quinta-feira, agosto 16, 2012

Brasil não consegue bater produtos chineses


Portal Terra


Nos estados que se baseiam na importação de commodities agrícolas e mineirais, o peso dos produtos asiáticos não é sentido com tanta intensidade. "O problema é que, no caso da indústria calçadista e da têxtil, o país enfrenta uma concorrência difícil de ser batida. A mão-de-obra chinesa é mais barata e ainda existem as diferenças tributárias", diz o economista e especialista em comércio internacional Vitor Galesso. Para o especialista, uma das possíveis saídas para os setores mais prejudicados é buscar mercados alternativos, como a África, e nichos do mercado nacional. "É preciso encontrar rotas de fuga para onde se tenha competitividade", afirma.

Entre as maiores incertezas dos exportadores, o câmbio ainda não foi responsável por mudanças na situação dos setores de tecidos e calçados. Galesso afirma ser difícil fazer previsões, mas garante que o posicionamento do governo deve manter o dólar estável pelo menos até o final do ano. "Seguindo o panorama do governo de intervenções parciais no mercado, a moeda não deve passar de R$ 1,90, nem estourar R$ 2,10", diz. Por enquanto, além da redução de custos, os dois setores apostam também no apoio do governo, que pode criar medidas de proteção comercial.