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Com Agência Estado
Proposta é que a prova tenha adesão voluntária e finalidade pedagógica
(Agência Brasil)
Luiz Cláudio Costa, presidente do Inep,
quer prova para avaliar o 1º ano do ensino médio
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, propôs nesta quarta-feira a aplicação de um Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao fim do primeiro ano do ensino médio. A ideia é que a prova seja apenas uma balizadora de políticas educacionais e que sua nota não seja levada em conta na hora do ingresso de estudantes na universidade. A proposta foi feita no encerramento do seminário Acesso ao Ensino Superior no Brasil e nos EUA: Enem e o SAT, em Brasília.
"É um Enem que não vale nota para entrar na universidade, mas a escola recebe informações sobre o desempenho dos estudantes e com isso pode conduzir melhorias", disse Costa. O presidente do Inep afirmou, no entanto, que trata-se apenas de uma ideia e que o assunto será discutido dentro do Ministério da Educação (MEC). "É um debate acadêmico que precisa ser feito."
O "Enem light" seguiria o mesmo formato do tradicional, mas teria apenas fins pedagógicos, com adesão voluntária. Serviria, segundo Costa, como um raio-x do início do ensino médio, quando se registram as maiores taxas de reprovação. "Pode ser um exame importante para termos um diagnóstico já no primeiro ano. Temos de ver do ponto de vista orçamentário as nossas possibilidades, mas isso será debatido, sim", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. "O Enem é a grande motivação no ensino médio."
A proposta de ampliação do exame foi feita um dia após o ministro afirmar que o governo quer mudar a fórmula de cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio, trocando a Prova Brasil pelo Enem. Para Mercadante, o Enem é um termômetro mais adequado.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Santo Deus, onde este pessoal pensa que está? Acaso somos todos estúpidos? Só pode estar de brincadeira este cidadão!!!
Ora, se o INEP/MEC quer um verdadeiro raio-X sobre a qualidade do ensino, mesmo que não considere a nota para o ingresso na universidade - o exame teria apenas efeito "pedagógico" - como se pode avaliar qualquer coisa se o tal exame não apanhar o universo integral de alunos? Que serventia teria um exame feito apenas com quem “tiver vontade” em fazê-lo? Ou todos são submetidos a mesma prova avaliativa, e ai sim teríamos um verdadeiro raio-X, ou é preferível não fazer nada. Fazer apenas por “brincadeirinha”, é pura perda de tempo. Empulhação legítima!
