Comentando a Notícia
O governo Dilma além de anunciar um novo plano automotivo, visando atrais mais indústrias e montadoras de veículos, anunciou nesta semana a manutenção da redução do IPI para automóveis até o final do ano. O objetivo é tentar incrementar o crescimento econômico que, apesar de tantos pacotes, parece não surtir efeito. Continua fraco e pífio.
Tal política se fosse acompanhada de um programa de restauração e manutenção de rodovias, além de obras viárias nos grandes centros urbanos e investimentos maciços em transporte público, até se justificaria. Haveria algum planejamento nesta política. Contudo, não é o que se vê. O tal plano automotivo e o incentivo para vendas crescentes de veículos é só uma medida reativa ao fraco crescimento econômico. Mais parece uma improvisação do que propriamente fruto de um planejamento harmonioso.
As grandes e médias cidades já vivem um sufoco enorme pelo aumento indiscriminado da frota de veículos. Não dão conta para o tráfego intenso. Como as obras viárias e os investimentos em transporte público são raridades, é fácil entender – e se irritar – com os congestionamentos e gargalos.
Como grande maioria não trafega nas rodovias, poucos se apercebem dos perigos que aguardam os motoristas mais desavisados em cada curva das rodovias brasileiras. E é nelas que se nota o estado de abandono a que foi jogado o país. Como ao final enfatizamos, não há desculpas para tamanho descaso. As arrecadações de impostos batem recordes sucessivos, ano após ano, e nem assim se observa um mínimo de interesse de parte do Poder Público em justificar os mais de cinco meses de salários que cada trabalhador lhe entrega para ser devolvido em forma de serviços públicos básicos com um mínimo de decência.
As fotos a seguir são a prova inconteste de que os dez anos de PT na presidência só satisfizeram aos privilegiados do poder. Em matéria de capacidade gerencial trata-se de um governo falido e irresponsável. O país vive um estado pior, a cada ano, em matéria de degradação em sua infraestrutura. Verdadeira calamidade. E não é apenas a economia que sofre e padece pelo alto custo de transporte de suas riquezas em estradas que são verdadeiros do inferno e da morte. São milhares de mortos e feridos suja estatística só aumenta, sem que isto provoque de parte do governo um mínimo de esforço no sentido de restaurar e manter as rodovias em condições trafegáveis. O resultado é o veremos nesta reportagem da Exame.com, texto de Marco Prates, que traçou em fotos, um Raio-X doloroso, incontestável.
E a elite estatal, com seus 10 mil, 20 mil, ou até 30 miol de salários mensais, fora as vantagens e privilégios, muitos dos quais imorais, ainda acha que ganha pouco, que pode ficar semanas de braços cruzados em greve para aumentar ainda mais sua exploração. Dado a coisa nenhuma que devolve à sociedade que a sustenta, deveria era devolver aos cofres públicos o produto do assalto, da apropriação indébita.
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Buracos, deslizamentos e asfalto que quase não existe – confira o ponto mais crítico das rodovias de cada estado do país
Os piores pontos
São Paulo – Quase metade das rodovias brasileiras apresenta problemas de pavimentação e dois em cada três quilômetros sofre com sinalização insuficiente. Os dados são da Confederação Nacional dos Transportes, que divulgou a Pesquisa de Rodovias 2012, o mais completo levantamento das estradas do país.
Dos 95 mil quilômetros analisados em campo pela CNT, o maior perigo são os chamados pontos críticos, que concentram em apenas um local grande dificuldade para os motoristas. A foto ao lado é de um deles, na BR-476 no Paraná.
Nas velocidades mais elevadas comuns às estradas, grandes buracos, deslizamentos e placas no meio da pista podem ser uma surpresa mortal.
Clique nas fotos para conferir um ponto crítico presente em cada estado. Em todo o Brasil, são 221 deles, segundo a CNT.
E confira também como está a malha viária das unidades da federação. As desigualdades são gritantes: Amazonas não tem nenhum quilômetro considerado bom ou ótimo, enquanto São Paulo tem quase 80% da suas rodovias classificadas assim.
Acre
Foto do ponto crítico: BR-364
Classificação das rodovias
Péssimo – 38%
Ruim - 34,1%
Regular – 27,1%
Bom – 0,9%
Ótimo - nada
Amapá
Foto do ponto crítico: BR-210
Classificação das rodovias
Péssimo - 11,9%
Ruim - 26,6%
Regular - 42,3%
Bom - 19,2%
Ótimo – nada
Amazonas
Foto do ponto crítico: BR-174
Classificação das rodovias
Péssimo - 22,5%
Ruim - 47,1%
Regular - 30,4%
Bom – nada
Ótimo - nada
Bahia
Foto do ponto crítico: BR-135
Classificação das rodovias
Péssimo - 9,9%
Ruim - 20,4%
Regular - 39,4%
Bom - 25,4%
Ótimo - 4,9%
Ceará
Foto do ponto crítico: BR-222
Classificação das rodovias
Péssimo - 8,3%
Ruim - 23,9%
Regular - 38,2%
Bom - 24,7%
Ótimo - 4,9%
Distrito Federal
Foto: BR-010 / DF-345
(CNT não divulgou foto de um ponto crítico no DF. A via ao lado apresenta problemas de sinalização)
Classificação das rodovias
Péssimo - nada
Ruim - 11,6%
Regular - 38,4%
Bom - 50%
Ótimo - nada
Espírito Santo
Foto do ponto crítico: ES-264
Classificação das rodovias
Péssimo - 3,2%
Ruim - 22,9%
Regular - 45,1%
Bom - 24,4%
Ótimo - 4,5%
Goiás
Foto do ponto crítico: GO-139
Classificação das rodovias
Péssimo - 12,8%
Ruim - 19,7%
Regular - 32, 4%
Bom - 33,3%
Ótimo - 1,8%
Maranhão
Foto do ponto crítico: BR-010
Classificação das rodovias
Péssimo - 19,4%
Ruim - 23,4%
Regular - 41,4%
Bom - 15,4%
Ótimo - 0,4%
Mato Grosso
Foto do ponto crítico: BR-163
Classificação das rodovias
Péssimo - 14%
Ruim - 31,5%
Regular - 38,6%
Bom - 15,9%
Ótimo - nada
Mato Grosso do Sul
Foto do ponto crítico: BR-262
Classificação das rodovias
Péssimo - 1,8%
Ruim - 15,7%
Regular - 45,2%
Bom - 29,5%
Ótimo - 7,8%
Minas Gerais
Foto do ponto crítico: BR-120
Classificação das rodovias
Péssimo - 7,6%
Ruim - 22,9%
Regular - 36,6%
Bom - 27,8%
Ótimo - 5,1%
Pará
Foto do ponto crítico: BR-158
Classificação das rodovias
Péssimo - 17%
Ruim - 36,9%
Regular - 34,7%
Bom - 10,6%
Ótimo - 0,8%
Paraíba
Foto: BR-110 / PB-250
(CNT não divulgou foto de um ponto crítico na Paraíba. A via ao lado apresenta (grandes) problemas no pavimento)
Classificação das rodovias
Péssimo - 6%
Ruim - 23,7%
Regular - 30,8%
Bom - 32,4%
Ótimo - 7,1%
Paraná
Foto do ponto crítico: BR-153
Classificação das rodovias
Péssimo - 6,4%
Ruim - 16,5%
Regular - 29,3%
Bom - 29,8%
Ótimo - 18%
Pernambuco
Foto do ponto crítico: PE-360
Classificação das rodovias
Péssimo – 10,7%
Ruim - 23,2%
Regular - 36,8%
Bom - 27,5%
Ótimo - 1,8%
Piauí
Foto do ponto crítico: BR-324 / PI140
Classificação das rodovias
Péssimo - 7%
Ruim - 18,3%
Regular - 41,7%
Bom - 29%
Ótimo - 4,1%
Rio de Janeiro
Foto do ponto crítico: BR-040
Classificação das rodovias
Péssimo - 2,1%
Ruim - 11,8%
Regular - 25,6%
Bom - 40%
Ótimo - 20,6%
Rio Grande do Norte
Foto: RN-023
(CNT não divulgou foto de um ponto crítico no Rio Grande do Norte. A via ao lado apresenta problemas no pavimento)
Classificação das rodovias
Péssimo - 9,2%
Ruim - 15,3%
Regular - 28,7%
Bom - 37,9%
Ótimo - 9%
Rio Grande do Sul
Foto do ponto crítico: RS-122
Classificação das rodovias
Péssimo – 2,4%
Ruim - 7,2%
Regular - 31,8%
Bom - 47,7%
Ótimo - 11%
Rondônia
Foto do ponto crítico: BR-429
Classificação das rodovias
Péssimo - 7,8%
Ruim - 47,35%
Regular - 35,2%
Bom - 9,6%
Ótimo - nada
Roraima
Foto do ponto crítico: BR-174
Classificação das rodovias
Péssimo - 25,3%
Ruim - 45,4%
Regular - 22,9%
Bom - 6,4%
Ótimo - nada
Santa Catarina
Foto do ponto crítico: SC-303
Classificação das rodovias
Péssimo - 13%
Ruim - 18,7%
Regular - 28,1%
Bom - 30,1%
Ótimo - 10%
São Paulo
Foto do ponto crítico: BR-373 / SP 250
Classificação das rodovias
Péssimo - 3,6%
Ruim - 6,9%
Regular - 10,38%
Bom - 28%
Ótimo - 49,9%
Sergipe
Foto do ponto crítico: SE-210
(CNT não divulgou foto de um ponto crítico de Sergipe. A via ao lado apresenta problemas de geometria - perfil da via, condições das curvas e acostamentos, etc)
Classificação das rodovias
Péssimo - 13,8%
Ruim - 27,1%
Regular - 25%
Bom - 34,1%
Ótimo - 1,5%
Tocantins
Foto do ponto crítico: TO-040
Classificação das rodovias
Péssimo - 15,5%
Ruim - 32,1%
Regular - 41, 8%
Bom - 8,8%
Ótimo - 1,9%
Na foto acima, há um detalhe lateral que chama a atenção: as cruzes em homenagem aos que ali morreram. Não são detalhes isolados na grande maioria das rodovias nacionais. O estado lastimável em que se que encontram, fica claro o elevado índice de acidentes fatais que vitimam, por ano, cerca de 40 mil brasileiros.
Há um único culpado por esta elevada e lamentável estatística: o Poder Público, que não consegue dar eficiência aos investimentos básicos capazes de tornar a vida de todos os brasileiros menos penosa. E este é apenas um dos lados a deixar patente que o país segue desgovernado, dirigido por governantes acéfalos aos nossos problemas maiores e mais urgentes.
Definitivamente, não há competitividade que suporte uma infraestrutura tão precária, tão pobre, tão defasada.
Isto só serve para corroborar uma afirmação que, poderia parecer óbvia, mas que no Brasil ainda é um tabu a ser quebrado: a de que Estado forte não se faz por seu tamanho, com estrutura mastondôntica, e sim ele será mais forte quanto mais eficiente for no cumprimento de suas funções básicas. Manter as rodovias em condições minimamente trafegáveis é, sem dúvida, uma dentre tantas outras. Há dez anos no poder, com arrecadações de impostos cada vez maiores, o PT ainda não conseguiu dar eficiência ao dinheiro que a sociedade lhe entrega. O estado das rodovias, por exemplo, nas fotos acima, são o reflexo desta incompetência e irresponsabilidade.



























