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Quando dirigia a pasta da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmava que incentivo fiscal baratearia o iPad nacional; ministério agora detalha as razões porque isso ainda não aconteceu
(Matthew Lloyd/Getty Images)
Benefício tributário reduz o custo
de fabricação do tablet em cerca de 30%
Ministério do governo petista surpreende ao creditar à "mão invisível" do mercado a possibilidade de os iPads ficarem mais baratos no país
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) forneceu nesta sexta-feira novas justificativas para o fato de a Apple vender o iPad nacional pelo mesmo valor do importado, apesar de haver isenções fiscais no Brasil que permitem reduzir o custo de fabricação em cerca de 30%. Em comunicado oficial enviado ao site de VEJA, o órgão detalha a política de incentivo fiscal do governo que acaba por desmentir a promessa do ex-dirigente da pasta, o ministro Aloizio Mercadante, de que, graças ao benefício, o tablet ficaria até 40% mais barato dentro de poucos meses. O documento do MCTI explicita que a intenção do Planalto de desenvolver a indústria especializada nesses tipos de gadgets, a abertura de espaço para o setor de softwares e o apoio à pesquisa no país. Preços mais baixos, se vierem, serão decorrentes da competição no segmento, completa a pasta.
Ao ser questionado pela reportagem se um preço mais baixo não seria contrapartida para o incentivo fiscal, a assessoria de comunicação do ministério limitou-se a afirmar que a empresa não é obrigada a repassar aos consumidores tais descontos nos impostos.
Agora, em nota, o MCTI afirma que a política de incentivo é uma aposta do governo na possibilidade de o Brasil tornar-se um centro de desenvolvimento de softwares destinados asmartphones e tablets. "A geração de software é uma atividade que emprega recursos humanos qualificados e em quantidades expressivas, e assim deve permanecer no horizonte visível", diz o documento.
O ministério destaca ainda que o iPad, assim como outros tablets, representa uma nova plataforma de acesso a informações em rede que tende a ter grande impacto como meio de difusão de conteúdo.
O órgão também ressalta a contribuição da taiwanesa Foxconn para a inovação no país. De acordo com o ministério, a empresa que produz o tablet da Apple desde abril em Jundiaí (SP) tem de investir 4% de seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento para receber o benefício. Outras empresas contempladas precisam fazer investimento semelhante.
Concorrência – Quanto aos preços, o ministério aposta num barateamento via concorrência. Trinta e seis empresas, segundo o MCTI, já solicitaram incentivos para a produção de tablets no Brasil, das quais dezessete tiveram seus projetos avaliados e aprovados.
A concorrência no mercado brasileiro deve, portanto, aumentar e fazer com que os preços naturalmente caiam, diz o ministério. "Os principais fabricantes (Apple-Foxconn, Samsung, Positivo, Semp-Toshiba e outros) estão no país – fato que favorece a concorrência entre eles e a consequente queda dos preços", argumenta.
Em resumo, o ministério do governo petista surpreende ao creditar à "mão invisível" do mercado a possibilidade de os iPads ficarem mais baratos no país.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Jamais se espere de um petista que assuma responsabilidade direta pelos seus próprios erros. Consideram-se inatacáveis e infalíveis.
Desde que pronunciou aquela promessa, Mercadante jamais parou para pensar no seu besteirol. Fossem pelos preços baixos prometidos ou pelos milhares de empregos que seriam gerados ou até pelos bilhões de dólares que seriam, tudo não passou de pura demagogia e papo furado.
E o incrível é que ainda tem gente que cai na lábia destes cretinos!!!!
