS. Foi o que ele disse nesta quinta-feira em Brasília.
. Em Porto Alegre, no mesmo dia, quinta, o atual ministro, Paulo Passos, sentou com Tarso Genro e com o futuro secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, para replicar Alfredo Nascimento:
- Trata-se (o ato da governadora Yeda Crusius) de um ato juridicamente perfeito. A indenização às concessionárias, que alegam desequilíbrios provocados por atos do poder concedente, será paga.
. Ao responder por que mentiu antes e reconhece o acerto dos atos praticados por Yeda Crusius, o ex-ministro Alfredo Nascimento avisou:
- O PT é o Partido do governo federal e facilita muito.
. O governo gaúcho só devolveu as estradas pedagiadas (sete polos rodoviários, integrados por estradas estaduais e federais) porque o governo do PT interferiu na proposta que Yeda encaminharia para a Assembleia, intitulado Duplica RS, pelo qual as concessionárias concordavam em investir R$ 1 bilhão novos nos polos, abririam mão da indenização de R$ 500 milhões já concedida em juízo e reduziriam as tarifas, em troca da extensão dos contratos.
. O que ocorreu foi uma violação ao princípio republicano e ao pacto federativo. O governo Lula interferiu abusivamente nas eleições do RS, prejudicou o povo gaúcho e este seu tardio reconhecimento, configura que houve um estelionato eleitoral no Estado.
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Yeda derrota de novo os seis procuradores que tentaram "linchá-la" no âmbito da Operação Rodin
Mais uma vez foram derrotados os seis procuradores do Ministério Público Federal do RS que incluíram a governadora Yeda Crusius no processo por improbidade administrativa movido contra ela no âmbito do processo ajuizado na Justiça Federal de Santa Maria (Operação Rodin).
. É que o Ministro Humberto Martins, do STJ, voltou atrás da decisão que tomou há um mês, quando acolheu recurso especial dos seis procuradores, que pediam a reinclusão do nome de Yeda no processo, protestando contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 4a. Região, Porto Alegre, que favoreceu a governadora.
. O Ministro acolheu o agravo regimental interposto pelo advogado Fábio Medina Osório, depois de ouvir o Ministério Público Federal, em Brasília.
- O Ministro repeliu a tentativa dos procuradores gaúchos e mandou tirar o nome de Yeda do processo. Aliás, os procuradores respondem a queixa movida por Yeda junto ao Conselho Nacional do Ministério Público. Os procuradores, há pouco mais de um ano, produziram denúncias e entrevistas públicas terrivelmente prejudiciais à imagem e ao trabalho de Yeda, que acabaram resultando numa CPI e num pedido de impeachment. Isto tudo é o que está por trás da nova derrota que sofreram em Brasília. A Governadora Yeda Crusius foi acusada de improbidade administrativa por supostas irregularidades no DETRAN-RS, mas a Juíza Federal de Santa Maria indeferiu o pedido de afastamento do cargo e também do bloqueio de seus bens, sob o fundamento de ausência de provas contra a Governadora. Posteriormente, ela foi inocentada pela Assembleia Legislativa do RS no pedido de impeachment. A Governadora foi excluída da ação por decisão do TRF4.