quarta-feira, setembro 19, 2012

Dilma reconhece necessidade de mais recursos para cultura. E por que só agora?


Exame.com
Alex Rodrigues, da Agência Brasil

De acordo com a presidente, o acesso da população aos bens e produtos culturais é uma das questões mais importantes para seu governo

©AFP/Archivo / Pedro Ladeira
A presidente Dilma Rousseff discursa: 
segundo ela, serão destinados em 2013, quase R$ 3 bilhões para o Ministério da Cultura

Brasília – A presidente Dilma Rousseff reconheceu hoje (13) a necessidade de que mais recursos sejam destinados à cultura, mas defendeu também que as ações artísticas e culturais executadas com dinheiro público sejam otimizadas a fim beneficiar toda a população.

 “Certamente, todos os militantes e gestores da área cultural querem mais [dinheiro]. Não tenho dúvidas de que a cultura merece mais e temos feito muito para atender ao desejo da área cultural, mas tenho consciência que temos que procurar ampliar não só os recursos, mas, fundamentalmente, as atividades que fazem com que a aplicação desses recursos se voltem tanto para os que trabalham na área, quanto para toda a população”, disse Dilma.

Segundo ela, essa dinâmica será facilitada com a criação do Sistema Nacional de Cultura, aprovado ontem (12), no Senado.

De acordo com a presidente, o acesso da população aos bens e produtos culturais é uma das questões mais importantes para seu governo. “É impressionante que muitos brasileiros e brasileiras jamais tenham chegado a um cinema, a um teatro, jamais tenham usufruído das mais diversas atividades culturais. Julgamos que a democratização do acesso à cultura é uma das coisas mais importantes para agregar à questão civilizatória”, declarou a presidente durante a cerimônia em que a ministra Ana de Hollanda transmitiu o cargo a Marta Suplicy.

Dilma agradeceu a colaboração de Ana de Hollanda, que estava no cargo desde janeiro de 2011, e disse que a ex-ministra sofreu “pressões injustas e excessivas”. Dilma ainda classificou as “experiências” dos ex-ministros Gilberto Gil, Juca Ferreira e Ana de Hollanda como “importantes”. E disse estar convencida de que Marta fará uma boa gestão.

“Pela sua experiência, mas, sobretudo, pela sua força, pelos seus compromissos e pelo seu olhar não preconceituoso e capaz de acolher diferentes manifestações, a ministra Marta tem condições plenas de levar adiante a tarefa de transformar, cada vez mais, a cultura em uma prioridade central do meu governo”, avaliou Dilma.

Segundo ela, a proposta orçamentária já aprovada pelo Ministério do Planejamento prevê que sejam destinados ao Ministério da Cultura, em 2013, quase R$ 3 bilhões, mais R$ 2 bilhões a serem captados por meio das leis de incentivo fiscal. Se a proposta for aprovada pelo Congresso Nacional, será o maior orçamento da história da pasta.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Enquanto esteve à frente da pasta da Cultura, Ana de Hollanda reclamou o tempo todo da falta de verbas, sem as quais não conseguiria tocar projetos. A soberana imperial sequer lhe deu atenção.

Porém, para pagar o pedágio de conceder um ministério à Marta Suplicy em troca de seu apoio à Fernando Haddad, a soberana “descobriu” que o ministério precisava de mais verbas e, ato contínuo à nomeação, eis o Ministério da Cultura (Eleitoral) recebendo um aporte maior.

 Sinceramente, não sei a quem a soberana imperial pretende enganar com suas “estratégias de governo” misturadas com interesses eleitoreiros – partidários!