quinta-feira, junho 16, 2011

Se o Judiciário adota a prática do liberou geral, por que a Câmara não pode fazê-lo? E ela fez.

Adelson Elias Vasconcellos

Todos os piores pesadelos que o país tinha em relação às obras das Copas e Olimpíadas, começaram a acontecer. A Câmara de Deputados aprovou Medida Provisória em que as regras que delimitam a realização de obras pelo Poder Público, abriu-se ao compadrio, superfaturamento, desvios, corrupção dentre outras “virtudes” tão apreciadas pelos políticos charlatães e empreiteiras famintas pelo capilé federal.

Se, com todas as regras e acompanhamentos vigentes, a patifaria já corria solta, imaginem sem os “limites legais” a bagunça que não virar? 

Infelizmente, e mais uma vez, será o contribuinte brasileiro que arcará com a incompetência do governo petista em cumprir os compromissos assumidos pelo país. Serão cerca de 200 milhões de idiotas, feitos de palhaços, que encherão as arcas do tesouro de meio dúzia de vigaristas, que enriquecerão ilicitamente pelo liberou geral aprovado hoje. 

Lá atrás já se anunciava que, cedo ou tarde, este seria o caminho que o governo trilharia. E, infelizmente, constatamos que esta patifaria era um fato anunciado que agora se concretizou.

Além disto, fica claro pela decisão de hoje na Câmara de Deputados que, efetivamente, o Brasil não tinha competência nem capacidade e tampouco condições para bancar eventos do porte de uma Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. O excesso que agora será gasto será tirado da educação, saúde, saneamento, moradias, segurança e infraestrutura, que são carentes hoje, imaginem como não serão nos próximos dois a três anos.

Claro, a compensação não será o orgulho de sediar estes eventos internacionais: o bônus que os brasileiros otários terão, anualmente, será o devido reajuste do Bolsa Família, pelo índice da inflação passada...

Pelo que se vê, o governo petista se entregou à política inaugurada por Ademar de Barros e mais tarde consagrada em grande estilo por Paulo Maluf: do rouba mas faz. Mas com uma pequena variante personalizada: não faz para poder roubar e depois fazer para continuar roubando. Criatividade aos gigolôs da Nação, definitivamente, nunca falta.