quarta-feira, junho 08, 2011

No Brasil o espaço é para TODOS, não só para “alguns”.

Adelson Elias Vasconcellos

Existe na estrutura do Executivo Federal, uma tal Secretaria da Igualdade Racial. Reparem que o nome é de igualdade, ou deveria ser. Mas não é, não. O que ali se pratica é, de fato, uma política de desigualdade, em favor daquilo que eles dizem ser uma raça especial, a dos negros. Ora, já mostrei que cor de pele não é indicativo de raça coisa nenhuma. A raça que existe e com a qual todos nós nos identificamos é a raça humana. O resto são aspectos diferenciados de indivíduos, sejam por caracaterísticas físicas do tipo altura, peso, cor de pele, cor de olhos, cor de cabelos, e assim por diante. E há ainda um estudo que comprova que, mais de 90% do DNA dos negros brasileiros, tem procedência europeia, e não africana.

Pois bem, comentando sobre o absurdo inconstitucional criado por Sérgio Cabral, ao criar cotas ditas “raciais” em um concurso, eis a pérola proferida pela Secretaria que deveria defender a Igualdade Racial, mas que, no fundo, o que ela preconiza é um preconceito às avessas de um racialismo bestialógico e estúpido.

Na medida em que o senso demográfico mostra que existe uma maioria negra na sociedade, não podemos deixar que haja espaços reservados às pessoas brancas. A composição racial do País deve estar representada em todas as esferas.” (O grifo é meu).

O que esta senhora quis dizer com “não podemos deixar que haja espaços reservados às pessoas brancas”? Desde quando existem, na sociedade brasileira, espaços específicos reservados à brancos, negros ou índios, individualmente? Ou será que “brancos” agora devem ser discriminados apenas por serem brancos e também, segundo a leitura mentirosa feita pela Secretaria Luiza Helena, minoria no país? E onde está escrito que há “espaços reservados” para brancos, minha cara senhora?

Se a leitura da afirmação idiota feita pela Secretaria for feita com rigor, vai se ver ali aquilo que venho afirmando sobre a política em curso no país: estamos tentando criar um preconceito às avessas, tornando o discriminado de ontem em discriminador de hoje e do futuro.

Além disto, é mentira a leitura que a senhora Luiza Helena, a Secretaria da Desigualdade, faz sobre o censo do IBGE. O censo demográfico de 2010 apontou que são negros 6,3% dos brasileiros; se autodeclaram “pardos” 43,2% e brancos, 49,9%; os índios são 0,4%, e os amarelos, 0,5%.

Fica mais do que claro que, o que está em curso no Brasil, não tem nada a ver com igualdade racial. Está se praticando é uma verdadeira política racialista que tem por objetivo substituir um preconceito por outro. E a declaração imbecilóide da senhora Luiza Helena é a comprovação deste fato.

Uma sociedade que se deseja igual, é e será igual para todos, indistinta e independentemente da cor de sua pele, ou por qualquer outra característica diferencial. Há espaço para todos, e cada um constrói seu próprio espaço por seu trabalho e esforço, e não por conta de ser preto, branco, vermelho, amarelo ou cor de anil. E é justamente a isso que se chama de “igualdade racial”, e não a criação de cotas especiais para alguns, com “espaços reservados” para esta ou aquela categoria, uma espécie de reserva de mercado para uma casta privilegiada.