terça-feira, agosto 21, 2012

Governo chama grevistas de chantagistas


247
Com Agência Brasil

"O que não pode é o governo, em face de propostas descabidas, ser chantageado e submetido a uma posição de prostração", disse o advogado-geral da união, Luís Inácio Adams; segundo ele, contudo, não há radicalização contra os grevistas

Foto: Edição/247 

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse nesta sexta-feira que algumas categorias do funcionalismo público em greve pretendem "chantagear" o governo com propostas inviáveis, dado o atual cenário econômico. Segundo Adams, presidente Dilma Rousseff respeita o direito de greve, mas não vai tolerar abusos. "O que não pode é o governo, em face de propostas descabidas, ser chantageado e submetido a uma posição de prostração", disse.

Adams negou que haja radicalização do governo contra os grevistas. Segundo ele, o que o governo busca é garantir a prestação de direitos essenciais aos cidadãos. Na avaliação do advogado-geral, algumas propostas de reajuste apresentadas pelos servidores em greves são "absurdas". Adams disse ainda que corte de ponto "não é punição" mas, sim, "cumprimento da lei".

"A lei determina desconto, estabelece limites à atuação de greve, exige que a sociedade não seja desrespeitada garantindo os serviços essenciais. Queremos é garantir os serviços à sociedade e que as pessoas não sofram abusos ou sejam submetidas a situação vexatória para pressionar o governo a conceder propostas que são, muitas delas, absurdas", disse Adams, após participar de cerimônia na Advocacia-Geral da União (AGU).

Adams classificou como "excesso" a operação-padrão feita por policiais federais e policiais rodoviários federais e disse que houve "abuso de poder". A pedido da AGU, o Superior Tribunal de Justiça considerou a operação-padrão ilegal.

Segundo ele, se ocorrer abuso de poder em outras áreas do funcionalismo em greve, o governo poderá adotar medida semelhante à tomada pela AGU em relação às polícias. "Os ministérios têm adotado o Decreto 7.777 com procedimentos de simplificação, de forma a permitir que o fluxo [dos serviços públicos] não seja afetado.

Se as medidas adotadas não se mostrarem suficientes e a prática se mostrar abusiva, vamos tomar a mesma atitude", disse Adams. O Decreto 7.777, de 24 de julho, autoriza a substituição de servidores paralisados por funcionários estaduais e municipais para garantir a normalidade dos serviços públicos.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Uma no cravo outra na ferradura. Primeiro, chama os grevistas de chantagistas para, em seguida, emendar de que não está havendo radicalismo. Como não, meu chapa? Será que o senhor Luiz Adams não lê jornal, ou não assisti noticiário algum? O que ele acha que a população está passando? E todo este tormento não será justamente por conta do radicalismo do governo em se negar a sentar para negociar? Tem categoria parada há três meses, e somente a partir de sessenta dias é que o governo resolveu agir e negociar, primeiro negando a possibilidade de conceder qualquer reajuste, depois, aumentando a conta gotas os índices mas sempre de maneira autoritária, sem se preocupar que os prejuízos que as greves estivessem causando para a sociedade. 

Desde o princípios estamos criticando o governo Dilma pela forma pouco hábil com que vem tratando estes movimentos de greve. Está faltando jogo de cintura para se chegar a um acordo amigável e que não prejudique nem o equilíbrio das contas públicas, tampouco infernize o dia a dia da população.