quarta-feira, abril 27, 2011

O sonho e a verdade do pacato cidadão!

Claudio Schamis, Opinião & Notícia

Era uma vez um pacato cidadão que não quer se identificar com medo de represálias, mas que acreditava em seus políticos.

Chamava-os de seus amigos. Um belo dia de muito sol ele teve uma visão que simplesmente o fez acordar e ver que ele não vivia no mundo encantado de Bob nem no mundo que seus políticos amigos prometeram. A realidade era outra, mais dura, mais real. Esse pacato cidadão então hoje faz análise quatro vezes por semana, e sonha ainda com a casa própria, com uma educação melhor para seus filhos e um atendimento digno nos hospitais da rede pública. E claro quer que a profecia de que o mundo vai acabar em 2012 não se realize, pois ele quer ver e não pagar para ver a promessa do governo de que em 2012 o salário mínimo será de R$ 616,34. E ele já avisou que não abre mão dos R$ 0,34.

E ele vai além e ainda faz planos de um dia viajar e encontrar os aeroportos funcionado como em países do primeiro mundo. E diz ainda acreditar na ministra Miriam Belchior que afirmou que o Brasil não passará vergonha com os aeroportos na Copa de 2014. Até lá podemos sofrer, ser notícia, mas tudo vai melhorar. E por isso reitera que não quer que o mundo acabe em 2012, pois ele quer ver isso também.

Disse este pacato cidadão numa conversa informal num bar – onde viu o senador boa praça Aécio Neves que o decepcionou um pouco quando soube que ele estava com a carteira de habilitação dele vencida e que tinha se recusado a fazer o teste do bafômetro mesmo depois de ter escutado seu discurso de mais de quatro horas no Senado que o havia deixado todo empolgado com suas ideias e força nas palavras –, que não entendeu o que Regis Fichtner, que é secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado do Rio de Janeiro pretendeu dizer em seu texto dizendo que o metrô é um máximo, e que o governo do estado decidiu solucionar os três principais problemas do metrô. Hummmmm, sei não. Acho que quem bebeu foi ele também. Será que Regis anda de metrô? Ou será que ele só anda no mesmo horário e nas mesmas condições em que o pessoal do Comitê Olímpico Internacional andou no dia em que eles estiveram por aqui para ver se nosso estado tinha condições de sediar uma olimpíada? Pois vamos combinar, quero ver o pessoal do COI e o Regis conseguir entrar num vagão às 8h na estação Central do Brasil. Aliás, queria ver o Regis andar de metrô como um cidadão qualquer para sentir na pele se realmente os problemas foram solucionados. Onde estão os trens novos? Nunca vi demorar tanto. É realmente muito legal levar o metrô até a Barra da Tijuca, legal mesmo, mas será que eles sabem que quanto mais estações forem abertas, mais passageiros teremos? Mas vale lembrar que em SP é outro caos.

E por falar em caos não estou entendendo essa briga agora entre Lula e FHC. Eles já foram amigos, viraram inimigos e agora estão brigando de novo? Briga de egos? Na idade deles? Por que eles não se juntam ou que façam em separado, mas façam alguma coisa pelo país. Coisa feia isso.

Assim como é feio e perigoso ver Lula retomando o comando de alianças do PT e ao lado de Zé Dirceu. Isso não está me cheirando bem. E nem é por causa do rompimento do reservatório em Niterói que lançou seis milhões de litros de esgoto em ruas arrastando carros, invadindo lojas e ferindo pessoas. Se pelo menos tivesse sido em Brasília, o cheiro ia ser já familiar. Não está me cheirando bem porque sabemos quem é Dirceu e do que ele é capaz. E o Lula…

Bem o Lula…O Lula é o cara que entre outras coisas criticou os critérios de fiscalização de obras do PAC feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e foi quem retirou, por veto presidencial, quatro obras da Petrobrás da lista com indícios de irregularidades graves. Foi de Lula a frase: “O Brasil está travado. Não é fácil governar com a poderosa máquina de fiscalização e a pequena máquina de execução que temos.” Mas o que Lula queria? Que tudo corresse solto? Se deixar solto acontece de termos R$ 17 bi sem controle na área de educação. Os repasses do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) a estados e municípios não têm órgão federal para acompanhar o uso das verbas federais. E aí…

E aí vem o governo e inclui no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) um dispositivo que eleva as exigências para a definição de irregularidades. Por que então já que fizeram a reforma ortográfica, não pegam o bonde e mudam por decreto a definição do que é uma irregularidade. Isso seria jogar mais limpo.

E em falar em limpeza e antes que meu detergente acabe, vamos atentar e tentar limpar a nova droga do mercado que está surgindo e dizem ser mais letal que o crack. Trata-se da oxi.

Vamos se ligar e olhar por nossas crianças. E eu me permito mais uma vez!

Salvem as baleias. Continue salvando a educação. Salve nossas crianças. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.