Exame.com e informações da Agência Reuters
Compra da fatia no campo, de certa maneira, marcaria uma nova fase da Petrobras na Bolívia
Getty Images/ David McNew/EXAME.com
Segundo empresa, aumento de investimento na Bolívia
tem por objetivo manter o fornecimento para o Brasil
Rio de Janeiro - A Petrobras aguarda decisão da assembleia legislativa da Bolívia para concretizar a compra de 30 por cento do campo de Itau, no país vizinho, que será desenvolvido junto com o campo de San Alberto, já de propriedade da estatal brasileira. "Havendo um positivo, poderemos desenvolver lá, tem sinergia com o campo de San Alberto.
Sob a perspectiva das instalações, a ideia é fazer o desenvolvimento desta área junto com o campo de San Alberto", explicou o gerente executivo da área internacional da Petrobras, Carlos Alberto Pereira de Oliveira.
Ele não quis informar o valor que poderá ser pago pelo ativo, "porque o processo não está concluído", mas disse que a Petrobras negocia com a petroleira francesa Total, uma das donas do campo. Oliveira também se recusou a dizer o volume das reservas de Itau, mas informou à Reuters que "é menor do que os que já temos lá", referindo-se aos campos de San Antonio e San Alberto, que garantem cerca da metade do gás natural consumido no Brasil, ou 30 milhões de metros cúbicos diários.
O executivo afirmou que o aumento de investimento na Bolívia tem por objetivo manter o fornecimento para o Brasil, cujo contrato expira em 2019 mas que poderá ser renovado. "A gente tem contratos para cumprir e estamos no desenvolvimento normal da atividade... isso (Itau) aumenta a garantia dos contratos", explicou o executivo.
A compra da fatia no campo, de certa maneira, marcaria uma nova fase da Petrobras na Bolívia, depois de todos os problemas envolvendo o governo de Evo Morales que nacionalizou o setor de hidrocarbonetos em 2006. As negociações com a Total se iniciaram após a constatação de que Itau e San Alberto fazem parte de uma mesma jazida petrolífera.
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Gabrielli defende novos investimentos na Bolívia
Agência Estado
"Temos contrato com a Bolívia até 2019 e está sendo cumprido", lembrou o presidente da Petrobras
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou hoje que os novos investimentos na Bolívia tem por objetivo garantir o cumprimento dos contratos de exportação de gás para o Brasil. A empresa confirmou hoje que vai assumir a operação do campo Itaú, com uma participação de 30%, projeto que era operado pela companhia francesa Total.
"A questão fundamental na Bolívia é o mercado brasileiro", afirmou Gabrielli, em encontro com jornalistas, no Rio de Janeiro. Ele ressaltou que, mesmo com a nacionalização do setor de petróleo boliviano, nunca falou em deixar o país, que já foi responsável por 70% do gás consumido em São Paulo. "Temos contrato com a Bolívia até 2019 e está sendo cumprido. O contrato será mantido, com possibilidade de renegociação", completou.
O acordo com a Total, cujo valor não foi divulgado, depende apenas de aprovação do Congresso boliviano, segundo prevê a legislação local. O negócio foi aprovado por uma primeira comissão na assembleia e segue agora para análise em plenário e depois no Senado, antes de ir para sanção do presidente Evo Molares. A expectativa é que o negócio seja aprovado sem restrições, já que o Morales detém larga maioria na assembleia e o acordo é de interesse do governo. Segundo informações extraoficiais, o campo Itaú deve começar a produzir na segunda quinzena de janeiro, inicialmente com 1,5 milhão de metros cúbicos por dia, até atingir gradativamente o pico de 5 milhões de metros cúbicos por dia.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Parece que o Brasil já não apanhou o bastante em relação à investimentos na Bolívia. Enquanto o senhor Gabrielli insiste que devemos cumprir nossos "contratos", os cocaleros do Evo Morales insistem e teimam em nos espizinhar um pouco mais. É muita compulsão à cretinice.
