Folha online
Com REUTERS
Analistas do mercado ouvidos pela agência Reuters reprovaram a iniciativa da presidente argentina Cristina Kirchner, que anunciou nesta segunda-feira a intervenção na petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol.
"Esta ação vai deter o investimento direto estrangeiro extremamente necessário para desenvolver os vastos recursos energéticos da Argentina", comentou Boris Segura, economista da Nomura Securities, em Nova York.
Opinião semelhante foi reforçada pelo economista Manuel Alvarado Ledesma, que qualificou a ação de "duro golpe" contra os investimentos no país.
"A expropriação prejudica a imagem institucional da Argentina e que as políticas econômicas do governo são dirigidas pelo oportunismo político", avaliou.
Ignacio Labaqui, analista local da consultoria americana Medley Global Advisors, ponderou que a decisão do governo foi tomada com base no declínio tanto da produção quanto das reservas, mas fez ressalvas.
"É difícil ver como a entrada das administrações nacional e provinciais [na gestão da YPF], que têm carência dos recursos necessários para fazer os investimentos necessários (...) vai melhorar a situação energética da Argentina".