Comentando a Notícia
Portos, aeroportos, rodovias e avenidas centrais das grandes cidades transformadas em um martírio infernal, universidades e escolas técnicas paralisadas há mais de dois meses afetando e prejudicando a vida profissional de milhares de estudantes, distribuição de medicamentos totalmente afetadas, fábricas suspendendo linhas de produção pela não liberação de componentes importados trancafiados nos portos do país, passaportes suspensos, viagens de férias comprometidas,: esta, senhores, é apenas uma pequena amostra do que o petismo acumpliciado com o sindicalismo pelego e irresponsável, transformaram e transtornaram a vida de milhões de brasileiros. Ninguém escapa à sanha estúpida desta tropa de vagabundos.
Não é segredo para ninguém o quanto sou contra as greves do funcionalismo público. E por uma razão bem concreta: quem fica prejudicado é justamente a parte mais frágil da sociedade, e também aquela que não tem o poder de decidir pôr um fim nas discussões e conflitos.
Os servidores públicos, federais principalmente, se constituíram na categoria de trabalhadores (?) brasileiros mais beneficiados pela irresponsabilidade fiscal do governo Lula, principalmente em seu segundo mandato. Ficaram mal acostumados. Os três primeiros anos do mandato de Dilma Rousseff foram sacrificados pelas negociações parceladas de aumentos prá lá de generosos, fora da realidade de mercado e das condições da economia do país.
Gasta-se uma fortuna imensa com pessoal, o que acaba afetando os urgentes investimentos em educação, saúde, segurança, saneamento, e infraestrutura. Esta malta que assaltou os cofres do Tesouro, cujos ingressos provêm do sacrifício de milhões de trabalhadores que são assaltados diariamente em impostos extorsivos e aviltantes, consideram-se donos desta imensa riqueza. É um absurdo que milhões sejam explorados por alguns milhares de bem aventurados.
Quem paga os prejuízos que esta malta ensandecida por amealhar mais imoralidade em forma de benefícios irreais? Os sindicatos, este verdadeiros gigolôs de trabalhadores?
Infelizmente, o projeto de bagunçar a vida do país com paralisações irresponsáveis fugiu ao controle. O correto seria que as greves de qualquer categoria de servidor público, em todos os níveis, fossem terminantemente proibidas. Quem desobedecer, demissão sumária. O castigo merecido não se justifica apenas pelos prejuízos que são causados ao país. Mas porque esta gente não merece sequer os altos salários que já recebem, quanto mais pleitearem aumentos destes mesmos salários. Os serviços públicos são uma tragédia. Raramente, o cidadão ao dirigir-se a qualquer repartição, consegue ser atendido de modo civilizado, com respeito e educação. Parece que ao fazê-lo, ao dirigir-se a qualquer funcionário em busca de uma simples informação, está se cometendo uma ofensa ao servidor que entende não ter obrigação de retribuir à sociedade o salário que ela lhe paga.
Portanto, todos estes movimentos de greve são injustificáveis na origem, na causa, e até no mérito. No dia em que os serviços públicos se tornarem minimamente decentes, dignos, fazendo jus aos salários, quem sabe estes servidores possam pleitear coisa melhor. Porque, no fundo, pelo pouco ou nada que devolvem, eles já nos devem muito mais do que nós a eles. Que primeiro cumpram com a sua obrigação que é servir à sociedade, para depois reivindicar qualquer outra coisa.
Não basta o custo desta tropa já ser um assalto que obriga que educação e saúde vivam à míngua em recursos. Com suas greves imerecidas, ainda se julgam no direito de roubar a paz dos cidadãos que os sustentam.
Não é a toa que a miséria e a pobreza campeiam pelo país de norte a sul. E a razão está na indecência de uma elite que se julga no direito de abocanhar de maneira imoral a riqueza que deveria ser repartida entre todos. Esta classe privilegiada, com sua miséria moral, contribui diretamente para a miséria de vida do resto do país. E tudo alimentado por um partido que se julga dono do país, e que abusa do direito de comprar as consciências dos sindicatos que se tornaram franjas da policalha degradante que asfixia o país.
Assim, pedir que esta tropa tenha juízo, vergonha na cara, responsabilidade e respeito para com o país, creio ser inútil. Não se pode exigir de alguém aquilo que este alguém nunca teve.
O único lugar onde o salário vem antes do trabalho é no dicionário. Mas no dicionário desta gente, a única palavra que não foi incluída é trabalho.
O único lugar onde o salário vem antes do trabalho é no dicionário. Mas no dicionário desta gente, a única palavra que não foi incluída é trabalho.
Torcendo para o inimigo -
O grande feito, dentre muitos, das comunicações avançadas pela alta tecnologia, é permitir a informação em tempo real. Graças a isso, o cidadão não fica refém da opinião de certas autoridades, tampouco é obrigado a engolir certas imbecilidades completamente distorcidas.
A Olimpíada de Londres entra na casa de todos os brasileiros praticamente em todas as participações de atletas brasileiros. Assim, podemos ter juízo de valor sobre a qualidade, ou falta dela, da delegação que enviamos. São mais de 250 atletas, fora as comissões técnicas. Investimento alto na preparação final (a inicial simplesmente não existe no Brasil).
Rigorosamente, não podemos, como torcedores, estar satisfeitos com a performance de alguns “ídolos”, tampouco com o resultado que o país tem obtido. Dada a população e o território abençoado que a abriga, sem dúvida que o país poderia produzir mais e melhor.
Em Londres, quase é unanimidade a sensação de que o país piorou em relação aos Jogos de Pequim. Porém, acho que apenas o ministro Aldo Rebelo, dos Esportes, deve estar satisfeito. Afirmou como positiva a nossa participação. Ou o ministro não entende absolutamente nada de esportes, daí a razão de sua completa desinformação, ou é totalmente burro e não lê nem acompanha os jogos.
A única razão para Rebelo achar positiva a participação brasileira, é sob a ótica dos adversários: eles devem estar achando ótimo a performance dos nossos atletas, já que lhes permite acumular medalhas e mais medalhas.
Ministro Rebelo, faça um favor a si mesmo: tenha um pouco mais de senso de realidade,. Ninguém é cego nem burro. Com o potencial e condições de que o Brasil desfruta, ficar acima do 20º lugar é vergonhoso, completo atestado de incompetência.