domingo, agosto 26, 2012

Capriles supera levemente Chávez em pesquisa eleitoral na Venezuela


O Globo

A diferença de 1,8 ponto está dentro da margem de erro da pesquisa da Consultores 21

O candidato opositor Henrique Capriles superou pela primeira vez o presidente Hugo Chávez na pesquisa de intenção de voto para as eleições de outubro na Venezuela, apontou a instituição da oposição Consultores 21, cujos resultados contrariam a maioria das sondagens que dão vantagem ao líder venezuelano. 

Foto: AP

Segundo a sondagem, a intenção de voto a favor de Capriles em agosto ficou em 47,7%, enquanto Chávez caiu para 45,9%. Na pesquisa de junho, o presidente liderava com 3,4 pontos percentuais de vantagem. O número de indecisos é de 6,4%, abaixo de outras empresas de sondagem.


***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
O Brasil deve olhar para as próximas eleições presidenciais na Venezuela com muito cuidado. Há duas questões que podem colocar o continente num redemoinho de movimentos terroristas muito preocupantes. 

Se Capriles vencer Chavez, conforme apantam atualmente as pesquisas,  as duas questões que se abrem são:

1º) Se o candidato da oposição vencer o pleito, Hugo Chavez permitirá que ele assuma a presidência, transmitindo-lhe o cargo de forma pacífica e democrática?

2º) Se empossado, Capriles conseguirá governar o país sem que Chavez procure sabotar o seu governo durante todo o mandato?

Durante os anos em que Chavez governa a Venezuela, de forma ditatorial,  ele simplesmente destruiu as instituições daquele país. Os outros dois poderes, Judiciário e Legislativo, praticamente se tornaram ecos retumbantes da vontade do ditador. E é partir deste dado que um provável governo de Capriles corre perigo e deverá atentar para recuperar a independência destes dois poderes, sem ferir a estabilidade política da Venezuela.

Além disso, Chavez usou recursos públicos a perder de vista na cooptação de aliados no continente que poderão se aliar a ele numa tentativa de sabotar um governo de oposição. E a consequência disto será uma instabilidade política que poderá se espalhar pelo continente latino-americano.

Portanto, o Brasil deve, desde já, fazer uma opção: defender o estado democrático que a Venezuela volte a conquistar a partir da derrota de Chavez em favor, sempre,  do povo daquele país. Não podemos é estender a mão para Chavez acompanhando  sua estupidez. Nunca o ditado do rei morto, rei posto, será tão atual. 

Ainda assim, não creio que Chavez perderá a oportunidade de aplicar golpes e fr5audes eleitorais na tentativa desesperada de se manter no poder.