segunda-feira, janeiro 17, 2011

Desmascarando os terroristas do “aquecimento”

Comentando a Notícia

Em reportagem apresentada pelo Fantástico, - vejam vídeo e texto abaixo - colocou-se um ponto final na mentira até aqui propagada e aceita por boa parte das pessoas de que , o aquecimento global, seria responsável pelo excesso de chuvas que assolam a região sudeste do Brasil.

O tal “aquecimento”, arma mortal na mão dos terroristas do clima, pode até acontecer e até pode provocar suspiros e consequências ao planeta. Porém, cientificamente, nada há provado. Por exemplo: nos últimos três anos, alguém já se deu conta de que pelos 15 vulcões entraram em erupção ao redor do mundo? Ou alguém já parou para pensar se não seria a atividade solar responsável por alguns cataclimas que agitaram a vida do planeta nos últimos anos? Ora, nem o sol, tampouco os vulcões precisam da ajuda humana para existirem.

Da mesma forma a tal zona de convergência do Atlântico que, ano a ano, agitam e molham com chuvas torrenciais a região sudeste brasileira. As vítimas que se contam as centenas neste ano e em anos anteriores são consequência da ocupação desordenada do solo, da falta de iniciativas do Poder Público, além da falta de medidas de prevenção, como já ocorre em outros países, e que no Brasil há no Ministério de Integração Nacional um projeto parado há dois anos, conforme informamos, com dotação orçamentária e tudo, aguardando providências. Sabe-se, também, que o Governo do Rio de Janeiro foi alertado em 2008, isto é, há três anos, sobre a tragédia que se desenhava. E, conforme tristemente, é possível constatar, não tomou nenhuma medida para conter os danos.

Assim, aquele título do artigo final da edição de sábado, o Poder Público é o único culpado, mais e mais se confirma. Não adianta a senhora Dilma Rousseff, devidamente escudada por Sérgio Cabral, o capacho, saírem apregoando que moradia em área de risco é regra e não exceção. Se a regra se consumou, culpas de quem? Quem permitiu a ocupação desordenada? Quem incentivou? Quem deu às costas para o problema de moradia? Quem tendo recursos em profusão nos últimos anos, sequer investiu a metade do previsto, e do que liberado mais da metade foi desviado para um estado que não se encontrava na zona de convergência e que, em consequência, menor risco corria? Quem permitiu que esta má aplicação de recursos públicos se fizesse?

Por outro lado, valendo-se deste sentimento de consternação que atinge o país como um todo, os terroristas do clima resolveram tornar sei receituário mais tétrico. Inventaram de atacar um projeto de lei que não guarda a menor relação com a ocupação desenfreada de áreas de risco pela crescente urbanização de algumas cidades. Em reportagem publicada neste domingo na Folha de São Paulo, a ameaça chega a ser uma piada. Manchete de primeira página, ela nos “informa” que o novo Código Florestal, corrigido em tempo com o bom senso que deve regular a matéria, pelo deputado Aldo Rabelo, segundo especialistas, se aprovado na forma como se encontra, irá aumentar a ocupação de áreas sujeitas a tragédias nas zonas urbanas porque liberaria a construção em encostas e nas várzeas dos rios. Para quem se interessar em conhecer a verdade , o projeto poderá ser acessado ou no site da Câmaras de Deputados ou até mesmo em diversas outras páginas que o Google informa. Contudo, lhes asseguro, até em forma de desafio, que não há no novo Código, em nenhuma linha qualquer conteúdo sequer parecido sobre áreas urbanas. O texto trata da agricultura e da pecuária. Rebelo nem sequer menciona “construção de habitação em encostas”. Todas as vezes em que o texto se refere a “inclinação”, trata de atividade rural. Detalhe: a proposta não “libera” área nenhuma, limitando-se a legalizar aquelas de cultura já consolidada.

Mas os terroristas das “mudanças climáticas provocadas pelo homem” estão aí a nos assombrar com suas teorias e mistificações. Na reportagem exibida pelo Fantástico, está se dizendo o seguinte: mesmo que não haja na região um único ser humano, as chuvas permanecerão as mesmas, com a mesma intensidade e regularidade, precipitando-se na mesma temporada e, SURPRESA, provocando os mesmos deslizamentos. A diferença? Quem estiver no caminho das águas, que é o mesmo há séculos, vai junto. Mas registre-se que ali se tem “áreas urbanas”, e o texto do Rebelo trata de “área rural”. Portanto, a reportagem se propõem em forjar um cenário de horror a partir de uma falsa premissa.

Olhe-se a região que vai de Santa Catarina ao Espírito Santo. Toda esta área se acham embutida na Serra do Mar e apresenta a mesma característica de solo. Minas, Rio, São Paulo e Espírito Santo, acham-se localizados justo na tal zona de convergência do Atlântico, sujeitos portanto aos temporais de verão. Se não houver por parte do Poder Público melhor planejamento, permitindo a ocupação desenfreada em áreas de risco, os desastres e as tragédias anualmente se repetirão. E o que é pior: as vítimas sempre ficarão órfãos das promessas que se fazem e que, passada a comoção dos primeiros dias, são “esquecidas” em seguida. Santa Catarina devastada com temporais em 2008, até hoje continua esquecida da ajuda federal. Angra dos Reis, em 2010, também enterrou seus mortos por conta das chuvas que, por sua vez, provocaram deslizamentos. Ainda aguarda 30 milhões prometidos.

Nem eu nem o país inteiro podemos aceitar e nos conformarmos com a omissão do Poder Público, seja de que nível for. Dilma, que se diz continuidade de 8 anos de Lula, e Sérgio Cabral já em seu segundo mandato, não podem se esquivar.

E Dilma, deve ser lembrada, mais uma vez, que Minas tem 80 municípios em situação de emergência e, como São Paulo, também teve mortos, deslizamentos e conta, ainda, com milhares de desabrigados. Ao invés de ir descansar em Porto Alegre, poderia ter mostrado a cara nestes estados, oferecendo ajuda e apoio federal, e liberando na mesma velocidade com que se fará para o Rio, parte do dinheiro prometido – aqueles 780 milhões de reais.

Tão certo quanto São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais permanecerão situados, geograficamente, na mesma zona de convergência dentro de um ano, podemos afirmar que as chuvas de verão nestes estados acontecerão com a mesma força, impetuosidade e volume em 2012. Dá tempo, sim, para as autoridades agirem para evitar novas catástrofes. Ninguém impedirá que a chuva se precipite sobre os morros e barrancos desta região. Mas com medidas inteligentes, contando inclusive com os recursos já programados, será possível evitar que as mortes se contem às centenas.