segunda-feira, janeiro 17, 2011

A presidente em imagens que falam por si...

Comentando a Notícia

Reparem nestas duas fotos abaixo:

Dilma Rousseff em dois momentos solenes após a tragédia no Rio:
Em cima, como garota propaganda do Fluminense após sobrevoar a serra fluminense,
embaixo, na abertura “cordial” da reunião com seus ministros, em clima festivo,
sem demonstrar um pingo de compaixão pelo sofrimento de milhares de brasileiros.


Na primeira foto, vemos Dilma Rousseff, posando sorridente com uma camiseta do Fluminense nas mãos. A foto foi tirada logo após ela ter sobrevoado a região serrana do Rio, devastada pelas chuvas. Pelo sorriso,  nem parece ter assistido a uma catástrofe gigantesca que vitimou mais de 600 pessoas e desalojou e feriu milhares.

Na foto seguinte, ela aparece comandando o início de sua primeira reunião ministerial que, conta-se, teve um início de muita cordialidade, sorrisos e alegria. Poderia ter começado dedicando um minuto de silêncio em favor das vítimas fatais que, aliás, 24 horas antes, ela houvera conhecido o cenário da tragédia.

Comento no post seguinte, assim como fizera em outros, que o único culpado pela desgraça ter assumido as proporções a que chegou, é do Poder Público. De ninguém mais. Seja pela falta de ação em medidas de prevenção, seja pela falta de preparo para situações desta natureza. E nem se venha alegar falta de projeto e de recursos.

O que impressiona, principalmente na primeira foto, é constatar que a presidente do país, havendo poucos minutos antes sobrevoado uma região destroçada pela chuvas e coberta de lama, com centenas de mortos que já se contavam naquele mesmo instante, pose feito garota propaganda, com sorriso bem estampado em seu rosto, para fazer publicidade gratuita para um time de futebol. Nem a atitude era adequada, tampouco o momento se prestava a uma cena repugnante desta natureza.

Da mesma forma, poderia ter autorizado que a foto oficial da reunião ministerial demonstrasse um mínimo de solidariedade para com as vítimas do Rio de Janeiro.

Somando-se isto com a sua não visita nem a São Paulo nem à Minas, começo a perceber em Dilma Rousseff totalmente vazia de sentimentos solidário, como ainda, um certo preconceito para com estados governados por partidos não alinhados à sua base política, muito embora tudo pertença ao mesmo país que ela preside.

Seria conveniente que alguém de sua equipe, mais ligado à sua imagem, ou mesmo algum porta-voz oficial, a orientasse melhor para que não cometesse atos de demonstração de pouco caso com as populações atingidas por calamidades naturais. Que ela seja “dura” com seus ministros e assessores quanto a obtenção de resultados na ação de governar, não apenas é admissível, mas necessário. Mas isto não impede de ser solidária, humana e respeitosa para com a população de um modo, em todos os estados e em TODAS as situações, principalmente, as mais aflitivas.

Lula, seu mentor e padrinho, se caracterizou por ser um eterno ausente. Dizem que seria uma exigência de sua esposa, para que ele não ligasse sua imagem a fatos negativos. Se foi uma exigência de sua esposa, ou orientação dos marqueteiros, nem vem ao caso, muito embora, ou um ou outro, merecem repúdio pelo mau conselho. Um presidente deve prestar solidariedade ao seu povo quando atingido pela dor e pela tragédia. Isto não se trata de favor algum, e sim uma obrigação que o cargo lhe impõem.

Dilma, porém, não está obrigada a seguir o mesmo figurino e até piorá-lo, como foi o caso de posar com a camiseta do Fluminense logo após visitar uma área devastada e coberta de lama, com centenas de mortos soterrados. Torço para que este tenha sido apenas um descuido e que fatos desta natureza, deploráveis sob qualquer ponto de vista, não se repitam. Se não pode se fazer presente e solidária, que ao menos tenha respeito pela dor de milhares de brasileiros.

Em tempo: Esta história de se liberar o FGTS até certo valor para as vítimas é o maior engodo que alguém pode fazer: primeiro, não se trata de favor algum do Poder Público, já que o dinheiro é dos trabalhadores, não pertence ao governo. No fundo está se dizendo que as vítimas atingidas pela catástrofe devem se virar com seu próprio dinheiro. Por que não aplicar uma moratória sobre os impostos e taxas que as pessoas residentes nestas áreas terão que pagar? Por exemplo, durante tantos meses – que poderão ser dois ou três - o governo não cobrará nem água, nem luz, nem telefone, tampouco IPTU ou qualquer outra taxa de serviço público. Aí sim, se poderia dizer que o governo fez alguma coisa em prol das vítimas. Agora, liberar o dinheiro que já pertence a eles, é cumprimentar com o chapéu alheio e jogar prá torcida.