domingo, setembro 30, 2012

Goldman Sachs corta para neutra recomendação do BB


Brasil Econômico   

Reduções nas taxas dos cartões devem ter um impacto entre 5% a 10% 
no lucro bancos brasileiros, de acordo com os cálculos do Goldman Sachs

Papéis da instituição financeira aparecem entre as maiores perdas do Ibovespa nesta sexta-feira (28/9), com queda de 4,77%, para R$ 24,57.

O Goldman Sachs alterou sua recomendação para as ações ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) de compra para neutra.

O preço-alvo em 12 meses é de R$ 28,70, o que corresponde a um potencial de valorização de 11,2%, em relação ao fechamento desta quinta-feira (27/9).

Nos últimos três meses, as ações do banco acumulam valorização de 38%, frente a um ganho acumulado de 12% do Ibovespa.

Esse forte movimento decorre das expectativas de que o Banco do Brasil está pronto para enfrentar as novas regras do Basileia III, principalmente após o aporte de R$ 8,1 bilhões da União.

"Continuamos cautelosos com as ações dos bancos brasileiros no curto prazo, já que vemos catalisadores limitados que poderiam gerar um bom desempenho para os papéis", diz a equipe de pesquisa da instituição financeira.

Com a redução da taxa básica de juros, e a consequente queda dos spreads - diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados do consumidor final -, principalmente no segmento de cartões de crédito, as margens dos bancos brasileiros devem sofrer pressões de baixa nos próximos trimestres.
Os ganhos de eficiência, que poderiam compensar parte das perdas, devem aparecer com mais força apenas em 2013, pondera a equipe do Goldman.

"Enquanto estamos mais confiantes com 2013, quando esperamos melhor qualidade dos ativos e maior nível de eficiência para compensar as pressões na margem, os lucros no curto prazo provavelmente serão fracos".