Carlos Newton, Tribuna da Imprensa
Por imposição do senador maranhense José Sarney, que é imortal, parece imortal e se comporta como imortal, colocaram o deputado maranhense Pedro Novais no Ministério do Turismo, mesmo depois dele ter usado verba da Câmara para pagar uma festa num motel (e isso aos 80 anos de idade), e agora reclamam que ele não sabe distribuir verbas, para dizer o mínimo.
O deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) informou que apresentará à Comissão de Turismo da Câmara requerimento de convocação do ministro Pedro Novais e do novo presidente da Embratur, Flávio Dino, que também é maranhense para que expliquem os critérios que levam à assinatura de convênios com estados e municípios.
A decisão foi tomada depois que Novais mandou R$ 20 milhões para construir uma avenida em São Luís do Maranhão, enquanto a soma de todos os outros 41 convênios novos do Ministério, no primeiro semestre, não chega a R$ 10 milhões.
“Não tenho nada contra o Maranhão, mas é preciso que os recursos do turismo sejam distribuídos de forma republicana. Já basta a péssima lição, no governo Lula, do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), que direcionava quase todo o dinheiro do Ministério da Integração Nacional para seu estado” – afirmou o parlamentar.
Também o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), disse que Novais deve explicações: “Ele precisa entender que é ministro do país, não ministro de um estado”.
Com todo o respeito, os deputados Otavio Leite e Rubens Bueno estão perdendo seu tempo. Não adianta convocar o ministro para dar explicações, simplesmente porque ele não tem nada para dizer. Manoel Novas é uma das maiores inutilidades federais. Jamais foi chamado para reunião no Planalto com a presidente Dilma Rousseff, que o despreza mas não o demite, porque quem manda no governo não deixa.
Foi nomeado ministro exclusivamente para agradar a Sarney, de quem é amigo desde a juventude. Manoel Novais é uma espécie de Justo Veríssimo, o célebre personagem de Chico Anysio, e quer mais é que o povo se exploda. Ah. Brasil!