A Tarde (Bahia)
MP e Tribunal de Justiça do estado da Bahia deixam mediação entre governo e professores na paralisação alegando que já participaram de três reuniões sem avanço
Foto: Lúcio Távora
Na tarde desta terça-feira, 17, o Ministério Público da Bahia divulgou uma nota onde anuncia que o MP e o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ) não vão permanecer na mediação entre o governo do estado e os professores em greve.
De acordo com a nota divulgada, os dois órgãos argumentam que a mediação foi realizada nas últimas três reuniões entre os membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) e o governo, mas as partes não conseguiram chegar a um consenso e por fim a greve que já dura 98 dias.
Ainda segundo a nota, o MP e o TJ acreditam que, atualmente, o dano causado ao calendário escolar já é considerado irreversível. De acordo com o Ministério da Educação, os alunos precisam cumprir 200 dias letivos, a greve já caminha para completar 100 dias, o que dificulta ainda mais o cumprimento do calendário.
"Não resta outra alternativa às referidas Instituições-Mediadoras senão considerar, nas atuais circunstâncias, concluídas as negociações, sem prejuízo da inevitável obediência aos demais desdobramentos legais", finalizou a nota.
De acordo com o presidente da APLB, Rui Oliveira, o sindicato protocolou na manhã de hoje um documento pedindo para que o MP não abandone a negociação. "Ainda não sabemos se o pedido vai ser acatado, vamos ser respondidos na tarde de hoje" afirma o presidente.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Decisão absurda tanto do MP quanto do Tribunal de Justiça. São funcionários públicos pagos com o dinheiro, portanto tem o dever de encontrarem solução e dar um basta ao prejuízo que está sendo imposto aos alunos. Não existe esta "tô de saco cheio e não brinco mais"!
Pergunto: quando se tratar de uma instituição ou outra, discutirem os próprios salários vão agir como? Também vão abandonar as negociações?
Esta greve na Bahia já esgotou todos os limites da razão. E o petista Jacques Wagner, governador do Estado, deve ter um pingo de memória para lembrar das inúmeras vezes em que, quando era oposição, incentivou as greves e até negociações estúpidas de aumento de salários. Que agora ponha um basta e pare de prejudicar os alunos que estão sendo vítimas desta queda de braço sem justificativa. Tome jeito, senhor governador!
Quanto ao Ministério Público e Tribunal de Justiça estadual, que tenham senso de seu dever e façam o trabalho que lhes cabe.
