Helio Fernandes, Tribuna da Imprensa
Acredito que 2016, a Olimpíada do Rio, tenha que se desenvolver o máximo possível para ser comparada com a do ano que vem na capital inglesa. A televisão mostra semanalmente um programa intitulado “Rumo a Londres”, admirável.
Paro tudo o que esteja fazendo para assistir a maravilha que está sendo organizada para essa competição. Que visão, que projetos e que organização. Pegaram uma parte de Londres inteiramente abandonada, transformaram na base da Olimpíada. E construída de tal forma, que servirá para o hoje (2012) e ficará para sempre, servindo à população.
O admirável é que todo e qualquer estádio, além de belíssimo, é confortável e desmontável. O que significa que não há nenhum exagero ou omissão. Tudo foi previsto para a assistência esperada e naturalmente aumentada. E o que poderá ser utilizado no dia a dia.
Foi esse espírito que dominou a vontade e a capacidade dos organizadores. Quer dizer: eles constroem um estádio ao mesmo tempo servindo ao futebol e ao atletismo, que serão utilizados depois da Olimpíada. O que for maior do que a necessidade do depois de 2012 não existirá mais. É o que os ingleses chamam de desmontável.
Poderíamos ter incorporado esse espírito, decisão e deliberação para a Copa do Mundo de 2014. Estamos construindo estádios para 60 e até 70 mil pessoas, em cidades que habitualmente não receberão mais de 12 ou 15 mil assistentes.
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PS – Não esquecer do Panamericano. Gastaram fortunas, não sobrou nada para a coletividade. Perdão, sobrou o Maria Lenk. Que Republica, ou melhor, que cesarmaia.